10min. de leitura

A cura pela natureza: aprenda a usar o poder das plantas medicinais a seu favor

Desde o início da história da humanidade, o homem usa das plantas em seu dia a dia, seja na alimentação ou no tratamento de condições de saúde.


A cura pela natureza é um hábito passado de geração a geração e existem pessoas que inclusive preferem tratar qualquer condição com plantas do que com remédios industriais.

No entanto, para que façamos com que o poder das plantas medicinais trabalhe a nosso favor, precisamos compreender exatamente como cada uma funciona e em que momentos podemos utilizá-las.

Abaixo explicamos melhor como funcionam seis das plantas medicinais mais comuns utilizadas pelos brasileiros, de acordo com o livro “Guia de plantas medicinais de A a Z: 76 espécies aprovadas pela ciência”. Confira e entenda como aproveitar o poder dessas plantas da melhor maneira possível.


Conheça as mais populares e suas propriedades:

1. Babosa

Nome científico: Aloe vera.
Nome popular: babosa.

A queridinha dos brasileiros, babosa, também conhecida como Aloe vera é utilizada em diversas ocasiões, desde a cicatrização de ferimentos até xampus e cremes. A planta possui os princípios ativos aloeferon e antraquinona. O aloeferon age na multiplicação celular e acelera a cicatrização, enquanto a antraquinona é um poderoso antisséptico, além de também ser útil na cicatrização.


Fins medicinais: além dos usos citados acima, a babosa também é utilizada para combater piolhos e lêndeas. Alguns testes atestam seu uso no tratamento de inflamações e queimaduras.

Como usar: esfregue folhas de babosa cozidas no couro cabeludo e deixe agir por 15 minutos, depois enxágue. Ou corte as folhas pela base e deixe o sumo escorrer, depois, passe-o nos cabelos ou nos ferimentos. O sumo pode ser guardado por até dois dias, na geladeira, então, deixe para extraí-lo quando realmente for precisar.

A babosa nunca deve ser ingerida, porque possui componentes que podem causar irritação no estômago e intestino, provocando cólicas, hemorragias e nefrites. Acredita-se que também seja tóxica para o fígado.


2. Camomila

Nome científico: Matricaria chamomilla.
Nomes populares: camomila-vulgar, camomila-comum.

A camomila é uma companheira fiel de muitos brasileiros, principalmente para uso em chá, diminuir dores das cólicas e como anti-inflamatória. Isso é possível porque a planta possui um óleo essencial com propriedades anti-inflamatórias, o camazuleno. Também é muito utilizada na composição de sabonetes, xampus e colônias, porque suas flores contêm substâncias emolientes que ajudam a manter a pele hidratada.

Fins medicinais: a camomila é frequentemente utilizada com tônico digestivo, além de facilitar a eliminação de gases e estimular o apetite. Também é ótima para conter dores musculares, na coluna e ciáticas. A infusão concentrada da planta pode ser usada em bochechos para combater inflamação das gengivas.

Como usar: para aliviar irritações na pele, deve-se usar 6 colheres de sopa de flores frescas de camomila para preparar infusão com 1 litro de água. O líquido deve ser aplicado em compressas sobre a área afetada.

Algumas pessoas podem ter alergia a camomila; seu uso excessivo causa mal-estar. Recomenda-se que grávidas evitem a planta, bem como aqueles que fazem uso de remédios anticoagulantes.


3. Carqueja

Nome científico: Baccharis genistelloides.
Nomes populares: carqueja-amargosa, amargosa, vassoura, bacanta, carque.

Acredita-se que essa planta tenha chegado ao Brasil por meio dos africanos. A carqueja é uma planta perfeita para quando comemos demais e sentimo-nos estufados, porque aumenta a produção de bile. Seus componentes amargos também ajudam no trabalho do fígado e na digestão, além do efeito diurético.

Fins medicinais: a carqueja reduz as taxas de açúcar no sangue, além de propriedades anti-inflamatórias e contra úlceras, o que ajuda no tratamento contra artrites.

Como usar: prepare um chá com 1 colher de sopa da erva para cada xícara de água e tome até 3 vezes ao dia, isso ajudará na digestão.

