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10 conselhos importantíssimos para empatas e sensitivos:

 “E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos, por aqueles que não podiam ouvir a música”. – Friedrich Nietzsche

As pessoas sensíveis muitas vezes são percebidas como fracas ou defeituosas. Mas sentir as coisas intensamente não é um sintoma de fraqueza, é a característica de um ser humano verdadeiramente vivo e compassivo. Não é a pessoa sensível que é defeituosa, é a compreensão da sociedade que se tornou disfuncional e emocionalmente incapacitada. Não há vergonha em expressar seus sentimentos autênticos.


É como se você nascesse sem uma camada protetora de pele que outros parecem ter. Você tenta esconder isso. Mas os comentários ainda atravessam sua armadura: “Você pensa demais. É sensível demais, tome jeito!” Então você se pergunta o que há de errado contigo. Muitas pessoas sensíveis se sentem incompreendidos e diferentes, e, geralmente, não sabem o porquê. Eles simplesmente não percebem que eles têm uma característica simples que explica sua confusa variedade de sintomas e peculiaridades.

Mas quando não percebemos como lidar com nossa sensibilidade, acabamos nos forçando demais para acompanhar os outros. Tentamos lidar com as coisas que os demais lidam com facilidade e isso leva a problemas.

Aqui estão 10 ações que você, sensitivo ou empata, pode praticar, para parar de lutar e começar a prosperar:

1. Pare de procurar algo ou alguém para consertá-lo!

A sensibilidade é um traço de temperamento, não uma desordem médica. Então, não há nada de errado com você. Certamente, as pessoas altamente sensíveis são mais propensas a ter alergias ou sensibilidades a alimentos, produtos químicos, medicamentos e assim por diante. E também são mais propensas aos estímulos e assim, são mais rápidos para sentir estresse – o que pode levar a outros problemas de saúde.


Mas a sensibilidade em si não é algo que precisa ser consertado. Se sua mente está cansada de procurar outra solução para acabar com suas “falhas”, saiba que as respostas para viver em harmonia com sua natureza sensível estão dentro de você.


2. Diga a si mesmo, quantas vezes for necessário, que você não é uma fraude.

A síndrome do Impostor não é exclusiva de pessoas sensíveis. Muitas pessoas são vítimas deste medo e  não consideram que passam uma vida inteira se sentindo diferentes dos outros e tentando se encaixar?

Se você está constantemente pensando sobre quem você deveria ser, mas não é, e o que você deveria fazer, mas não pode, entenda que, avaliar suas realizações e pontos fortes permite que você se mostre como você realmente é, mais confortavelmente – mesmo quando você é o estranho.



3. Procure por semelhantes (e saiba que você NÃO ESTÁ sozinho).

Você provavelmente se sente diferente e sozinho. Mas a verdade é que você não está. Muitos sentem uma confusão no isolamento, antes de descobrir que hordas de pessoas passam pelo mesmo. A chave é: sempre que possível, saia com pessoas sensíveis que já estão prosperando, ou pelo menos estão abertas a essas possibilidades. Se você está se sentindo incompatível ou incompreendido, encontre um mentor ou uma comunidade que o acolha e tenha essa conexão.


4. Procure a positividade escondida em cada situação e aproveite-a.

O cérebro é um filtro poderoso que molda experiências e percepções da realidade. Se você acha que o mundo é um lugar perigoso, seu cérebro está preparado para procurar evidências de perigo. Se você acredita que é um lugar amoroso, você passa a enxergar o amor no seu dia a dia. Sobre o que você foca, você obtém mais.

As pessoas sensíveis e de sucesso decidem ver o mundo cheio de oportunidades para se ter gratidão e aproveitam as ondas de positividade. Se você está se sentindo à mercê de suas emoções e circunstâncias, entenda isso, seus pensamentos (e as cargas emocionais que o desencadeiam) estão sempre sob seu controle.


