A dinâmica do amor-próprio

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O amor-próprio nasce depois de uma longa exaustão, de entender meio por osmose que ninguém nunca vai preencher suas expectativas.

Pois é! Ela vem assim… depois de milhares de tropeços, de revelações íntimas e reconhecimento de que nenhum inconsciente é confiável, nem mesmo o seu próprio, mas ali nessa relação interior com o seu sagrado coração, você sabe que caminha com segurança, mesmo sendo um ser tão oscilante em sentimentos e desejos.



O amor-próprio nasce depois de uma longa exaustão, de entender meio por osmose que ninguém nunca vai preencher suas expectativas. De se olhar no espelho e em algum dia mágico você perceber o adulto ali, e não mais as memórias da criança que vive buscando pelo colo do pai e da mãe. Você caminha com suas próprias pernas, faz a vida acontecer, com a valentia de acordar todos os dias e dar mais um passo a favor da vida.

Você percebe que não vai ter alguém 100% consigo em cada momento, e que suas escolhas são somente suas, ninguém as faria melhor do que você mesmo(a).

Quando você reconhece que venceu desafios imensos, superou perdas duras, conquistou vitórias, aceitou derrotas e viveu mesmo depois de achar que não conseguiria. Relacionamentos não aconteceram, amores platônicos vieram e foram e você está aí, ainda com o coração florescido para um novo amor.

Quando você percebe que existe uma força surreal dentro de você, que a sua presença como formiguinha foi tecendo ajuda e fez a diferença para muitas pessoas, às vezes sem mesmo ter conhecimento. Quando passou mal sozinha no quarto e respirando na devoção que foi se fortalecendo na entrega e na confiança que tudo encontra um bom lugar, o propósito de cada momento difícil vai se tornando uma das peças de seu quebra-cabeça evolutivo.


Você enfim, entende, com o mais profundo sentimento de verdade de seu interior, que você é uma pessoa sensacional, a melhor pessoa no mundo para se relacionar, e se apaixona pela primeira vez de forma inteira, porque ali contigo e seu sagrado coração está a segurança da reciprocidade, a saúde de dar um passo na direção de um despertar, uma iluminação, um dos vários samadhis que passamos pela vida.

Não há emprego que dure, não há amizade que perdure da mesma forma, não há casamentos que o levem firmes pelo caminho e pelas oscilações diárias, tudo é frágil e cada ser é um universo único que se esbarra conosco, cria uma fricção e uma mudança alquímica.

Por que o encontro é a própria alquimia. Algo sempre se revela, move e acontece nos encontros que tivermos durante a jornada da alma, mas nada é tão fantasticamente completo quando você compreende em definitivo que nenhuma relação é tão gratificante como aquela que você tem consigo mesmo.


O equilíbrio renasce de uma forma diferente, não que ocorra frieza, mas ocorre, sim… a firmeza de fazer o que ninguém faria por você… amar-se incondicionalmente, sem expectativas, apenas no vazio de estar na sua própria presença, redescobrindo como uma eterna criança os vários caminhos interiores que navegam em seu mar existencial.

Nesse processo, você não dá mais nenhuma permissão para alguém adentrar seu campo e pisar de pés sujos.

Você aprende que a troca com reciprocidade faz parte do aprendizado dos relacionamentos, você merece e tem todo o direito de também receber. Para de aceitar migalhas e aprende a se deliciar com a prosperidade e abundância.

Como é bom me apaixonar por mim mesma! Enfim aquela vontade louca de me acariciar e me encher de presentes.

Que possamos todos nos apaixonar acima de tudo pelos seres humanos que somos. Tudo depois disso… fica transbordante.

E você chega numa conclusão bem simples… que as quatros leis ensinadas na Índia ganham novamente a confirmação de sua verdade:

1) A pessoa que vem é a pessoa certa”.
2) Aconteceu a única coisa que poderia ter acontecido”.
3) Toda vez que você iniciar é o momento certo”.
4) Quando algo termina, ele termina”.

Gratidão, Aho, Namastê!


Direitos autorais da imagem de capa: wall.alphacoders / 944276

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* Matéria atualizada em 14/11/2018 às 6:36






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