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7 dicas para perdoar e dissolver a mágoa

Muitas pessoas não querem perdoar por orgulho, remorso ou desejo de vingança.


Pensam que estão dando poder ao outro por algo ocorrido no passado e que isso possibilitaria repetir a experiência em algum momento no presente ou no futuro. Perdoar pode ser muito difícil quando o rancor impede o processo.

Para essas pessoas, não há o que fazer, porque ainda não despertaram para a verdade sobre o perdão: ele não apaga o passado nem é uma submissão a novas ocorrências.

Porém, há quem entenda que o perdão é um sinal de força, de assumir o controle da situação racional, e deseja perdoar. Sem essa vontade de perdoar, aliás, não é possível perdoar. Entretanto, há quem não consiga se livrar da mágoa por não saber como conseguir isso.


Para essa pessoa, apresentamos sete dicas valiosas que a farão raciocinar e se livrar da mágoa:

1. Atos imperdoáveis não existem

Destrua definitivamente a ideia de que alguns atos não merecem perdão, tenha a altivez de compreender o perdão como um poderoso instrumento para você alcançar a própria paz. É um ato, em última análise, até egoísta. Perdoa-se para dizer adeus a qualquer coisa que feriu você. O perdão só se limita à nossa vontade de nos livrar de um sofrimento. E você não precisa, faticamente, pedir perdão à pessoa que o feriu ou esperar que ela lhe peça perdão.


2. Pessoas replicam o que fizeram com ela

Muitas vezes, quem abusa foi abusado, quem trai foi traído, quem humilha foi humilhado. Há um certo padrão de comportamento de se repetirem mazelas. Um desvio de personalidade pode ser uma consequência do extremo sofrimento pelo qual uma pessoa passou desde a mais tenra idade. Compreender que alguém lhe fez mal porque fizerem mal a ele é ter compaixão, isso nos liberta do processo autodestrutivo de replicar comportamentos danosos a outras pessoas. A compaixão quebra esse ciclo de vingança, ressentimento e ódio.



3. Ressignifique sua experiência ruim

A sua vivência não deve ser vista como algo a ser esquecido, pois perdoar não é esquecer, é dar novos contornos, novos valores, é ver de maneira diferente, mudar nossos pensamentos e crenças. Observe sua evolução, crescimento e conhecimento por conta desse problema. Investigue o fruto bom que colheu. Foque no aprendizado e não no seu erro, afinal de contas, você não era tão maduro quanto é hoje. Você mudou porque a vida é uma escola e essa pessoa que o magoou foi seu mestre. Seja grato e saiba que você só sofre porque assim o deseja; o outro não pode lhe fazer sofrer mentalmente sem o seu consentimento. A vida, às vezes, é dura em suas lições, mas explica bem.


4. Pare de se vitimizar

Seu comportamento pode ter sido essencial, ou não, na construção do abuso. Avalie e assuma a sua parcela de culpa e pare de se colocar na posição de vítima eterna. Se, de fato, você não teve nenhuma parcela de responsabilidade, não se sinta martirizado pela vida. “Poderia ter sido pior”, “há males que vêm para o bem”, “foi um livramento”… Todas essas expressões populares escondem atrás de si uma sabedoria salomônica. Use-as.


5. Aceite o erro do outro

Não julgar a imperfeição do outro é aceitar que todos somos falhos. Acredite que as pessoas não são ruins, apenas erram. Tenha compaixão de quem erra, não exija perfeição de ninguém, afinal você não é perfeito, ninguém o é. Devemos sempre ser impecáveis para nós e nossos próximos. Todavia, mesmo com a melhor das boas intenções, podemos magoar quem mais amamos. Quando você espera perfeição do outro, você cria uma expectativa inatingível, cuja principal vítima será você mesmo. Não tente enxergar o outro como você gostaria que ele fosse, enxergue-o como ele realmente é. Observe que sua mágoa partiu de uma quebra de confiança que você criou e depositou no outro, isso é de sua responsabilidade. Quanto mais as aparências desse outro enganaram-no, mais você criou expectativas sobre ele.


6. Dê tempo ao tempo

O perdão é um caminho, ele não é automático, instantâneo, você não o alcançará ao terminar a leitura deste artigo. Nada obstante, qualquer progresso, seja rápido ou lento, deve ser comemorado: é uma vitória. Ressignifique também a dor prolongada como um remédio de cura e crescimento pessoal, porque é exatamente isso que ela é. Considere esse processo como sagrado, é dele que você se despede do que foi e abraça o que virá. Isto é amadurecer, pois torna você mais sábio para evitar ou ultrapassar outros obstáculos da vida.


7. Não é preciso voltar a conviver com quem o magoou

O perdão é um ato de benefício bilateral, em que ganham o ofensor e o ofendido. Porém, sua concessão e aceite não significam o retorno à convivência, como se nada tivesse ocorrido. Muitas vezes, a relação nunca existiu; em outras, chegou ao fim ou está tão desgastada que sua retomada não apresenta aspectos positivos. Por isso, perdoar não pressupõe voltar a conviver, retomar a amizade ou um negócio desfeito.


A retenção da mágoa é ruim para todos, principalmente para quem não consegue abandonar sentimentos de culpa, raiva e demais emoções intermináveis ​​que não são nada benéficas.

Vingança punitiva, se for o caso, deverá vir da lei do retorno divina ou da justiça dos homens. Entregue a Deus ou a um advogado, respectivamente, mas não fique com esse sentimento escondido, pois você se tornará uma pessoa rancorosa. Assim, além de ele prender você ao sofrimento, atrairá para si outros fatos similares para a sua vida, bem como outorgará poderes ao algoz, quiçá até lhe dê mais prazer ao perceber que o atinge, intoxicará outros à sua volta, que nada têm a ver com o seu problema, e bloqueará espiritual e energeticamente a sua área afetada.

Ter mágoa é guardar um desgosto no coração e na mente. Os pensamentos o prendem: “não aceito”, “não devia ter feito isso comigo”, “estou triste por esse fato”, etc. Esse “res-sentir” constante gera até doenças físicas graves. Foi Jesus, na plenitude de sua sabedoria, quem ensinou a conceder o perdão ilimitadamente (Mateus 18:21-22).

Jesus sabia que o principal beneficiário do perdão não é quem o recebe, mas quem o dá. Buda também tem passagens similares sobre perdoar. O perdão é um grande segredo para a liberdade do coração e da mente. Motivos, pois, não lhe faltam para perdoar quem o feriu. Aliás, você só pode perdoar quem o fere. É um pressuposto.

Ficar parado na falta de perdão é se envenenar um pouco mais a cada minuto. Não por outra razão, mágoa significa a junção de duas palavras: + água, que quer dizer água parada, ruim.

Não guarde isso dentro de você, purifique-se por meio do perdão ao outro e a você próprio. Agradeça a lição que a vida lhe impôs.

 

Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: 123RF Imagens.





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