A mente não pode ser um depósito de compras emocionais



Nossa mente absorve o que não precisa e assim se torna um depósito de compras, sem controle, de eventos e acontecimentos dos outros.

O consumo acelerado dos itens é cada vez maior. A troca de produtos nas prateleiras é cada vez maior. Nas roupas trocamos de coleções por estações, assim como qualquer tendência na moda, em sapatos, acessórios e produtos de beleza.

Na tecnologia, a cada semestre é lançado um aparelho smartphone novo, com novidades eletrônicas, televisores com novas funções, aparelhos cada vez mais inteligentes como relógios, como óculos e até casas inteligentes. E o ser humano, o que é? Consumista, uns mais outros menos, sim, mas todos são.

Até as pessoas que se consideram as mais desapegadas de bens materiais consomem produtos de diversas maneiras. A indústria apresenta, e a sociedade impõe, o quanto é legal ter determinada coisa.

Você já pensou na mente como um depósito? Um exemplo, o lugar em casa que você coloca tudo quando chega.

Para quem vive com a ansiedade a mente se torna um depósito de nossas compras mentais. Como assim? Comprar o que não lhe pertence, não de forma física, mas emocional.

Uma grande lição apresentada hoje é que nossa mente absorve o que não precisa e assim se torna um depósito de compras, sem controle, de eventos e acontecimentos dos outros.

Quando alguém lhe conta que está em uma situação difícil, você absorve de que maneira essa informação? Transforma isso em apenas mais uma conversa que aconteceu, ou armazena em sua memória o problema alheio?

Sempre é possível ajudar o próximo, e não comprar seu problema não significa ignorá-lo. Mas a grande questão é como você lida com essas informações.

Deixar a mente ser um depósito de compras, é você permitir viver as guerras alheias, os confrontos com monstros que não existem para você.

Nessa grande loja de departamento, que é a sociedade tecnológica hoje, que compra todas informações virtuais passadas pelas redes, você já se sentiu sofrer ou se preocupar por algum problema de uma pessoa que talvez você nem conheça totalmente?

Comprar o que não deve, adquirir mentalmente é um hábito vilão para quem convive com a ansiedade. É possível criar na memória um trauma não pelo que você passou, mas pelo que seu próximo passou?



Não deposite em sua mente, as compras compulsivas emocionais do dia a dia. Trabalhe sua autocrítica para saber diferenciar o que lhe pertence ou não. Reconheça a compulsão da mente em ser ansiosa e questione-se sobre o armazenamento de mercadorias emocionais, avalie-se e coloque limites neste cartão de crédito.

Grande parte dos ataques de ódio que vemos hoje, principalmente nas redes sociais, são pessoas que compram tudo, cada mínima informação que aparece na rede de qualquer acontecimento no mundo.

Torna-se um sofrimento vivenciar, de maneira apenas emocional, os problemas do mundo todo. Cada ataque terrorista, cada escândalo político, cada caso de violência, que se passou em outro canto do país. Os seres humanos estão compulsivos em comprar o que não é necessário, deixando cada vez mais de lado a saúde emocional.

Quando alguém fala “já tenho problemas demais” ou “não dou conta nem dos meus problemas”, você reconhece esse sinal, de forma que essa pessoa não compra os problemas que não lhe pertencem.

Ajudar o próximo é vital, a sociedade precisa disso, um amor pela humanidade, para evoluir.

Mas para se conhecer melhor, pense nisso: você ajuda seu próximo, ou compra o problema dele e deposita em sua mente?


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