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A dor é sempre confortável quando passa da hora de ir embora

A dor é sempre confortável quando passa da hora de ir embora, pois nos exime de ter que tomar decisões que irão nos guiar para um caminho melhor.

A dor se torna algo confortável, pois dentro dela não precisamos nos posicionar como adultos inteligentes emocionalmente, pois assim, podemos usar toda esta energia de poder para criar comodismo em uma perigosa zona de conforto, relegando a algum outro tempo no futuro assumir o posicionamento de nos resgatar e ser quem realmente somos.


E pode ter certeza, nós sabemos quem somos, ou então não afundaríamos na tristeza de não estar sendo quem grita nossa consciência que abandonamos dentro de nós.

Usamos de tudo para não nos distrair de sermos tristes. Se temos uma paisagem bela, olhamos para ela com falsa gratidão, pois por dentro estamos melancólicos e com a mente de que isto acabará.

Se temos um relacionamento bonito, seja ele qual for, com quem for, ainda assim nossa mente olha para os aspectos sombrios desta relação, que fortificam nossas angústias e questionamentos egoicos.


Se recebemos uma oportunidade, fazemos questão de nos agarrar no que nela há de assustador para nossa mente, evitando assim uma transição suave e divertida.

Tudo com o intuito inconsciente de manter os laços com a tristeza, a angústia disfarçada de “um dia vai melhorar”…

Se temos algo, fazemos questão de focar no que nos falta ou naquilo que não estamos dispostos a pagar o preço exigido para ter. Passamos a vida inteira amarrados a situações imaginárias futurísticas que alimentam nosso vício em ansiedade, terror de dar errado e haver dor.

Temos uma mente condicionada a viver no terror e na tristeza mascarada de todas as pseudo qualidades mentirosas que inventamos para acreditarmos que estamos realmente nos sentindo de bom.


Saiba de uma vez por todas que, quem realmente está bem tem a vida que sonha.

Se andamos dentro de nós mesmos, fazemos questão de ver nossas sombras e não o sol da nossa alma, andamos cabisbaixos ou eufóricos descompensados demais para não assumir nossa responsabilidade de focar somente na nossa luz interior e sermos felizes como somos, sem depender de alguém ou algo que nossa mente “quer e quer” que aconteça lá fora, no mundo real das ilusões. Não percebemos que o mundo real, está dentro de nós e na forma como nós nos tratamos, exigimos e nos sentimos.

Se temos um espaço aberto para criar, fluir, ser livres de todo metodismo, medo, controle, fazemos questão de criar uma choupana mental feia, rústica e desconfortável para nos enfiar dentro e limitar nossa visão, nossa criatividade espontânea.

Pois na nossa mente tagarela e vitimista, medrosa não é seguro viver a céu aberto, não é real e frutífero seguir olhando estrelas e tendo criações mentais prósperas, saudáveis, lindas, felizes, com desfechos incríveis.

Vai que o céu desaba?! Melhor não ter um céu, mas um teto tosco mental cheio de imagens feias e catastróficas daquilo que tememos que nos machuque.

Para o ego que mente ser corajoso, mas que morre de medo, é melhor ver algumas estrelas por entre as tábuas feias de uma choupana rala e fustigada e a velha e segura tristeza da zona mental de conforto do que se permitir soltar tudo e só ser o que se quer ser, ir para onde se quer ir, acatar as decisões que a alma há tempos avisa que deseja.

O Universo jamais desamparou aqueles que tiveram coragem de destruir as barreiras da casa mental de tábuas puídas e sem cor e que criavam em suas mentes a visão dos vários caminhos incríveis que poderiam dar certo e lhes alegrar.

Olhe ao seu redor, que choupana você criou e agora vive dentro para se proteger de algo que sua mente criou e que não é real? Vai continuar edificando-a ou vai colocá-la abaixo e ter um céu aberto de infinitas possibilidades?

Não adianta querer um céu aberto de possibilidades se você vibra tristeza, medo, receio, vitimização de que vai dar errado, de que pode feri-lo e você ser abandonado pelo mundo. Se você decidir ir, antes limpe esta tristeza disfarçada de um futuro que nunca chega, por mais que você mereça.

O que você tanto deseja, este céu incrível de amor, felicidade, prosperidade, não vibra na tristeza, no medo, na ansiedade. Ele vibra na felicidade interna, no perdão, na harmonia interior. O que você deseja, vibra acima de emoções baixas e você só terá força de trazer isto para perto quando você abandonar estas emoções que o sufocam de tempos em tempos.

Não é lá fora que está o problema, é dentro do teor emocional que você vibra. Troque tudo que o prende ao chão e o balão começará a subir com uma força impressionante, rumo ao céu desejado.

Quem você precisa perdoar? Ou o quê?

Como você pode se transportar da tristeza para um estado de espírito alegre verdadeiramente, que não precisa de motivos lá fora, mas somente dentro de você?

Como você pode serenar?

Quando você começa a SER, você começa a atrair o que vibra igual a você, você começa a TER!

Não adianta mudar de roupa, cabelo ou endereço, se por dentro você é sempre o mesmo…


Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: 123rf / lightfieldstudios





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