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5 efeitos persistentes do abuso emocional (e como curá-los):

Para cima, para baixo, alto, baixo, bom, ruim, preto, branco, empurre, puxe.



O abuso emocional pesa em nossos corações e mentes, plantando mentiras em nossa psique que, se formos desatentos, podem durar muito tempo depois da situação ter acabado.

É difícil cavar fundo e identificar essas feridas, especialmente quando podemos nem sequer estar cientes de que ainda estamos feridos. Mas, meses ou anos mais tarde, nosso comportamento contínuo e transformações de caráter podem ajudar a lançar alguma luz sobre o que realmente precisa de nossa atenção.

Com a maioria das formas de abuso emocional, a vítima é deixada sentindo-se impotente, sem valor e destruída por dentro. Essas feridas não deixam cicatrizes visíveis, embora sejam tão dolorosas quanto qualquer lesão física. Nós juntamos nossos pedaços e renovamos nossas vidas da melhor maneira possível. E, às vezes, o melhor que podemos fazer é fingir.


Voltamos a nossa existência diária pensando que tudo está bem – mas algo ainda parece diferente. Muitos sobreviventes descrevem dois “eus” diferentes: “antes do abuso” e “depois do abuso”.

A verdade vive em nosso corpo e comportamentos, e continuará se manifestando de maneiras cada vez mais estranhas até que encontremos nosso caminho para casa.

Aqui estão cinco sinais que sugerem que você ainda pode estar sofrendo com os efeitos persistentes do abuso emocional:

1. Entorpecimento


Você se isola, tornando-se mais um observador do mundo do que um participante. Tudo parece bloqueado. Você não se sente mal – mas também não se sente bem. Você não sente muito de nada. Mesmo quando sabe que deve estar feliz, é como se houvesse algo apertado em torno do seu coração em todos os momentos, impedindo qualquer coisa de entrar ou sair.

Isso pode parecer desesperador – você se sente permanentemente danificado e incapaz de sentir emoções normalmente. No entanto, é realmente o primeiro passo para se aproximar de seu trauma com uma perspectiva gentil e carinhosa. Permita que o entorpecimento exista, e compreenda que ele não estaria lá a menos que o fosse para protegê-lo de algo que te oprime, consideravelmente. Seu corpo está tentando ajudá-lo! Concentre-se nesse esforço nobre, e você vai lentamente começar a desenvolver o senso de amor necessário para suportar esta dor.


2.Busca de aprovação


Este efeito pode ser realmente sorrateiro, porque se manifesta de maneiras socialmente aceitáveis: fazer de tudo para agradar outras pessoas, realização excessiva, ser “agradável” com todos e focar demais em sua aparência. A corrente subjacente do comportamento de busca de aprovação é que você, de alguma forma, não é “suficiente” sem ela. Essa foi uma mentira colocada em seu coração, e precisa ser banida para sempre. Nosso valor como seres humanos não depende de nenhuma dessas coisas.

Se você retardar e pausar estes comportamentos, provavelmente sentirá muita vergonha, inadequação, e mesmo inveja. Seu primeiro instinto pode ser correr de volta para seus vícios, mas eu te encorajo a seguir em frente (e procurar aconselhamento profissional, se necessário) até que realmente entenda o quanto está sofrendo. Somente então, poderá desenvolver compaixão por si mesmo e descobrir que o amor saudável não precisa ser conquistado.


3.Ressentimento


Ele pode se acumular ao longo do tempo, e não se trata de jogar objetos ou gritar. Sinais muito mais comuns incluem irritabilidade, culpa, mudanças na pressão arterial, aperto no coração, frustração e impaciência. A palavra-chave do ressentimento é “deveria”. (Esta coisa ruim não “deveria” ter acontecido. As pessoas “deveriam” ter se comportado de uma maneira diferente.) Essencialmente, vive-se em um estado constante de resistência à realidade.

A maioria dos caminhos psicológicos ou espirituais delineará as razões pelas quais o ressentimento é tóxico, mas liberá-lo não é tão simples. Precisamos ser gentis com nós mesmos e não sentir qualquer tipo de vergonha por carregarmos esse ressentimento. Tudo o que precisamos é da simples intenção de liberá-lo, e ele começará a acontecer. Uma vez que pararmos de nos concentrar nas falhas, finalmente temos tempo para cuidar das feridas em nossos corações.


4.Julgamento e análise


Este é um deslocamento de personalidade que acontece lentamente. Você ouve palavras agradáveis ​​saindo de sua boca, mas seus pensamentos estão em outro lugar. Você se encontra obsessivamente analisando tudo o que os outros fazem, a ponto de tornar-se difícil confiar em alguém. Você foca muito em comportamentos e define padrões muito elevados para você e outros.

Mais uma vez, a chave aqui é a autocompaixão. Você precisa ser gentil consigo mesmo e entender que esses são todos mecanismos de proteção – um medo de não estar no controle. Julgar-nos por julgarmos demais é um loop infinito que só pode ser quebrado pelo amor. Você não pediu por isso. Você fez o melhor que pôde com uma situação impossível,e quanto mais aceitar essa verdade, mais suave seu coração se tornará.


5.Ansiedade e depressão


Insônia, mudanças de apetite, medo constante, sensação de desgraça e desesperança: modo de autodestruição. Este é o seu corpo dizendo: “não mais”. As quatro soluções acima não estão funcionando mais, e seu corpo vai torturar sua mente até que você se renda à única solução permanente: o amor.

Você deve procurar terapia profissional para ansiedade e depressão, mas eu recomendo fortemente que todos os sobreviventes de abuso emocional se aproximem da terapia da perspectiva do amor mais do que da análise constante de seus comportamentos indesejáveis.

Em vez de procurar suas memórias, tente sentir seus sentimentos. A simples verdade de que você é um ser humano real e sofrendo, pode abrir o coração mais apertado e levá-lo a um lugar de autocompaixão nunca sentido antes – talvez uma nova realidade onde você seja tão gentil consigo mesmo quando sempre foi com os outros.

Depois do abuso emocional, há muitas mentiras que obstruem o coração: não ser bom o suficiente, inadequado, inútil, ruim, quebrado, substituível, não amado, culpado. A boa notícia é que você pode curar essas coisas. A má notícia é que não há solução rápida – apenas muita paciência, trabalho duro e dedicação. Pode levar meses ou anos de prática, mas encontrar o amor por si mesmo é uma solução permanente. Nessa jornada, deixamos para trás a divisão do “velho eu alegre” e do “novo eu abusado” em favor de um “eu” que é amado e aceito completamente.


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Traduzido pela equipe de O Segredo – Fonte: Mind Body Green

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