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5 DICAS SOBRE O QUE NÃO FAZER EM UM VELÓRIO:

Quem já  perdeu alguém próximo sabe o quanto é doloroso esse processo de adaptação sem o ente querido e a falta que faz. Cada indivíduo reage de uma forma diferente do outro, cada um atribui significado.


A única certeza que temos na vida é que um dia iremos morrer, mas ainda assim existe uma grande probabilidade de não pensarmos muito sobre a morte. É considerado como  algo distante e em algumas circunstâncias como tabu, não existem receitas prontas para seguirmos quando se trata de luto, ou melhor, quando se trata de pessoas. Em caso de perdas, dar conselhos à um amigo como por exemplo: “Seja forte” pode ser algo destrutivo e aquilo que não é dito se manifesta de alguma forma, pois o ser humano é biopsicossocial.

Apesar de não existirem receitas prontas, uma das melhores formas de ajudar o seu amigo em uma situação de perda é deixar fluir todo o sentimento que se encontra dentro dele. Respeite a dor do outro e uma das melhores atitudes é ser acolhedor. Cada pessoa vai ter seu tempo de elaborar seu luto, pois cada indivíduo possui sua subjetividade que é singular.

A seguir, dicas preciosas para um momento tão difícil: 


1.Seja forte

O que é ser forte? Uma das frases mais repetidas, a ideia de ser forte é tratar de guardar aquele sentimento no qual você quer expressar, evitar que o indivíduo chore  e expresse suas emoções e sentimentos é uma péssima ideia. Imagina uma represa no qual a quantidade de água é muito intensa, ou um copo cheio, mas tão cheio que transborda, se você guarda esse sentimento, ou melhor, não vivencia, para onde vai tudo isso? O ser humano é biopsicossocial, ou seja, não existe a separação de mente e corpo, ele é todo integrado. Ao longo do tempo,  um  luto mal elaborado pode acontecer vários estragos na vida de uma pessoa, inclusive doenças que vão se tornarão mais visíveis. Respeite  o sofrimento do outro  e seu espaço, deixa fluir, deixa chorar e sofrer. Dessa forma, tem mais probabilidade do indivíduo se manter saudável e todos vão passar por perdas.


2.Meus pêsames

Onde você ouviu essa frase? “Meus pêsames” – muitas pessoas repetem o que ouvem na TV. Muito cuidado com que você repete. Dependendo da pessoa, acaba  não sendo bem-vindo ou ineficaz.  Um gesto ou atitude positiva, por exemplo, como um abraço, é muito mais eficiente do que palavras vazias em si. Melhor trocar por outras palavras ou até mesmo por um  acolhimento, se for possível, fale menos, ouça mais e dê seu ombro amigo.



3.O excesso de abraço

Tudo que é demais acaba sendo chato, e dependendo da pessoa, ela não gosta de ser tocada. Tudo depende da intimidade. As pessoas precisam de espaço e se não respeitar, pode gerar desconforto. Nem todos gostam de abraços e se você gosta e conhece  a pessoa, certamente saberá qual atitude  será a mais recomendada. Às vezes um olhar sincero já é o suficiente ao invés de ficar grudada na pessoa como um bicho-preguiça na árvore.


4.Conforte a pessoa. NÃO a faça ficar conformada.

Confortar alguém  é dar apoio, é dividir o fardo. A imagem que me vem quando penso nisso é um cobertor com um chocolate quente em um dia de muito frio. Conformar é o oposto, é como nesse dia de frio ao invés de dar um cobertor e chocolate quente, daria um tapinha nas costas e diria: “A vida é assim mesmo”. Percebeu a diferença? No momento de luto, a dor torna-se o centro, o sofrimento torna-se uma figura. Ajudar e amenizar esse momento é importante, no entanto, dizer palavras como “Deus quis”, “a vida é assim”, “um dia todos vamos morrer”,  “é a única certeza”, não traz conforto, na maioria dos caso, pode fazer o efeito inverso. A pessoa pode não aceitar e não se conformar. Olhe para a dor e não para a justificativa.


5.Conversas paralelas

Conversar sobre assuntos variados é normal. O que torna chato é fazer  do momento uma recreação. Rir alto, falar sobre assuntos triviais demais vai parecer que você está numa praça e não no velório. Respeite o sofrimento do outro, você está lá para isso e não para colocar as fofocas em dia.





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