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A frustração é um mal necessário, uma lição de vida, um estímulo à criação de força interior

A frustração é uma lição de vida. Aprendendo a suportar a frustração, desenvolvemos a capacidade de nos adequar às circunstâncias da vida, nem sempre favoráveis à nossa vontade.


Em pleno século 21, deparamo-nos com jovens extremamente inteligentes, autônomos e independentes, mas completamente despreparados emocionalmente. Eles são capazes de deixar a família para morar em outro país, desenrolam situações diversas e adversas, mas ao término de um namoro, entram em colapso. Alguns, esteticamente muito bonitos e, surpreendentemente, inseguros e com baixa autoestima. Em tenra idade, sentem medo de ficar sozinhos!

Embora seus relacionamentos sejam superficiais e transitórios, experimentam emoções fulminantes, com muita troca de energia íntima, antes que a relação esteja minimamente madura para vivências tão profundas. Consequentemente, por inexperiência, suas atitudes são incoerentes e invasivas, com muita cobrança, posse e controle do outro. Tal comportamento provoca o rápido desgaste, levando ao desinteresse de uma das partes, que rompe o relacionamento.

Quando isso acontece, desencadeia-se na outra pessoa, ansiedade, e uma bruta sensação de “falta de sentido da vida”.

Esse sentimento é mais comum em jovens que foram preservados de contrariedades, que não ouviram de seus pais ou responsáveis, os “nãos” que a vida cedo ou tarde lhes apresentaria em benefício de sua própria evolução como ser. Poupados de pequenas frustrações, experiências que os tornariam mais fortes e resilientes, não aprenderam a lidar com as perdas.


A frustração é um mal necessário, uma lição de vida que nos estimula à criação de força interior. Aprendendo a suportar a frustração, desenvolvemos a capacidade de nos adequar às circunstâncias da vida, nem sempre favoráveis à nossa vontade. Também, aprendemos a esperar, e esse tempo de espera nos conduz ao amadurecimento e à sabedoria.

A frustração nos torna pessoas mais generosas e amáveis com o próximo, ensinando-nos a ser solidários, pois quando vivenciamos a dor, passamos a ter compaixão pelo sofrimento do outro.

Amar a si mesmo, sozinho, é narcisismo, egocentrismo. Então, é necessário que o meu amor saia de mim, passe pelo outro e volte para mim, enriquecido. Mas nunca o meu amor fica na mão do outro. Jamais alguém pode me trair, me abandonar ou rejeitar. Somente eu mesmo posso me trair, me abandonar ou me rejeitar. Quanto mais eu estiver cheio de amor por mim, mais eu posso amar o outro e fazer esse amor retornar para mim. É aí que eu me encontro e me realizo. Infelizmente, o alcance desse entendimento custa algumas desilusões – e frustrações.

A maturidade – que independe de idade – nos ensina que é preciso amar a si mesmo para amar o outro. E nos faz descobrir, também, que amor-próprio é poder e magnetismo. Quer ser irresistível? Ame-se.  



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