Comportamento

4 verdades avassaladoras sobre “Maid”, minissérie de sucesso sobre violência doméstica

4 verdades avassaladoras sobre ‘Maid minisserie de sucesso sobre a violencia domestica

A minissérie que é sucesso no mundo inteiro tem muito a nos ensinar sobre o funcionamento das famílias!



“Maid” é a mais nova minissérie de sucesso produzida pela Netflix que, em pouco tempo de estreia, tem conquistado pessoas do mundo inteiro, especialmente mães solo, por tratar de uma temática completamente diferente do que estamos acostumados a assistir na plataforma, mas que ao mesmo tempo retrata a realidade de milhões de mães e seus filhos.

A série tocante, de 10 episódios, foi baseada no best-seller autobiográfico intitulado “Maid: hard work, low pay and a mother’s will to survive”, traduzido no Brasil como “Superação, trabalho duro, salário baixo e o dever de uma mãe”, de Stephanie Land.

A série, que foi criada por Molly Smith Metzler e estrelada por Margaret Qualley, conta a história de Alex, uma mãe de 25 anos que vive presa a uma relação abusiva, mas que decidiu se libertar e buscar uma nova realidade financeira e emocional acompanhada apenas da filha Maddy, de 3 anos.


À medida que redescobre a vida, Alex passa por uma jornada muito complicada e começa a perceber o quanto é difícil se libertar de uma relação baseada na manipulação e domínio emocional.

Não contaremos mais para não dar mais spoilers, mas abaixo deixamos algumas verdades tocantes retratadas pela obra, que com certeza despertarão em você ainda mais vontade de assistir e se encantar com a genialidade por trás de cada cena.

1. Em muitas relações abusivas, é comum as mulheres se sentirem dependentes do agressor

A minissérie fala desse aspecto bastante comum na vida de diversas mulheres em relações não saudáveis. Um fato já conhecido pela psicologia é que as nossas experiências na infância afetam diretamente como guiamos nossas relações na vida adulta, como a escolha de parceiros românticos com características negativas similares às de nossos pais e mães.


Alex escolheu um marido bastante parecido com seu pai, e teve uma relação de codependência com a mãe desde a infância, o que a tornou mais suscetível a repetir essa experiência na vida adulta, dessa vez com o parceiro romântico, sendo novamente uma prisioneira emocional.

2. Nem sempre é fácil abandonar os nossos abusadores 

Um dos muitos julgamentos que as mulheres vítimas de relações abusivas recebem é o fato de demorar para se libertar dos parceiros, e “Maid” mostra, de uma forma verdadeira, como é a realidade dessas relações.

Muitas vezes, conforme retrata a série, as mulheres tiveram a sua saúde emocional e autoestima desgastadas ao longo dos anos, e simplesmente não sabem como continuar a viver sem o dominador, mesmo que ele lhes faça mal. Outros motivos que também podem afetar nessa questão é a falta de um círculo de apoio, de amigos e família, e  também a dependência financeira, que apenas fomentam a ideia de que não serão capazes de sobreviver sem o outro. Leva um tempo para que essas mulheres realmente acreditem que podem se libertar e ser felizes novamente.


Vemos também mulheres totalmente dependentes financeiramente do agressor e que não possuem uma rede de apoio de amigos e familiares que as possam ajudar a “fugir” dessa situação. Vemos ainda o medo das ameaças constantes de que algo possa ser feito com elas, com seus filhos ou mesmo que o agressor possa atentar contra a própria vida.

Para além disso, muitas mulheres ainda sentem vergonha de se encontrar em situações tão degradantes, que tentam ocultar de familiares e amigos (às vezes, até de si mesmas) o quanto aquela situação é grave. Como mostrado na minissérie, a cada vez que se sujeitam, sua energia viral fica mais fraca, assim como sua coragem de reagir. A cada fracasso, cresce uma ideia de que nunca serão capazes de sair daquele ciclo de abusos.

3. A violência emocional não tem a mesma credibilidade da violência física

A violência física é muito mais simples de ser provada, e por isso ter credibilidade das pessoas, mas muitas mulheres vítimas de violência emocional por seus parceiros passam muitas dificuldades para provar que vivem ao lado de alguém que a cada dia mata um pouco da sua autoestima e amor-próprio, algo que também é bastante evidenciado pela produção.


Como uma forma de proteção, é muito importante que as vítimas tenham um círculo de pessoas nas quais possam confiar para saber de toda a sua realidade. Boletins de ocorrência que atestam surtos de raiva de outra pessoa também podem ser provas importantes desse tipo de realidade.

4. Violência doméstica vai muito além de agressão física

Alex, assim como muitas dessas mulheres, demorou para entender o ciclo de violência emocional em que vivia, isso porque o seu marido não a agredia fisicamente. No entanto, quando recebeu ajuda, finalmente compreendeu que os xingamentos, arremessos de objetos e até os socos na parede do companheiro eram claros sinais de que ela era uma vítima daquela situação.

Esse é um importante alerta para as mulheres que testemunham a violência de outras maneiras. Muitas vezes, a forma indireta como o parceiro as atinge é muito mais doída do que uma agressão declarada, e isso precisa ser identificado.


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