5. Encontre outros pontos de vista.

Seus dons de sensibilidade incluem reflexão profunda e um instinto para ver todos os ângulos e consequências. Mas, sendo tão profundamente sintonizado com os detalhes, você é facilmente sobrecarregado e exausto por estímulos inflexíveis. E quando você não entende por que você se sente e se comporta das maneiras que você faz, é fácil ver isso como falhas.

Na verdade, essas “fraquezas” são, simplesmente, suas necessidades não atendidas e dons únicos para se nutrir. Ao reformular seu passado e nutrir o seu presente, você se prepara para o sucesso em seu futuro. Procure descobrir o outro lado da moeda … onde você encontrará alguns dos seus maiores pontos fortes: intuição, visão, consciência – e a lista continua.


6. Trate-se com compaixão.

Como uma pessoa altamente sensível, você é compassivo. Tanto que coloca o conforto e as necessidades dos outros antes das suas. Além disso, você ainda é seu maior crítico. Você se crítica de maneiras que nunca sonhou em julgar os outros. Controlar este senso crítico é essencial para a autocompaixão.

Assuma o controle ouvindo seus pensamentos sem julgamento (afinal, podem haver pérolas de sabedoria) e, em seguida, torne em pensamentos que desencadeiam emoções mais gentis e mais amorosas para si. A partir desse ponto, você é mais capaz de escolher ações para cuidar de si mesmo e de outros.


7. Crie fronteiras saudáveis, não paredes emocionais rígidas.

Vivemos em uma cultura que valoriza “tomar um analgésico e continuar” muito mais do que valoriza a sensibilidade. Crescemos ouvindo: “sem dor, sem ganho; sobrevivência do mais forte; a vida não é justa – acostume-se a isso “. Nós admiramos aqueles que mostram o poder para prevalecer sobre suas terríveis dificuldades. Como uma pessoa sensível, sua reação pode ser se tornar frio ou se tornar rígido.

Você constrói paredes para se proteger, paredes emocionais, como a supressão de sentimentos. Se você lutar para colocar suas próprias necessidades primeiro (algo que não vem naturalmente para um alguém sensível), faça uma escolha consciente para praticar a habilidade de dizer “não” com gentileza, ou se afastar um pouco para “recarregar”, além de decidir se sentir bem com isso.


8. Sintonize seu corpo (para não ser afetado por extremos emocionais).

Muitos aprendem a ignorar as mensagens que seus corpos estão enviando. Desligam-se para evitar a sobrecarga ou se sintonizam com as necessidades dos outros, em vez das próprias, para atender o que se espera deles. Se você tem o hábito de se esconder dos sentimentos ou passar dos limites de aborrecimento, aprenda a reconhecer os sutis sinais de super estímulos do seu corpo. Você vai gastar menos tempo fora de equilíbrio e mais tempo lidando sutilmente com qualquer desavença que vier.


9. Crie hábitos saudáveis.

Eventualmente, você ficará sobrecarregado com o cotidiano. É uma armadilha fácil de se cair porque você está simplesmente vivendo do jeito que você vê a maioria das pessoas fazendo. Se você luta com questões de energia ou bem-estar, priorize os hábitos que nutrem essas áreas de sua vida (como mais tempo de sono e tempo sozinho) e limite aqueles que o estimulam excessivamente ou o drenam (como atividades de muita pressão – mesmo que sejam consideradas saudáveis).


10. Pare de sufocar sua sensibilidade.

Depois de uma vida sendo bombardeada por estímulos, torna-se uma segunda natureza afastar a sensibilidade da consciência. Suprimindo as emoções para evitar sensações. Este mecanismo autoprotetor pode enganar sua mente consciente, mas não engana seu corpo. Isso chega a sua saúde, seus relacionamentos, sua carreira, todos os aspectos da sua vida … ou, constrói a tensão dentro até que algo desabe.

Quando você libera a energia usada para se conter, você liberta os dons de sensibilidade para você, como empatia, criatividade e alegria. E você permite que seu verdadeiro potencial aflore.

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Direitos autorais da imagem de capa: pressmaster / 123RF Imagens

Traduzido pela equipe de O Segredo – Fonte: Mystical Raven

 





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