A diferença entre “ser forte” e “ter a força”

Semana passada em uma conversa fui salva pelo He-Man, lembra dele?

Embora fosse um herói de quadrinhos, eu o conheci somente depois do lançamento do desenho animado na década de 80 e confesso que parava o que quer que estivesse fazendo para assisti-lo. He-Man personificava o alter-ego do príncipe Adam de Eternia.



Adam era um adolescente normal, de compleição física um pouco musculosa, que andava pelo reino de Eternia, sempre acompanhado de seu gato Pacato, um felino medroso embora de bom tamanho. Por questões que não cabem aqui neste artigo, o príncipe Adam recebera poderes da feiticeira Teela-Na, para proteger o reino das vilanias do Esqueleto, a personificação do Mal.

Nos momentos de lutar contra o mal, ele – Adam – erguia sua espada aos céus e proclamava: “Pelos poderes de Grayskull” e se transformava em He-Man, um herói musculoso e destemido, que para completar o ciclo ainda proclamava o “Eu tenho a força”, quando então se sentia pronto para combater o mal, acompanhado do Gato Guerreiro, nova personalidade do gato Pacato, ao ser tocado pela espada mágica de He-Man.

Fecho a explicação e volto ao primeiro parágrafo onde fui salva pelo He-Man.

Conversávamos sobre os obstáculos que buscamos superar na vida e o quão fortes precisamos ser para não esmorecermos, quando questionei: mas ser forte é o mesmo que ter força?


A partir deste ponto passei a divagar. Expus que entendo que ser forte é lidar com a situação momentânea com destemor. É ter o corpo preparado para receber os golpes certeiros que a vida dá e a mente alerta para perceber de onde os mesmos vêm. E sim, podemos ser fortes em determinados momentos e em outros de uma fraqueza monumental. Contudo, o mais importante para mim é ter “a força”. Nesse sentido A Força pode ser comparada à fé, esperança.

E eu me lembrei do He-Man.

Ter força ou A Força é confiar que algo maior o protege e lhe dá energia suficiente para combater todo o Mal.

Seja ele em todas as suas formas – obstáculos externos, ações, palavras, energias negativas, pessoas e suas vilanias.


Ter A Força é acreditar em um poder maior, que nos é repassado por uma ‘feiticeira’, por um amuleto, pela religião, pelo coração. Não se explica, embora sintamos a sua presença e proteção.

Ser forte não é necessariamente ter músculos. Conheço homens musculosos que têm medo de barata, e sei de mulheres minúsculas que moveram montanhas de entulhos para salvar um filho e que, quando indagadas, não sabem explicar de onde veio esta força.

Entendo que todos nós podemos ser fortes, física, mental e espiritualmente. Porém, mais do que ser forte, é fundamental nos conhecermos para saber onde encontrar A Força, ainda que não haja um Pacato ao lado para se transformar no Gato Guerreiro.

Gritar “Eu tenho a Força!” é poderoso. A energia emanada desta confiança envolve e dá a certeza de que não lutamos sozinhos.

Somos nós e este poder interno, qualquer que seja o nome que, você leitor, entenda justo para reconhecê-lo.

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