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A importância em demonstrar sentimentos…

Quando era mais jovem sempre tive uma enorme dificuldade em expor o que eu sentia em relação ao outro. Em contrapartida, era conhecida por sempre solicitar abraços, principalmente em casa, com a família. Talvez seja por isso que o carinho e a atenção permeiem as minhas atitudes até hoje.



E, embora eu gostasse de oferecer e buscar o afeto, não conseguia dizer o que sentia ou insistir nas pessoas, quando elas se faziam distantes.

Hoje, percebo que, embora as inovações tecnológicas da atualidade tenham se articulado para aproximar as pessoas, cada vez mais, elas nos afastam desse convívio, fazendo ter apenas aquele conhecimento virtual e superficial, do próximo, ou seja, nos tornando meros admiradores da imagem passada através da tela.

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Alguns afirmam que dizer ou demonstrar ao outro, que você se importa com ele, ou que aprecia a sua companhia, são atitudes de pessoas inseguras, que não possuem orgulho ou o famoso “amor próprio”, enfim que representa algum tipo de fragilidade, melhor dizendo nos termos atuais, um ser humano que abre o seu coração ao outro teve uma atitude de “gente trouxa”.

Por outro lado, manifestar seus sentimentos, em um mundo tão desconfiado e sem esperanças, é um ato de coragem, que exige ser forte o suficiente para não se importar com a opinião dos outros. Transpor os obstáculos do medo e da timidez, impulsionam a realização de atitudes de carinho lindas.

Não estou dizendo que se abrir o torna imune à dor. Talvez o outro ria de você. Sim! Essa é uma possibilidade. Ou então não te corresponda da forma que esperava. Existem esses riscos que inevitavelmente irão produzir sofrimentos em sua alma, mas essas são respostas que você não teria, caso não houvesse exposto o que sentia.

Mas também é possível que ele jamais tenha sentido um amor assim, e que esteja necessitado dessa manifestação de afeto. E isso provoca uma gratidão eterna. Gera amizades e amores reais, que se sustentam por toda uma vida.


A nossa jornada é baseada nisso, correto? Num acúmulo de coisas boas, não tão boas, por vezes inesperadas, que margeiam o nosso caminho. E ele se torna infinitamente mais sofrível quando nos isolamos, por receio de nos magoar, guardando sentimentos no peito, que podem aprisionar o nosso espírito, por anos.

Portanto, diga mesmo o que sente. Se o outro o ignorar, siga a vida. Se ele rir de você, sorria também, e sinta-se orgulhoso por ser uma pessoa diferente dele, por ser uma pessoa de caráter e corajosa.

Seja qual for a situação, a escolha de suas ações, e as respostas que virão junto dela, siga sendo autêntico. Seja intenso (brega até, se for preciso). Ofereça o amor, sem reservas. Compreenda e respeite o outro. Assim, todos poderão viver as relações de maneira plena, sem arrependimentos, e felizes.


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