A previsão e o futuro que atraímos…

O futuro nada mais é do que um reflexo do que vivemos no presente. Dentro de infinitas possibilidades, nossas escolhas criam campos de probabilidades. E é no cenário das probabilidades que se dão as previsões.

Você já se perguntou por que estudamos história na escola? Quando eu era criança, não entendia o motivo e ninguém me explicava. Eu sempre me perguntava o que o passado tinha a ver com minha vida.

O nosso sistema de ensino exige que os professores planejem suas aulas, façam previsões para elas. Entretanto, é comum ouvi-los reclamando desse trabalho, assim como muitos deles, preocupados demais com a quantidade de conteúdos, deixam a qualidade para segundo plano. Ou seja, quanto mais se preocupam com seus cronogramas, menos tempo têm para cumpri-los.

Diante do exemplo acima, podemos compreender melhor que o papel de uma previsão é simplesmente olhar adiante. Não são necessárias ansiedades ou preocupações. E um bom planejamento serve para que, a partir de uma meta pré-vista, possamos criar melhores condições para a realização das ações no momento presente, sem desesperos, com maior tranquilidade.

É muito frequente as pessoas buscarem a previsão para os acontecimentos de sua vida através do tarô. Ele é um oráculo que, através da representação simbólica de suas cartas, capta do subconsciente nossas energias em potencial, ou seja, possíveis caminhos para nossa vida. Inverta as sílabas de ta-ro e obterá a palavra ro-ta.

Tudo é energia! E é importante observarmos as rotas que nossos pensamentos e sentimentos estão trilhando, pois é através delas que nossa realidade se manifesta. Vale dizer que os pensamentos afetam tanto nossos sentimentos como os sentimentos afetam nossos pensamentos. Trata-se de uma via de mão-dupla.

Imagine uma avenida com tráfego intenso de carros em dois diferentes sentidos, com apenas uma faixa em cada lado e sem um canteiro central. Digamos que haja um acidente que bloqueie uma das faixas, fazendo com que os carros precisem desviar pela outra. Nesse caso, um dos sentidos representa os pensamentos e o outro, sentimentos. Não importa em qual das duas faixas haja o acidente, ambas serão prejudicadas.

A vida nos apresenta desafios, mas no exemplo acima, o problema não está no acidente, está na forma como reagimos a ele: certamente o acidente vai tornar o trânsito mais lento, mas se deixarmos a curiosidade falar mais alto e pararmos para ver os feridos, o trânsito que era ruim, ficará pior.

Lembra que tudo é energia? Ficando impressionado com o acidente, é com mais negatividade que estará alimentando seu campo de energia. Esse é o ponto: quanto mais nos concentramos em nossos problemas, mais eles ganham força e nos distanciamos das soluções.

E o que isso tem a ver com previsão? Podemos dizer que quando nos concentramos desesperadamente no futuro, agimos como o motorista que para para ver os feridos. É muito provável que esse motorista nem se dê conta de que sua reação ao acidente está causando a piora do trânsito.

Em termos de energia, não há distinção entre passado, presente e futuro: tudo é um único fluxo, por isso muito se fala na importância de viver o momento presente. Uma dor vivida no passado não pode ser mudada, mas a reação a ela sim.

Toda ação gera reação. E como lidar com ações dolorosas? Com aceitação! Se nada acontece por acaso, podemos aceitar que todas as nossas experiências de vida têm algum propósito maior de evolução. Mesmo que leve algum tempo, sempre podemos mudar nossas reações, ou seja, o passado só se torna um fardo enquanto não aceitamos que o que aconteceu precisava ter acontecido.

Sob a mesma perspectiva, podemos falar do futuro. O futuro nada mais é do que um reflexo do que vivemos no presente. Dentro de infinitas possibilidades, nossas escolhas criam campos de probabilidades. E é no cenário das probabilidades que se dão as previsões.

Por isso, do mesmo jeito que podemos aprender com as experiências do passado, a previsão  é uma espécie de viagem ao futuro (pré-visão) para que possamos enxergar as realidades em potencial que nossas escolhas no momento presente acarretam.

Assim fica mais claro para entendermos porque tarô significa rota: ele é como uma espécie de GPS da alma, que nos aponta caminhos. No entanto, é preciso trilhá-los. E somos nós os responsáveis por escolher nossas próprias estradas.

Quando o ego não se encontra integrado à alma, fixa-se na ideia de que o caminho mais curto é o melhor. Daí surgem frustrações e negações que acarretam no sentimento de vítima.

Como dito, a chave para a mudança é a aceitação, portanto, a previsão, enquanto visão prévia que é, dá-se em um nível abstrato dos potenciais ainda não concretizados. Observando desse modo, ela se mostra como uma ferramenta que serve para abrir nosso campo de percepção para novas formas de reagir aos acontecimentos no momento presente (mesmo que estes se refiram ao passado), sem vitimizações, trazendo mais empoderamento para assumirmos a responsabilidade sobre nossos caminhos de vida.


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