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A palavra é um bumerangue. É sabedoria não falar se as palavras não forem um espelho da sua alma

Abracadabra. Conhecemos esta expressão dos filmes, proferida por poderosos magos e bruxas. A sua origem é hebraica e significa “eu crio o que digo“.

Estranho, não é? Pensarmos em nós como os magos da nossa própria vida! Este post tratará do poder da palavra.


A palavra proferida é o resultado de um processo invisível. Dominá-la e a este processo é a chave para nos tornarmos bons comunicadores.

Aquilo que dizemos é o resultado do que somos e pensamos. Podemos tentar encobrir a verdade com palavras que não condizem com a essência, e a isto podemos denominar de discurso vazio.

Elaborados vocabulários e uma postura dominante convencem qualquer mente-esponja.


É por isto que devemos ser conscientes não apenas do que dizemos, mas também do que ouvimos.

Mudar o nosso mundo, o nosso microcosmo, a nossa experiência individual – causa impressões que ressoam por todo o nosso ambiente. E aquilo que fazemos no nosso íntimo, na nossa mente, causa mudanças no tecido do Universo.

Melhorarmo-nos é imprescindível, porque a transformação é da natureza humana. A inércia nos sufoca.

E é por isso que muitos caem na ilusão de que silêncio é inércia. Não é.


Silêncio é reconstrução. É a prudência e sabedoria de não falar se as palavras não forem um espelho da nossa alma.

O que mais importa não é a palavra proferida, mas a energia, a intenção por detrás dela.

Há alturas em que parece que as palavras jorram da nossa boca, como algo que estava preso. Aquilo que sai será determinado pelo que andavas a praticar dentro de ti – sejam opiniões, dúvidas ou ânsias.

Mas, sem dúvida, o tipo de discurso mais poderoso é aquele que é movido pela paixão.

O amor, seja ele onde for dirigido, produz sempre discursos transformadores. Mesmo não sendo um discurso propriamente dito, basta uma palavra de amizade, carinho, encorajamento para curar seja o que for e para guiar aqueles que precisam de luz.

Talvez, para muitos reverterem a sua perspectiva de que o ódio, a mesquinhez e a revolta produzem os discursos mais revolucionários – precisem melhorar a maneira como falam consigo mesmos, em vez de pedir que os outros preencham o vazio inexistente que foi criado por eles próprios. O amor é a força magnética que junta e une. E não há nada mais revolucionário que isso.

A palavra proferida tem a influência que lhe damos. Aprenda a silenciar quando pensar em usar palavras para mascarar o que sente. A palavra é um bumerangue.

Seja consciente do que diz, mas mais importante que isso, de como se sente ao dizê-lo. A partir daí, pode começar a fazer a correlação entre as suas palavras, a sua vida de como os padrões que cria e repete voltam para você de todas as formas possíveis. O que mais importa não é a palavra proferida, mas a energia, a intenção por detrás dela.


Direitos autorais da sua imagem de capa licenciada para o site O Segredo: deklofenak





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