Comportamento

7 erros na criação dos filhos que impedem seu sucesso:



1. Não permitir que os filhos assumam riscos.

É fato: vivemos num mundo cheio de perigos. O lema “a segurança antes de tudo“ reforça nosso medo de perder nossos filhos, e por isso os cercamos de cuidados em muitos aspectos. Psicólogos europeus descobriram que, se as crianças não brincam na rua, se nunca caírem e ralarem o joelho, é provável que na vida adulta sofram de fobias.


As crianças precisam cair muitas vezes para entender que isso é normal. Os adolescentes precisam ter conflitos com seus colegas e viver o primeiro amor para alcançar estabilidade emocional, sem a qual é impossível manter relações pessoais de qualidade e de longa duração na vida adulta.

Eliminar o risco na vida da criança pode dar origem à arrogância, insolência e baixa autoestima na vida adulta.


2. Oferecer ajuda cedo demais.


A geração de jovens de hoje não desenvolveu algumas habilidades que eram inerentes aos jovens de 30 anos atrás. Quando oferecemos ajuda aos nossos filhos cedo demais e os rodeamos de ”cuidado“ em excesso, eliminamos a possibilidade de que encontrem sozinhos uma saída para situações difíceis.

Cedo ou tarde as crianças se acostumam com alguém sempre as salvando. E assim, podem pensar: “Se faço alguma coisa errada ou não atinjo minha meta, os adultos resolverão e não haverá consequências”. Isso, ainda que no mundo real dos adultos as coisas aconteçam de uma forma completamente diferente.

Se isso acontece, seus filhos podem não estar preparados para a vida adulta.



3. Ficar entusiasmado cedo demais.

O movimento para a melhora na autoestima começou na geração dos chamados Baby-Boomers, aqueles nascidos entre 1946 e 1964 e que, nos anos 80, já estavam na escola. A regra de ”Cada criança recebe o seu troféu“ faz com que a criança se sinta especial, mas as pesquisas de psicólogos modernos mostram que esse método de estímulo trouxe consequências não previstas.


Após algum tempo a criança percebe que as únicas pessoas que pensam que ela é incrível são a mãe e o pai, mas não os outros, e começa a duvidar da objetividade dos pais. Claro que a criança gosta de receber elogios, mas entende que, no final das contas, eles não têm relação com a realidade.

Com o tempo, uma criança assim aprende a dar um jeitinho, exagerar e mentir para evitar alguma verdade incômoda. Por isso não estará preparada para enfrentar as dificuldades na vida de maneira adequada.


4. Permitir que a sensação de culpa substitua o bom comportamento.


Seu filho não precisa te amar o tempo todo. Durante a vida ele terá de superar muitas dificuldades, e ser mimado pode ser um problema; por isso, não é nenhum problema dizer ”não” ou “agora não” para que ele aprenda a lutar pelo que quer e pelo que precisa. Nas famílias com muitos filhos, com muita frequência os pais pensam que não é justo premiar apenas um filho, mas é impossível premiar todos. Além disso, ao fazê-lo perdemos a oportunidade de mostrar que as recompensas são fruto de esforço e boas atitudes.

Pense duas vezes antes de premiar as crianças com presentes e passeios. Se a relação com seus filhos se baseia apenas em estímulos materiais, eles não vão sentir nenhuma motivação interna ou amor incondicional.


5. Não contar aos filhos os erros do nosso passado.


Chegará o dia em que um adolescente normal vai querer “abrir suas asas“: cometer seus próprios erros, e o adulto deve permitir que ele o faça. Isso não significa deixar de orientar os filhos em situações e coisas que eles não conheçam. Conte aos seus filhos os erros que você cometeu quando tinha a idade deles, mas procure evitar os exageros relacionados a temas como tabaco, álcool e drogas. Mesmo que pareça mentira, isso faz com que a mensagem seja mais contundente que um sermão qualquer.

Os filhos devem estar preparados para enfrentar situações desagradáveis e serem responsáveis pelos seus atos.

Conte o que sentia quando você passou por situações parecidas, como você reagiu e o que aprendeu com isso.



6. Confundir inteligência com maturidade.

Com muita frequência a inteligência é usada como medida de maturidade em uma criança. Como resultado, os pais supõem que seus filhos estão preparados para o mundo real. Na realidade, a coisa não é bem assim. Jogadores de futebol e jovens estrelas de Hollywood, por exemplo, possuem um grande talento, mas, ainda assim, às vezes são o centro de escândalos. Não pense que seu filho tem talento para tudo.

Não existe a ”idade mágica da maturidade” ou um manual sobre quando é um bom momento para dar à criança liberdade para isso ou aquilo.

Mas há uma boa regra: observe outras crianças da mesma idade. Se você perceber que eles são mais autônomos, significa que talvez você esteja dificultando o desenvolvimento da independência do seu filho.



7. Não aplicar o que se prega.

Como pai ou mãe você deve levar um estilo de vida modelo: uma vida como a que você quer para seus filhos. Neste momento, você é o líder da família, um exemplo a seguir. Por isso, deve respeitar as normas de convivência e de comportamento. Tome cuidado com seus atos, inclusive os bem pequenos, porque os seus filhos estão te observando.

Se você não age de acordo com as normas, os seus filhos vão saber que não existe nenhum problema se eles fizerem o mesmo. Mostre aos seus filhos o que significa ser íntegro e faça com que eles entendam o que significa ajudar o próximo; ajude você mesmo o próximo. Deixe os lugares melhores do que estavam antes, seus filhos farão o mesmo; cumprimente ao chegar e se despeça ao sair e seus filhos vão te imitar.

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