10 perguntas que ajudam a revelar seu “eu autêntico”:

9min. de leitura

“Uma das maiores tragédias na vida é perder o seu “eu autêntico” e aceitar a sua versão que é esperada por todos os outros.” – K.L Toth

Todo mundo possui um “eu autêntico” – ou identidade pessoal. Na verdade, a maioria das pessoas têm múltiplas perspectivas sobre si mesmas. Elas possuem identidades diferentes. Não, isso não indica Transtorno de Personalidade Múltipla – simplesmente, implica que você é humano.



Os fundamentos profundamente arraigados do que constitui o nosso senso de nós mesmos, no pensamento, são baseados em nove variáveis:

– Habilidades / incapacidades (por exemplo: engraçado, esperto, tímido, introvertido, extrovertido, incapacitado, etc.)

– Afiliações (por exemplo, fãs de futebol, clubes / sociedade, etc.)

– Relações familiares (por exemplo, mãe / pai, irmão / irmã, filho / filha, etc.)


– Passatempos (por exemplo, atleta, colecionador, gamer, músico, cantor, etc.)

– Ocupação (por exemplo, médico, advogado, encanador, eletricista, colarinho branco, colarinho azul, etc.)

– Quase-Ocupação (por exemplo, ajudante, voluntário, professor a tempo parcial, etc.)


– Atributos relevantes (por exemplo, confiável, trabalhador, bonito, desonesto, preguiçoso, etc.)

– Relações sociais (por exemplo, colega, amigo, marido / esposa, mentor, etc.)

– Espiritualidade (por exemplo, Budista, Católico / Cristão, Humanismo religioso, etc.)


A autoidentidade é dinâmica e maleável, até mesmo na idade adulta e na meia-idade.

O dinamismo da autoidentidade declina acentuadamente nos últimos anos, embora ainda possa flutuar.

Por exemplo, uma pessoa que tem 60 anos pode experimentar uma mudança em suas perspectivas espirituais ou interesses quase-ocupacionais.

Sharon Martin, Assistente Social Clínica Licenciada explica o processo evolutivo da autoidentidade:

“Do ponto de vista do desenvolvimento, nós temos dificuldade de ‘encontrar-nos’ como adolescentes e jovens adultos. E muitas vezes revisitamos essas questões na meia-idade. É normal e essencial buscar autocompreensão. Para nos aceitarmos e estabelecermos um sentimento de pertença, precisamos entender quem somos.

Um forte senso de ser, ajuda-nos a navegar na vida e traz significado às nossas experiências. Sem ele, nós nos sentimos “perdidos”. ”

Martin enumera as quatro razões pelas quais as pessoas experimentam uma perda de identidade:

  • Colocar as necessidades dos outros antes das próprias. Este comportamento pode levar à negligência e diminuição da autoestima.
  • Desapego de nossos pensamentos e sentimentos. Existe uma infinidade de distrações que podem ser usadas para nos desconectar do “mundo”: álcool, drogas, alimentos e até eletrônicos.
  • Experimentar um evento ou transição de mudança de vida. Trauma é um exemplo – a morte de um ente querido, perda de emprego, divórcio – estas e outras circunstâncias podem descarrilar-nos de nosso eu verdadeiro.
  • Reprimirmos e subsequentemente “enterrarmos” nossos verdadeiros eus por vergonha, constrangimento, medo, bullying ou críticas. Tomamos uma decisão consciente ou inconsciente de esconder nosso verdadeiro eu, após esse tratamento.

Fazer estas perguntas todas as manhãs a si mesmo pode ajudá-lo a descobrir o seu eu autêntico:

Se você tem a “intuição” de que alguma parte de si mesmo está perdida, há esperança. Não importa o que você passou, ainda pode redescobrir e aceitar o seu eu verdadeiro.

Com isso em mente, veja abaixo a lista de dez perguntas que podem ajudá-lo em seu caminho para a redescoberta:

1. Qual é a minha maior força? Minha maior fraqueza?

Isso pode soar como uma terrível entrevista de emprego, mas é importante conhecermos nossas habilidades e incapacidades. Responder a essas duas perguntas, honestamente, dará a nós  confiança e algo sobre o qual melhorar.


