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A difícil arte de desamar

O amor aparece na nossa vida de repente, num instante, num relance, num olhar… muitas vezes, basta um sorriso, um toque e pronto, é pura magia.  E a partir daí, ele cresce, aprende a voar, atinge as nuvens, o céu, esbarra nos anjos, busca o infinito. Rápido como um cometa.



Até o momento, que você percebe, que essa viagem é de um passageiro só, que você comprou duas passagens, mas uma delas deu “no show”.

E não é culpa de ninguém, na realidade.  Apaixonar-se não é exatamente uma escolha, apenas acontece e não há garantia de que esse sentimento será correspondido ou que não será tóxico, vampiresco, cruel.

E agora, o que fazer?  Que efeito esse amor terá em nós?  Certamente irá nos ferir, incomodar, machucar, teimando em ficar. Vai se fazer lembrar a todo o instante, dia após dia, a cada pôr de sol, a cada estrela que brilha, a cada amanhecer, a cada música…


Temos, então, que acabar com isso, destruir esse sentimento, de uma vez por todas, mata-lo!  Mas como? Como calar esse rebelde e voluntarioso coração?  Quando é que a dor passa?

Inútil esperar do tempo qualquer ajuda pois este, tantas vezes aliado, se torna, neste caso, ardiloso inimigo, passando, de pura maldade, de forma insuportavelmente lenta.

Vamos, então, apenas a título de reflexão, fazer aqui, um quadro comparativo.


Em quanto tempo se constrói uma casa?  No mínimo alguns meses.  E para botar essa mesma casa abaixo?  Digamos que algumas horas, um dia, dois, no máximo.

É isso mesmo, tudo pode ser destruído em questão de segundos. Não importa o que seja, a destruição é imparcial, não tem preconceitos nem faz discriminações. Para ela tudo tem o mesmo valor, seja um pano de chão ou um quadro de Renoir, um prédio em ruínas ou as Pirâmides do Egito, um folheto de propaganda eleitoral ou o original de uma partitura de Mozart. Não há diferença.

Uma árvore centenária, um ser humano… puff!  A destruição sabe ser bem rápida quando quer.

Então, se destruir é tão simples, porque “desamar” é tão complicado?  Por que demora tanto? Não deveria ser da mesma forma, simples e rápido? Porque neste caso, as coisas caminham na contramão da vida?

A triste verdade, é que não foi, até hoje, inventada arma, veneno ou bomba atômica capaz de destruir um amor não correspondido, um amor ruim.

Façamos, então, aqui, agora, um apelo conclamando a todos: cientistas, médicos, antropólogos, operários, estudantes, donas-de-casa, por favor, parem tudo! É urgente! Procuremos já por tal exterminador, ele há de existir. Busquemo-lo em todos os oceanos, em todas as florestas, no deserto, na neve, nos recônditos do Universo.

E, se por ventura, alguém conseguir achar, por favor não esqueça…

VENHA CORRENDO ME AVISAR!

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Texto escrito com exclusividade para o site O Segredo. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.




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