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A gente só entende quando vive, experimenta. É preciso ter feito o bolo para falar da receita

Nem sempre compreendemos o que está no íntimo da outra alma, mas temos nossa opinião formada, ou desinformada que nem sempre ajuda.


Vivemos dias em que todo mundo parece saber de tudo um pouco. Tem opinião formada sobre os mais variados assuntos e tem como debater qualquer coisa porque se ouviu falar, leu, assistiu a um vídeo ou a uma palestra.

Somos especialistas em dar palpite sobre coisas que nunca vivemos. Não temos muita noção do que o outro está realmente vivendo, mas estamos lá, dando conselhos do tipo “se eu fosse você”.

Não entendemos tanta alegria, tanta decepção, tanto medo, tanta dúvida quando parte de outra pessoa. Nem sempre compreendemos o que está no íntimo da outra alma, mas temos nossa opinião formada, ou desinformada, que nem sempre ajuda.


Os humanos de hoje em dia possuem muita teoria sobre tantas coisas, frases feitas, citam exemplos que encontraram em algumas páginas de um e-book. Tem gente gabaritada para falar de muita coisa, sem nem ter vivido situações que a vida apresenta por aí.

A experiência do outro é única, e nós só podemos falar sobre algo se vivemos aquilo.

E para cada um, este algo tem uma intensidade diferente. Sentir é um verbo que cada um conjuga de forma peculiar. Uns mais, outros menos. Nunca será exatamente igual.

Há quem consiga sentir-se pleno com pequenos gestos, com atitudes simples, com uma surpresa inesperada. Outros levam tudo de forma muito normal ou, então, nada comove, nada preenche e surpreende. Viver realmente é uma experiência de ânimos, altos e baixos, de reflexões, contradições, do tudo ou nada.


É a experiência do que a vida nos apresenta tanto de bom quanto de desafiador que nos permite trocar informação, falar do que sentimos, colocarmo-nos no lugar do outro e poder ajudar sem cobrança e palpites de como o outro deve agir.

É preciso ter feito o bolo para falar da receita, ter perdido algo para entender da falta, ter passado por relacionamentos diversos para falar de amores e paixões, receber “não” ou passar por perdas para explicar como começar de novo.

É preciso entrega para falar de fé. É importante ler, estudar, entender, fazer e aprimorar para ensinar.

É preciso conexão e sabedoria para entender que, por mais parecidos que sejamos, nossa vida é um constante contato com a diferença.

 

Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: 123RF Imagens.





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