Apesar de a toxicidade renal ou hepática não ser apontada por estudos, há risco de queda na pressão arterial. Dessa maneira, é importante evitá-la por quem tem problemas de pressão baixa ou toma remédios contra a hipertensão. Também não é indicada para aqueles que sofre com diarreia crônica. Recomenda-se que grávidas evitem o consumo de carqueja, principalmente no primeiro trimestre.


4. Cravo-da-índia

Nome científico: Syzygium aromaticum.
Nomes populares: rosa-da-índia, craveiro-da-índia, cravoária.

Descoberto pelos chineses, o cravo-da-índia é utilizado há milhares de anos. Além do uso medicinal e nos condimentos, a planta também estava presente na composição de perfumes e incensos. O óleo de cravo é utilizado na odontologia, como analgésico e antisséptico, e pode parar a inflamação nas mucosas e combater inchaços.

Fins medicinais: acredita-se que haja forte ação anticoagulante, pois inibe a agregação das plaquetas.

Como usar: para prevenir gengivites, faça um antisséptico bucal: despeje 1 xícara de chá de água fervente sobre 1 colher de sopa de cravos e deixe amornar por 10 minutos, coe e faça bochechos enquanto ainda estiver morno, de duas a quatro vezes ao dia.

As grávidas não podem exagerar no seu consumo, que deve ser limitado a porções comuns de alimentação, porque o excesso de ingestão pode levar a contrações no útero. O óleo da planta nunca deve ser ingerido, já que pode causar irritação na pele.


5. Erva-doce

Nome científico: Pimpinella anisum.
Nomes populares: anis, semente-de-anis, cominho-doce.

Também muito antiga, a erva-doce é encontrada em alimentos, licores, balas, sabonetes e cremes. No entanto, seu uso vai muito além, pois pode também ser um ótimo remédio contra gases e evita contrações dolorosas do estômago e intestino. Seus óleos essenciais agem na musculatura abdominal.

Fins medicinais: a erva-doce tem ação contra cólicas infantis, gastrite nervosa, enxaquecas (especialmente as provocadas por problemas digestivos). Também é boa aliada para manter o hálito agradável.

Como usar: para aliviar enjoos, coloque 3 colheres de sopa da semente em 1 garrafa de vinho branco, deixe descansar por dez dias e coe. Tome um cálice antes das principais refeições.

Em altas dosagens, o óleo essencial de erva-doce pode provocar efeitos tóxicos, portanto, use-o de maneira moderada. Não deve ser utilizado por gestantes.


6. Guaraná

Nome científico: Paulinia cupana.
Nomes populares: uaraná, cupana, naranazeiro, guaranaúva.

Muito utilizado pelos índios brasileiros, o guaraná foi ganhando espaço nas casas de todo o país. A planta é um poderoso tônico, que age no combate ao estresse e faz muito bem para o organismo. É rico em cafeína e teobromina, substâncias estimulantes que atuam no sistema nervoso central. As sementes de guaraná controlam a oleosidade da pele e neutralizam a ação nociva dos radicais livres.

Fins medicinais: o guaraná diminui a intensidade das perturbações gastrintestinais e cólicas, serve como analgésico e combate a perda de memória.

Como usar: para trazer mais energia e disposição ao seu organismo, coloque 1 colher de chá de pó de guaraná em 1 copo de água filtrada e acrescente 1 colher de sopa de mel. Misture bem e tome em jejum, pela manhã. O guaraná deve ser evitado por crianças, portadores de distúrbios cardíacos e psíquicos, como síndrome do pânico ou hiperatividade. Não deve ser consumido junto com outras bebidas com cafeína.

Essas são as principais informações sobre seis grandes plantas medicinais. Elas mostram como é possível alcançar a cura por meio da natureza e inspiram-nos a levar uma vida mais saudável.

Agora que você já entende melhor suas propriedades e uso adequado, será mais fácil desfrutar do poder das plantas com mais eficiência.

 

Texto escrito com exclusividade para o site O Segredo. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos. Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: Natallia Khlapushyna/123RF Imagens





Deixe seu comentário

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.