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A IMPORTÂNCIA DE APRENDER A ESTAR ACOMPANHADO DE SI…

Quem você pensa que é quando não está acompanhado? Você se conhece?  Acha que é quem gostaria de ser? Se não, por quê não o é?


Este texto aborda a questão fundamental que é o autoconhecimento direcionado a autorrealização pessoal.

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Sabemos que o ser humano vive melhor em sociedade e sabemos também que ele briga melhor em sociedade.


Assim como Tom Hanks precisa criar um amigo chamado Wilson, a bola de voley no filme Náufrago para fugir da solidão, vemos conflitos entre seres humanos em todos os lugares. Empresas, escolas, em casa, todos os lugares.

Estamos inseridos em um modelo de ambiente que nos faz estar o tempo todo acompanhados. Existem pessoas que nem mesmo conseguem suportar o silêncio de uma casa vazia e ligam a TV ou colocam uma música bem alta.

Estar em silêncio é ouvir o que nossa consciência nos diz. Fugir de nós mesmos é fugir de uma amizade, um laço com quem somos de verdade. Sempre que estamos em grupo, absorvemos um pouco das manias, estilos e pensamentos dos outros. Estamos nos adaptando a uma sociedade, o que é absolutamente natural de nossa espécie e algo que fazemos muito bem. Mas existem coisas que são nossas, somente nossas e isso ninguém vai mudar.


O fato de alguns de nós gritarmos quando ficamos nervosos, ou pensarmos demais sobre determinadas coisas e de menos sobre outras, nossos interesses particulares mais por uns assuntos que por outros, determinadas músicas que gostamos de ouvir mais do que outras… gostar de se vestir com um pijama largo e velho ou de andar descalço… essas coisas são nossas e quando ninguém vê, lá estamos com a velha blusa manchada e rasgada em casa.

Dar espaço para que este Eu se manifeste é fundamental para manter um equilíbrio mental quando estivermos em sociedade. Às vezes estamos tão rodeados de pessoas que esquecemos quem somos. Às vezes estamos tão envolvidos em relacionamentos que esquecemos quais são nossos gostos particulares, o que gostamos de fazer e desaprendemos a viver sozinhos.

É aí que eu quero chegar. Viver bem sozinho, quando necessário.

Viver um amor de verdade, estar do lado desta pessoa o tempo todo, que sonho.

Acontece que isso nos causa um vício tão pesado como um vício em drogas, que nos causa um desconforto tão grande que muitas vezes enlouquecemos mesmo quando nos vemos sozinhos. Esta dependência pelo outro se torna uma doença, digamos assim, para lhes chamar a atenção, quando não nos conhecemos mais e não sabemos mais ser amigos de nós mesmos. Esquecemos de nos amar para buscar no outro aquilo que nos falta.

Já dizia Freud que podemos amar aquilo que gostaríamos de ser.  Eu vos digo que este tipo de amor logo se transforma em inveja ou em obsessão. Neste caso, tendemos a querer prender todas as lindas e perfeitas qualidades do outro dentro de uma caixinha que somente nós tenhamos acesso. Quanto egoísmo e quanta falta de estratégia para consigo mesmo, neste caso.

Certa vez li que, ao invés de sentirmos inveja, o essencial é que pensemos que, se o outro foi capaz de ter aquilo que admiramos, devemos nos inspirar porque isto seria apenas um sinal de que é possível ter aquilo que admiramos, afinal, se o outro conseguiu, porque nós não? Sendo assim, adaptando para o que eu estava dizendo anteriormente, para quê amar o outro por ser quem gostaríamos de ser? Basta sermos.

Estamos em constante mudança e acredite: a cada dia que acordamos, algo está diferente ainda que não percebamos, portanto, foco e força e rumo a ser a mulher da sua vida, ou o homem de sua vida.

Mesmo que as mudanças não venham de um dia para o outro, pode ter certeza de que elas virão e você alcançará sua liberdade e independência dos apegos que antes lhe faziam mal. Buscar estar bem consigo mesmo, buscar sua essência, seus gostos, suas diversões, seus prazeres, sua INDIVIDUALIDADE.

Se construir para depois aceitar que outros entrem em sua vida e, desta forma, saber desde sempre que tu és o início e fim de si mesmo e ninguém completa isso tão bem quanto você. Você não precisa de nada nem de ninguém além de si mesmo para se sentir completo porque a resposta da tua vida e dos teus problemas está dentro de sua mente e coração.

Acredite, não há nada externo que possa te desestabilizar.

A realização dos teus sonhos depende somente da forma como lidas com as dificuldades e então, a resposta para teu sucesso está dentro de si mesmo e não, fora de você. Sucesso aqui, deixo claro que não é o material. É o sucesso interior. O sucesso de você se amar, ser quem sempre quis. O sucesso material é consequência disto tudo e, quando estiver mesmo de bem consigo mesmo, notará que pouco importam as coisas materiais. A fé em si mesmo é adquirida com amor a quem tu és na tua essência.

Fiquem com Deus e com seus Deuses interiores.

Sucesso a todos neste ano que se inicia.

Hare Krishna.

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Comentários da autora Dominique  em off: Escrevi este texto para a página de vocês e no final me veio à mente citar Hare Krishna. Tem um mantra que gosto de ouvir que, quando ouço, eu me reconstruo. Não sigo Hare Krishna, mas ouvia este mantra nas aulas de Yoga.

 O significado é autorrealização. Nada mais coerente com o que eu escrevi no texto. 
Veja: “Hare Krishna” também virou sinônimo de quem pratica auto-realização entoando esse mantra.
“Hare é uma invocação ao aspecto feminino de Deus (Deus Mãe). Krishna é um nome de Deus que significa “o todo atraente”. E Rama é um outro nome de Deus que significa “a fonte do prazer”. Esse mantra, então, é um chamado a Deus em Seu aspecto masculino e feminino, todo-atraente, a fonte de todo prazer – ou seja, Deus reconhecido como tudo de bom, tudo que possa ser desejado, a pessoa mais amorosa e amável.”
Achei muita coincidência e achei bem legal.
Dominique Marques





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