2. Qual é a minha maior realização? Maior fracasso?

Há algo em sua vida do qual você pode se orgulhar? Para quase todo mundo, a resposta é “sim”.

Qual é o seu maior fracasso? Mais importante, o que você aprendeu com ele? Se nada é aprendido, não é fracasso, mas tolice. Thomas Edison, indiscutivelmente, o maior inventor da história, disse uma vez: “Nunca digo que falhei 99 vezes, digo que descobri 99 maneiras erradas!” Seja um Edison.


3. O que me preocupa?

Muitas pessoas têm pensamentos preocupantes. Algumas permitem que tais preocupações ditem suas vidas. Independente de qual for sua preocupação, anote-a. Se há algo que pode ser feito, faça. Se algo está fora de seu controle, respire (profundamente) – tudo ficará bem.


4. O que eu gosto de fazer por diversão? Estou criando tempo para me divertir?

O divertimento deve ser levado a sério.

Dr. Marc Bekhoff, um renomado biólogo evolucionário, afirma que o divertimento é “um banquete para o cérebro e para os sentidos, fornecendo nutrição para o corpo e para o espírito.


5. Em que acredito? Quais são os meus valores?

Não estamos falando de religião, necessariamente, ou mesmo de espiritualidade.

Valores e crenças podem ser uma certa visão sobre política, Deus, Universo, humanidade, e assim por diante. Definir claramente seus valores e crenças é necessário para um saudável senso de si mesmo.


6. Quais são meus interesses que nunca tentei?

Aprendizagem contínua e novas experiências são dois elementos essenciais para uma vida feliz. Ter hobbies também é um elemento-chave para a autocompreensão.


7. Como estão meus relacionamentos?

Pense sobre as relações que você considera importantes. Como são suas relações sociais e familiares? Há alguém com quem você perdeu contato que pode querer saber notícias suas? Você quer falar com quem?

Entender e nutrir seus relacionamentos é inseparável do seu senso de si mesmo.


8. O que eu gosto e não gosto em meu trabalho?

Se você ama seu trabalho, ótimo. O trabalho árduo e determinação para seguir suas paixões valeram a pena.

Se você não gosta de seu trabalho, não está sozinho. Tente pensar em coisas que você considera boas sobre seu trabalho. O que você gosta sobre ele? Mantenha essas coisas em mente durante todo o dia. Além disso, mantenha também suas opções em mente.


9. O que meu crítico interno me diz?

Seu monólogo interior é mais crítico?

Sempre que possível, anote pensamentos à medida que surgirem. No final do dia, dê uma olhada no que escreveu.

Agora (honestamente), pergunte a si mesmo se há algo que pode ou não pode ser feito sobre o que está no pedaço de papel. Se não, esteja atento a este fato, da próxima vez que esse mesmo pensamento se aprofundar.


10. Eu sei que estou estressado quando eu __________

A Organização Mundial da Saúde (OMS) apelidou o estresse de “a epidemia de saúde do século XXI”. O trabalho, as relações, as mudanças de vida, o meio ambiente e as causas autoinfligidas são as cinco principais causas de estresse.

Pergunta: O que as cinco coisas têm em comum?

Resposta: Na maior parte, elas são controláveis.

Baseando-nos nessa resposta, é importante reconhecermos nossos padrões comportamentais e de pensamento sob estresse. É mais importante que façamos algo sobre isso – o que nos leva à mindfulness.

Mindfulness – um estado de atenção ativa, aberta e presente sem julgamento (isto é, pensamentos “bons” ou “maus”) pode ser a única e única resposta que precisamos. Mindfulness – através de respiração profunda, meditação, ou tarefas orientadas – está ligada a inúmeros benefícios de saúde mental, psicológica e física.

Não cometa o erro de pensar que mindfulness é fácil; não é. É preciso paciência e prática. Mas as recompensas são extraordinárias.


Referências do texto: psychologytoday.com – psychcentral.com  – huffingtonpost  – livestrong – projectlearnet

Traduzido pela equipe de O Segredo – Fonte: Power of Positivity

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