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7 dicas para sobreviver a um pé na bunda:

relacionamento abusivo

A minha bunda, assim como o meu coração, contém as marcas dos pontapés amorosos que levei ao longo da vida. Já tomei chute por SMS, por e-mail e, acredite se quiser, até repassado pela sogra.



E sabe o que eu senti depois de cada um dos pés que levei na bunda?

O mesmo que 90% das pessoas sentem: uma dor quase mortal. Quase! Sabe por quê?

Pois ela, apesar de parecer a maior de todas, não mata! E eu estou aqui para ajudar você, com sete dicas que aprendi na marra, a enfrentar as inevitáveis bicudas que receberá nas nádegas, mas que doerão no coração.



1. NÃO ECONOMIZE LÁGRIMAS

Não importa se você é lutadora de MMA, pentacampeã da Fórmula Truck ou se aguenta, sorrindo, as terríveis dores geradas pelas sessões de depilação completa, pois na hora em que ele chutar a sua bunda, meu bem, dificilmente escapará da vontade de chorar. Eu sei como é: dói mais do que uma colisão do mindinho contra o pé da cama. Incomoda mais do que pedregulho estacionado no rim. Machuca tanto que não há Gelol, morfina ou derivado do ópio capaz de fazer a dor parar. Por isso, quando sentir aquela vontade incontrolável de se transformar em cachoeira, esqueça a maquiagem recém-feita e a cara de panda que ficará depois de lacrimejar. Chore mesmo! E não se sinta inferior por isso. Mas lembre-se: chore para expulsar a tristeza e para desafogar a alma, mas nunca, em hipótese alguma, por ter dó de você.



2. OLHE PARA O LADO BOM – SIM, ELE EXISTE!

O ser humano, na maioria dos casos, tende a olhar somente para as consequências ruins do fim de uma relação. E isso não acontece apenas após o término de relações que pareciam promissoras e que, de maneira geral, como uma goma de mascar recém-colocada na boca, ainda possuíam sabor. Todos os dias, estranhamente, vejo pessoas que, ao invés de festejar a saída de uma relação destrutiva e sem futuro, optam por sofrer baseadas nas pouquíssimas coisas boas que o antigo laço possuía. A mulher apanhava do marido, nunca teve um orgasmo com ele, recebia olhares feios sempre que trajava um vestido acima do joelho e, mesmo assim, quando o traste finalmente resolveu sumir da vida dela, ficou triste por perder a única coisa boa que ele fazia: cozinhar. Não é possível! Então ela deve arrumar um cozinheiro. Ou perceber o quanto perder, no caso dela, significa ganhar. Acredite: sempre existe um lado bom nas mudanças e é exatamente para ele que você precisa aprender a olhar.


3. NÃO TENHA MEDO DE SAIR DA ZONA DE CONFORTO


Um relacionamento, naturalmente, promove a imersão de nossos corpos em uma zona de conforto. Vagarosamente, passamos a arriscar menos, a trafegar dentro de limites cada vez mais previsíveis e a transformar, de maneira quase imperceptível, nossos atos em partes de uma rotina segura. E, quando o fim do namoro chega, tendemos a não querer sair daquela zona preguiçosa. E, quanto mais tempo passamos dentro de uma rotina hermética e imutável, mais sentimos medo do desconhecido. Percebo que muitas pessoas, ao invés de sofrer pelo amor perdido – como dizem por aí –, sofrem por terem sido forçosamente e abruptamente retiradas de uma rotina “ilusoriamente” cômoda. Mas não precisa ser assim! O novo e, muitas vezes, fantástico, só pode ser encontrado fora de nossa zona de comodismo. Por isso, não tenha medo seguir por um caminho que nunca percorreu. Viver é recomeçar, sem medo, tudo novo de novo. Quantas vezes forem necessárias.


