Mensagem de ReflexãoPerdoarPositividade

A pequena alma e o sol

(…) “- Não te preocupes, Pequena Alma, eu vou ajudar-te – disse a Alma Amiga.
– Vais? – a Pequena Alma animou-se. – Mas o que é que tu podes fazer?
– Ora, posso dar-te alguém a quem perdoares!
– Podes?
– Claro! – disse a Alma Amiga alegremente. 
– Posso entrar na tua próxima vida física e fazer qualquer coisa para tu perdoares.
– Mas porquê? Porque é que farias isso? – perguntou a Pequena Alma. 



Tu, que és um ser tão absolutamente perfeito! 
Tu, que vibras a uma velocidade tão rápida a ponto de criar uma Luz de tal forma brilhante que mal posso olhar para ti! 
O que é que te levaria a abrandar a tua vibração para uma velocidade tal que tornasse a tua Luz brilhante numa luz escura e baça? 


O que é que te levaria a ti, que danças sobre as estrelas e te moves pelo Reino à velocidade do pensamento, a entrar na minha vida e a tornares-te tão pesada a ponto de fazeres algo de mal?

– É simples – disse a Alma Amiga.
– Faço-o porque te amo.

A Pequena Alma pareceu surpreendida com a resposta.


– Não fiques tão espantada – disse a Alma Amiga – tu fizeste o mesmo por mim.
Não te lembras? Ah, nós já dançámos juntas, tu e eu, muitas vezes.
Dançámos ao longo das eternidades e através de todas as épocas.
Brincámos juntas através de todo o tempo e em muitos sítios.

Só que tu não te lembras. 

niña Luz

Já fomos ambas o Todo. Fomos o Alto e o Baixo, a Esquerda e a Direita. Fomos o Aqui e o Ali,o Agora e o Depois. 
Fomos o Masculino e o Feminino, o Bom e o Mau – fomos ambas a vítima e o vilão. 


Encontrámo-nos muitas vezes, tu e eu; cada uma trazendo à outra a oportunidade exata e perfeita para Expressar e Experimentar Quem Realmente Somos.

– E assim, – a Alma Amiga explicou mais um bocadinho – eu vou entrar na tua próxima vida física e ser a “má” desta vez.
Vou fazer alguma coisa terrível, e então tu podes experimentar-te como Aquela Que Perdoa.

– Mas o que é que vais fazer que seja assim tão terrível? – perguntou a Pequena Alma, um pouco nervosa.


– Oh, havemos de pensar nalguma coisa – respondeu a Alma Amiga, piscando o olho.
Então a Alma Amiga pareceu ficar séria, disse numa voz mais calma:
– Mas tens razão acerca de uma coisa, sabes?

– Sobre o quê? – perguntou a Pequena Alma.


– Eu vou ter de abrandar a minha vibração e tornar-me muito pesada para fazer esta coisa não muito boa.
Vou ter de fingir ser uma coisa muito diferente de mim.
E por isso, só te peço um favor em troca.
– Oh, qualquer coisa, o que tu quiseres! – exclamou a Pequena Alma, e começou a dançar e a cantar:


– Eu vou poder perdoar, eu vou poder perdoar!
Então a Pequena Alma viu que a Alma Amiga estava muito quieta.
– O que é? – perguntou a Pequena Alma.
– O que é que eu posso fazer por ti? És um anjo por estares disposta a fazer isto por mim!


– Claro que esta Alma Amiga é um anjo!- interrompeu Deus, – são todas! Lembra-te sempre: Não te enviei senão anjos.

PEQUENA

E então a Pequena Alma quis mais do que nunca satisfazer o pedido da Alma Amiga.
– O que é que posso fazer por ti? – perguntou novamente a Pequena Alma.- No momento em que eu te atacar e atingir, – respondeu a Alma Amiga – no
momento em que eu te fizer a pior coisa que possas imaginar, nesse preciso momento…
– Sim? – interrompeu a Pequena Alma
– Sim?A Alma Amiga ficou ainda mais quieta.
– Lembra-te de Quem Realmente Sou.
– Oh, não me hei-de esquecer! – gritou a Pequena Alma – Prometo! Lembrar-me-ei sempre de ti tal como te vejo aqui e agora.

– Que bom, – disse a Alma Amiga – porque, sabes, eu vou estar a fingir tanto, que
eu própria me vou esquecer. E se tu não te lembrares de mim tal como eu sou realmente, eu posso também não me lembrar durante muito tempo. E se eu me esquecer de Quem Sou, tu podes esquecer-te de Quem És, e ficaremos as duas perdidas. Então, vamos precisar que venha outra alma para nos lembrar às duas Quem Somos.

– Não vamos, não! – prometeu outra vez a Pequena Alma. – Eu vou lembrar-me de ti!
E vou agradecer-te por esta dádiva – a oportunidade que me dás de me experimentar
como Quem Eu Sou.
E assim o acordo foi feito. E a Pequena Alma avançou para uma nova vida, entusiasmada por ser a Luz, que era muito especial, e entusiasmada por ser aquela parte especial a que se chama Perdão.

E a Pequena Alma esperou ansiosamente pela oportunidade de se experimentar como Perdão, e por agradecer a qualquer outra alma que o tornasse possível.
E, em todos os momentos dessa nova vida, sempre que uma nova alma aparecia em cena, quer essa nova alma trouxesse alegria ou tristeza – principalmente se trouxesse tristeza – a Pequena Alma pensava no que Deus lhe tinha dito.

Lembra-te sempre,- Deus aqui tinha sorrido – não te enviei senão anjos.”

Neale Donald Walsch

Oração pela paz do universo!

Artigo Anterior

O que é ‘ser zen’ – por monja coen

Próximo artigo

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.