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A intimidade é sagrada, não é espaço para estupidez

Eu percebo, e já senti na pele, que nem todas as pessoas interpretam, corretamente, o significado da palavra intimidade. Para muitos, intimidade significa uma autorização para ser rude, grosseiro e deselegante com aqueles com quem convivem ou possuem um vínculo afetivo.



Lamentavelmente, para muitas pessoas, ser íntimo é sentir-se à vontade para ofender, é sentir-se autorizado a despejar aquilo que possui de mais abominável sobre quem deveria tratar com todo o zelo e cuidado do mundo.

A intimidade é linda, é uma conquista muito desejada, especialmente, para os casais, contudo, para muitos, ela é uma frustração.

Quando uma pessoa inicia um relacionamento, ela busca as melhores palavras para falar com o(a) parceiro(a), até mesmo para discordar, ela é polida. Mas, conforme a convivência vai se intensificando, esse cuidado vai sendo negligenciado e, aquele modo tão encantador de se comunicar desaparece, dando lugar a uma comunicação  grosseira, chula, desrespeitosa e agressiva.

Há casos em que o parceiro fica desnorteado, comparando  aquela pessoa tão gentil do início da relação àquela que está ali diante dela, totalmente estúpida.



Por que será que continuar a ser gentil é tão difícil para muitos? Muitas pessoas parecem representar uma personagem quando querem conquistar alguém, mas, com o tempo, por não conseguirem mais usar aquela máscara, trazem à tona a sua real personalidade.

Acontece que o(a) parceiro(a) se encantou pela personagem, foi aquela encenação que  enfeitiçou o coração e despertou um sentimento tão bonito. O(a) ator(atriz) se mostrando como ele(a) é causa desapontamento e frustração à(ao) amado(a).



Nesses casos, quando a máscara cai, o encanto tende a ir embora. Porque não faz sentido continuar encantado por quem lhe trata de qualquer jeito, por quem não escolhe mais as palavras para usar com você, mesmo quando os nervos estão à flor da pele.

Só permanecem presas a uma relação assim aquelas pessoas que perderam a noção do próprio valor. Eu não as julgo, pois são pessoas que estão emocionalmente doentes e precisam de ajuda.

Todos precisamos entender que nem todos estão dispostos a servir de depósito dos nossos lixos emocionais, paranoias e inseguranças. Lógico que todos nós possuímos, em maior ou menor grau, esses entulhos, contudo, quem tem sabedoria, faz de tudo para evitar que eles causem repulsa ao parceiro e estraguem a relação.

Diante de tudo isso, é aconselhável uma autoanálise antes de se posicionar como vítima de uma desilusão amorosa. Antes de qualquer coisa, a pessoa deve se perguntar: como eu conquistei essa pessoa?  Como me comportei depois que me senti íntima dela? Eu tentei modificá-la em prol da minha insegurança? Enfim, há uma lista de perguntas a se fazer em meio a essa dor da separação.

É importante aprender com os erros para não reproduzi-los lá na frente, na próxima relação. Do contrário, viverá andando em círculos.


Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: 123RF / macniak

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