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A presença constante da sua ausência absurda…

Já são 7:15 da noite e passei o dia me policiando para não pensar em você, como sempre faço.



Mas a noite vem chegando e é inevitável.

Eu como alguma coisa, tento gostar do sabor, mas o único gosto que ainda prevalece em minha boca é o do teu beijo…aí eu me rendo e me entrego por completo pra você.

Pra essa doce lembrança que o meu cérebro cultivou, para esse doce veneno que foi o teu amor…e como tal veneno ainda percorre voraz minha corrente sanguínea, eu o suo, exalo, tento eliminar, preciso por pra fora mas não tem jeito…quando percebo já estou com esse aperto no peito e você ainda está em mim. Por dentro, não dentro, como eu gostaria que fosse.


Porque eu já não alimento mais esperanças de que possamos ficar juntos um dia mas que eu queria te ter em mim só mais uma noite, eu bem que queria.
Já não tenho mais medo de confessar que mesmo depois de tudo eu ainda sou capaz de pensar em você.

Me pergunto o tempo todo aonde está meu amor próprio, me bato sempre que penso em te ver, me convenço de que o mundo é um lugar muito mais bacana sem você, cheio de gente legal e que em breve, muito breve, eu já terei esquecido e estarei com um outro alguém, mas quem, na real pode afirmar, que eu deixarei algum dia de te amar?
Eu sei que a vida segue e nossos destinos seguiram opostos mas nada disso me impede de querer que fosse com você.

Eu não pretendo fazer nada com a saudade que sinto. Não vou lutar por nada, não vou atrás de nada. Eu consigo conviver bem com a presença constante da ausência absurda que você me faz, eu já não conseguia mais era conviver com as tuas ideias erradas, tua falta de ideais. Com as suas mentiras ridículas e suas verdades deturpadas, com a sua recusa em ouvir e não querer enxergar mais nada…com o teu bom humor esporádico e mau humores tão banais.


Você jogou fora todo o amor que eu te dei, e não me sobrou nada de bom aqui dentro…hoje, é apenas um deserto devastado pelo vento.
Um vento devasta um deserto, se é tudo composto de areia? Eu achava que não até a areia ser a minha dor e o teu desprezo, o vento – que quanto mais forte, mais espalha o sofrimento.

Eu achei que era possível viver enquanto eu via todos os meus sonhos morrendo.

Eu achei que morreria ao te ver partindo.

Eu achei que me alegria ao ver que meu coração continuava batendo. O que eu não sabia, era que sem você seriam meros batimentos.

Mas que a alegria havia me deixado naquele momento…e que dali pra frente eu seria só mais um ser humano como tantos outros, tentando esconder meu lamento.

Eu sou um zumbi, um corpo vagando por aí… sem alma, sem cor, sem um único sentimento, porque a alma, essa, meu querido, foi atrás de você faz tempo…

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Texto escrito com exclusividade para o site O Segredo. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.




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