4 atitudes para desenvolver sua inteligência emocional:

Se você se encontra frequentemente em situações tóxicas, se você não sabe o que fazer quando sentimentos intensos aparecem e se você se sente preso por emoções, talvez uma recalibração na sua inteligência emocional ajude bastante.

Embora isso seja um processo, aqui estão 4 dicas para você começar a navegar nessas águas de forma mais fluida e consciente:

1. Não suprima suas emoções

É muito comum recorrermos a mecanismos de supressão emocional quando estamos sentindo. Vivemos em uma sociedade alienada emocionalmente, que preza pela produtividade e pelo status quo. Isso significa que desde pequenos aprendemos a “engolir” nossas emoções; aprendemos que sucesso significa controlá-las e que nada além de emoções positivas são um comportamento aceitável, se você quiser ser amado e incluído.

O primeiro passo para a inteligência emocional é permitir-se sentir suas emoções. Isso pode ser uma experiência desagradável, mas quando você dá margem para que suas emoções sigam seu rumo, perceberá que elas aparentam adquirir uma qualidade mais maleável, dissolvendo-se sem que você precise fazer muita coisa a respeito.


2. Observe suas reações emocionais

Este passo vem aliado ao anterior. É imprescindível que você se familiarize com suas reações emocionais, seus gatilhos, suas dores, suas felicidades, suas alegrias, seus amores. Conhecendo essas respostas intimamente, você será capaz de tomar responsabilidade pelo seu estado emocional, saindo do modo reativo e colocando-se, efetivamente, na direção da sua vida. Este passo é essencial ao passo 04.


3. Exercite a empatia

Ler as emoções das pessoas à nossa volta é algo que fazemos intuitivamente e, às vezes, nem sabemos que o estamos fazendo. No entanto, procurar sentir deliberadamente aquilo que os outros estão sentindo, proporciona-nos maior conhecimento e mapeamento do universo emocional e nos conecta à essência espiritual de que somos todos um. Cuidado apenas para não deixar que o estado emocional alheio induza pensamentos e sentimentos da mesma vibração em você, pois assim você corre o risco de pensar que tem um problema semelhante, mesmo que ele não exista.

Quando exercitar a empatia, procure fazer duas coisas: 1. não rotule a emoção e 2. dê espaço para que as emoções negativas dos outros existam — sem dar conselho, sem tentar animar, sem julgar, sem oferecer soluções, sem criticar. Dê apenas a sua completa presença. Na maioria das vezes, é apenas dessa presença incondicional que elas precisam para que sejam resolvidas.


4. Pratique a direção consciente de pensamentos

Seu estado emocional está, sempre, seguindo a trilha dos seus pensamentos dominantes. Por isso, nenhuma habilidade de inteligência emocional está completa, sem a prática do direcionamento mental. Isso vai além do “pensar positivo”: reconhecendo seu terreno emocional, como sugerido no passo 02, você saberá que trilha percorrer para chegar ao estado de espírito que deseja.

É muito difícil, por exemplo, pular direto da raiva para o entusiasmo. Mas conhecendo seu terreno emocional, que é absolutamente único, você saberá qual pensamento, prática ou conversa lhe trará pessimismo — que é um avanço —, para depois seguir para a esperança; e adiante, contentamento, otimismo e alegria.

Lembrando que seus pensamentos criam a realidade. Aprender a dirigi-los é melhor coisa que você pode fazer por si mesmo.

Acima de tudo, tenha paciência consigo mesmo durante esse processo. Não existe uma pessoa nesse mundo isenta de sentir emoções negativas e de cometer erros, então, não exija isso de si.

Pratique o simples ato de amor-próprio que é dizer “eu estou onde estou — e tudo bem com isso”.

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Direitos autorais da imagem de capa: gpointstudio / 123RF Imagens



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