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A perda de um pai é irreparável, só nos resta a saudade!

Nenhuma perda é fácil de superar, mas a morte de um pai escancara nos filhos a complexidade do luto e a tristeza de não ter mais uma referência.



A morte é uma entidade que assombra todos os que estão vivos. Com ela, sentimos que a vida é extremamente frágil e efêmera, faz com que nos apeguemos às memórias e aos sonhos não vividos.

Nunca é fácil lidar com o luto, e cada pessoa possui um tempo diferente para assimilar uma perda, mas a ausência de um pai é uma das coisas que causam uma das feridas mais profundas e difíceis de curar.

Quando um pai parte, não importa a idade dos filhos, deixa para sempre uma lacuna no coração de quem fica. Tentamos guardar as lembranças dos melhores momentos, repassamos inúmeras vezes aquelas cenas preferidas, as brincadeiras, os conselhos e as preocupações típicas de um pai.

Se o relacionamento com o pai era distante, ficam as questões mal resolvidas e tudo que poderiam ter vivido, se fossem próximos. A morte, nesse caso, coloca um ponto-final em uma história que nunca teve um começo.

Ou até teve, mas não se desenrolou. A dor é grande por saber que as barreiras nunca cederam, pois, mesmo vivos, nunca existiu afinidade.


Se o relacionamento era próximo, nós nos culpamos por não termos feito mais, por não termos nos doado mais, ouvido mais suas dicas e indagações. Trocaríamos tudo por um último dia com aquele que tanto nos protegeu e que, junto com nossa mãe, trabalhou duro para moldar nosso caráter. Sentimos que não fomos dignos de seu amor e devíamos ter-lhe oferecido mais amor.

Não existe ensinamento prático para lidar com a morte paterna, o sentimento de confusão nos arrebata, deixando-nos perdidos durante um tempo. É difícil voltar à superfície e recobrar a consciência depois que alguém tão importante parte. Quem vai nos lançar aquele olhar de cuidado? A ausência de um pai é irreparável.


A partir do luto, vem a tomada de consciência: sem o pai presente, somos nós quem tomamos a dianteira das futuras gerações. A figura do patriarca e da matriarca abre espaço, mesmo que de forma triste, para um recomeço que nós teremos de escrever, sozinhos, sem direcionamento.

Nunca será fácil perder alguém, e menos ainda perder um pai. A dor é dilacerante por um tempo, mas não se cobre tanto. Busque refletir, quando for possível, sobre as coisas que aquela figura lhe proporcionou ao longo da vida, as coisas que aprendeu, os momentos em que pôde desfrutar dela e agradeça-lhe tudo isso.

Caso seu relacionamento não tenha sido o que sempre desejou, seja pela ausência ou pelo distanciamento, saiba que nem tudo é culpa sua no mundo.

Não carregue um peso que pode ser compartilhado com seus familiares e amigos e, novamente, não se cobre tanto. A perda, por si só, já é algo difícil demais de lidar, e alimentar sentimentos ruins não ajuda em nada nesse processo de cura.

Permita-se sentir a dor, tente enxergar tudo em que o luto toca, cada sentimento. Abrace esse momento e, depois, tente deixar ir. Liberte-se de tudo que já não faz mais sentido guardar, e lembre-se: esse é um momento de lançar luz em tudo o que ficou soterrado, mas também é hora de tentar curar todas as feridas. Leve o tempo que precisar, mas se permita ser e sentir.

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Texto escrito com exclusividade para o site O Segredo. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.




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