A arte de ser sogra

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Por que as relações entre sogras, genros e noras passam por tantas dificuldades?



Em princípio, sogra é o grau de parentesco da genitora de cada um dos membros do casal, mas, em ligeira pesquisa nas imagens do Google, percebemos o quanto a nossa cultura estigmatiza a figura das sogras por meio de jargões pejorativos, o que, em respeito a todas (até porque também sou sogra), deixo aqui de mencionar.

Por que será que isso acontece? Por que as relações entre sogras, genros e noras passam por tantas dificuldades? Vamos ver!

Em primeiro lugar porque, quando duas pessoas se casam, trazem em suas memórias existenciais modelos de pai e mãe que serão internalizados como referenciais de vida. A esposa tende a reproduzir, conscientemente, os aspectos positivos da personalidade de sua mãe, embora também vá apresentar, inconscientemente, os padrões maternos negativos, o mesmo acontecendo com o marido, cuja expectativa em relação à esposa será fundamentada nas experiências geradas na relação com sua mãe.


Caso algum dos cônjuges tenha vivenciado relacionamentos negativos com madrasta, esses aspectos também interferirão no relacionamento conjugal.

Do ponto de vista da sogra, assumir esse novo papel, acrescido ainda pelas novas funções de avó (biológica ou adotiva), exige um profundo autoconhecimento e elaboração de sua trajetória de vida. O primeiro movimento é no sentido de ceder sua vez nas comemorações de aniversário, em relação ao primeiro pedaço de bolo, do filho ou filha aniversariante. Amiga sogra, lembre-se de que é necessário ceder a vez para a nora ou genro, que têm direito a essa prioridade. A vez não é mais sua, você também fez isto com os seus genitores.

A outra questão está relacionada ao amor desapegado, em relação aos novos membros da família. Se o seu filho ou filha escolhe alguém, aprenda a amar essa pessoa como sua filha ou filho. Isso contribuirá para a felicidade deles. Mas, se em algum momento do tempo, ocorrer uma separação conjugal, ajude-os a serem amigos, principalmente se tiverem filhos, porque filho não é troféu. Depois, você precisará exercitar seu desapego e abrir novo espaço em seu coração para acolher uma nova pessoa, sem criar expectativas, pois abemos o quanto as sogras sofrem com a separação dos filhos ou filhas.

A mesma coisa em relação aos hábitos do novo casal, tais como biorritmo, logística de tarefas, frequência de visitas, desentendimentos conjugais, educação dos netos…

A lista pode ser longa! Aproveite e faça uma reflexão sobre todos esses aspectos. Lembre-se de que cada geração tem seu modo de vida. Respeite-os! Coloque-se na posição de consultora e opine apenas quando for solicitada. A vida é deles! Procure ser equânime e trate seu genro e sua nora com o mesmo carinho dispensado aos seus filhos. Abra espaço no seu coração e adote-os, identifique afinidades e reconheça suas qualidades naturais, contribuindo para a união familiar.


Aproveite também para olhar para as vantagens de sua nova posição: você poderá curtir seus netos, sem a obrigação de educá-los ou sustentá-los. Brinque com eles e reavive a sua criança interior. Lembre-se também de que você já cumpriu suas tarefas e se aposentou como mãe. Aproveite o tempo livre de obrigações para curtir o relacionamento a dois, se estiver casada. Caso contrário, tenha amigas, saia com elas, cante num coral, curta seus passeios e viagens, estude algo, navegue na web, dedique-se a um trabalho voluntário, ajude o próximo e fortaleça a sua fé. Abençoe a si mesma e à sua família, agradecendo pelos novos membros incluídos; eles não estão aí por acaso.

Aprenda as lições da vida e seja uma boa sogra. A felicidade irá bater à sua porta! Acredite!

 

Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: 123RF Imagens.

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* Matéria atualizada em 02/01/2020 às 6:47






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