A dor é a melhor professora da vida!

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Quando nos deparamos com a dor da perda, da separação ou do fim de algo, somos obrigados a nos reinventar, a buscar novas alternativas de vida e de até sobrevivência.

Estive pensando nos acontecimentos e experiências passados da minha vida, nas histórias cotidianas que já ouvi e nos atendimentos que já efetuei, e hoje concluo que a morte é algo que nos ¨empodera¨ magnificamente.



Como? Explico: quando perdemos um ente querido, quando finalizamos um ciclo profissional ou amoroso, nós nos damos conta que o fim de algo nos traz uma oportunidade incrível de conhecimento, avaliação e de recomeço.

Sabe aquela frase “a dor é melhor professora da vida”, pois ela é verdadeira demais! Quando nos deparamos com a dor da perda, da separação ou do fim de algo, somos obrigados e nos reinventar, a buscar novas alternativas de vida e de até sobrevivência.

Estudos já comprovaram que muitos pacientes ao se darem conta de que a morte está a chegar ou que estão no fim da vida, arrependem-se de não terem amado mais, de não terem passado mais tempo com a família, das viagens que não fizeram, dos beijos que não deram e de coisas que, com certeza, o dinheiro não pode comprar. Tudo isso se chama VIDA!


Passamos a vida inteira muito mais preocupados em ¨ter¨ do que ¨ser¨, em suprir necessidades econômicas e os vazios na nossa existência se tornam abismos e buracos enormes dentro de nós, e vivemos uma vida tão no automático, que não nos damos conta do quanto o tempo passa.

E quando nos deparamos com a morte de alguém, a ¨ficha cái¨ do quanto insignificantes somos diante de tudo.

Ao ser demitido de um trabalho, muitos se sentem injustiçados e viram vítimas da sociedade e da economia do país.  Somente aquele que se autoavalia tem discernimento para concluir que não foi bom o bastante, que não deu o melhor de si ou que agora tem a chance de seguir um novo sonho ou projeto, de fazer realmente aquilo que gosta e também de estudar e aprimorar-se para reiniciar uma nova etapa, mais bem preparado e até feliz.

E quando uma relação amorosa se finda, seja ela de que tipo for, ficam sentimentos, raiva, tristeza, decepção, impotência e frustração.  E quando se acalma o coração vem a sensação da falta, mas a chance única de analisar se realmente era amor, ego ou acomodação ou concluir que tudo dá certo por um determinado tempo e se acabou. Aceitar o fim de forma amorosa é o melhor caminho para ambos.


Enfim, esses exemplos da vida de todos nós, são as chances de nos amarmos mais, de ver que, às vezes, perdemos tanto tempo dando significados maiores a coisas que, na verdade, são tão pequenas.

Aproveite a oportunidade de um término para recomeçar mais forte, de outra forma, com mais discernimento, buscando novas alternativas e se tornando mais ¨empoderado¨ nas atitudes que até hoje não teve.

Até no tarô, a carta da morte significa ¨fim de algo¨ e não morte física. E se há algo que você precisa matar dentro de si, então é chegada a hora do encerramento e abertura a novas possibilidades. Pois a vida continua sempre.


Direitos autorais da imagem de capa: wall.alphacoders / 75722

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* Matéria atualizada em 12/08/2018 às 7:49






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