4. APROVEITE PARA SE AMAR

Em um relacionamento, principalmente naqueles de exagerada devoção ao parceiro, comumente, abrimos mão de nós e de uma coisa extremamente importante: amor-próprio. Não se culpe por isso. Eu já fiz. Meu pai já fez. O Mick Jagger também já fez. De tanto regarmos o outro, sem querer, esquecemos de nos adubar. Mas sempre há tempo para se amar mais. E, os momentos de solteirice, nos quais ele não estará ao seu lado para elogiar você e para lhe dar amor, serão perfeitos para começar uma paixão embriagante pela pessoa mais importante da sua vida: você! É uma ótima hora para se olhar no espelho e perceber que você mesma pode se elogiar e dizer: “Nossa, como estou gostosa hoje!”. A solidão forçada se tornará o momento ideal para descobrir a autossuficiência e para perceber que, antes de qualquer carinho externo, precisa aprender a se acariciar. E isso, em um futuro relacionamento, evitará momentos de demasiada dependência e, consequentemente, trará a leveza necessária para compreender que o outro é soma e nunca essência.



5. PARE DE ENDEUSÁ-LO

“Droga, nunca mais encontrarei alguém tão bom quanto ele!”, “Perdi o melhor homem do universo”, “E agora, amiga, o que farei? Só existe lixo por aí!”, é o que eu ouço pelos bares da cidade. Escuto, semanalmente, lamentos de pessoas que agem como se estivessem em uma ilha deserta e como se o único homem que havia por lá tivesse acabado de ser comido por um tubarão ou atingido por um coco cadente. Assim, pensando de maneira tão pessimista e pouco matemática, é claro que parecerá o fim do mundo e de todas as bolachas do pacote. Mas pense bem na parte quantitativa da história: existem mais de sete bilhões de habitantes no planeta. Fez as contas? Pensou nas possibilidades? “Mas ele fazia o melhor macarrão do mundo”, você me dirá e eu, sem medo, afirmarei que isso é uma percepção sua e que, dificilmente, em um universo de pessoas tão grande, ele seja recordista em alguma coisa. “Mas ele era insuperável na cama!”. Será? Quantos você já provou para saber? Em um mundo como o nosso, composto por pessoas tão incríveis, eu não duvido nada da existência de homens com pênis que vibram e que, como mísseis teleguiados, tenham o poder de encontrar seu ponto G com a mesma facilidade que um cão farejador encontraria maconha na mala de um jamaicano.



6. CERQUE-SE DE AMIGOS

Se me perguntassem se prefiro perder a calça em plena Avenida Paulista ou se prefiro perder os amigos, não teria a menor dúvida: ficaria sem a calça. Afinal, para quem iria relatar a minha vergonha se não tivesse amigos? Perder os cabelos ou os amigos? Os cabelos, claro! Um careca com amigos pode ser feliz, já um cabeludo sem amigos, com certeza, morrerá de tristeza. Sabendo disso e da possibilidade de seu último relacionamento a ter afastado dos seus tão preciosos amigos, não espere nem mais um dia para reencontrar, definitivamente, seu espaço na vida deles. Os verdadeiros, apesar da distância que tomou deles, vão lhe receber de braços abertos e você, por favor, nunca mais os deixe em segundo plano! Nem quando encontrar um novo amor.


7. AO MENOS POR UM DIA, LIBERTE O CHARLIE SHEEN QUE EXISTE DENTRO DE VOCÊ!


“Como assim, Ricardo?”, você, fazendo-se de desentendida, perguntará. Você sabe muito bem do que eu estou falando! Aproveite que não possui mais vínculos monogâmicos e realize, enquanto ainda está só, seus desejos mais impublicáveis. Não se faça de desentendida! Eu sei que tem fantasias malucas e que está louca para realiza-las à la rock star. Não tem? Sabia! Então aproveite o momento oportuno para participar de uma bela suruba, para tomar um porre como aqueles que tomava quando ainda era adolescente, para provocar o vizinho que sempre comeu você com os olhos , ou melhor, para tentar fazer tudo isso de uma só vez. Que tal? Como, depois de bêbada, convencerá seu vizinho gostoso a ir para uma suruba com você? Aí é problema seu. Mas se dê o direito, ao menos por uma noite, de extrapolar todos os limites e de acordar, entre garrafas e corpos nus, sem precisar se preocupar com a desculpa que dará ao seu marido ou ao porteiro.

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Por: Ricardo Coiro – Via: Superela


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