Relacionamentos

“A riqueza de um casamento romântico”, – Flávio Gikovate

capa site A riqueza de um casamento romantico
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Muitos de nós estão em busca de um amor duradouro, capaz de nos tirar o ar ao mesmo tempo que nos devolve a calma e nos ajuda a evoluir.

Muito idealizado em inúmeras gerações, o amor romântico acompanha o funcionamento e a estrutura de cada sociedade, enaltecendo valores referentes à formação da família e à fidelidade. Sabemos que, atualmente, o número de divórcios sobe mais que o de casamentos, e as pessoas já não toleram mais certos comportamentos, principalmente quando o assunto é amor.

Muitos se sentem também incomodados com o marasmo dos longos relacionamentos e, ao mesmo tempo que desejam um amor para a vida inteira, não sentem vergonha em afirmar que se interessam com frequência por pessoas de fora do relacionamento. Se assumiu um casamento aberto, de fato isso não deve ser encarado como problema, caso contrário, talvez seja a hora de investigar o que de fato você quer.

O escritor Flávio Gikovate reflete um pouco acerca do assunto, em um perfil póstumo criado no Facebook, colocando no topo das relações amorosas a cumplicidade, os objetivos em comum e as semelhanças como de suma importância. O casamento romântico pode não ser aquilo o que lhe ensinaram a vida inteira, mas pode ser algo muito maior.

Quando nos deparamos com um namoro ou casamento que duram mais do que a média, devemos atentar no seu funcionamento, na dinâmica que mantém duas pessoas unidas, principalmente se houver respeito e nenhuma dependência, seja ela financeira ou emocional. Muito mais do que uma vida sexual satisfatória, a rotina é muito importante, porque é ela quem dita o tom daquele matrimônio ou união.

Não basta apenas morar junto, é preciso que o casal tenha sentimentos de crescimento também durante a união. É preciso comemorar as conquistas de quem está ao nosso lado e sentir que as nossas também são aplaudidas, mas é necessário, na mesma intensidade, que se criem planos para serem executados em união.

Para o escritor, um relacionamento afetivo ou amoroso só rende frutos se os indivíduos estiverem comprometidos com os mesmos objetivos, ou seja, precisam pensar de maneira semelhante. Assim, de acordo com a reflexão do autor, pessoas com personalidades opostas podem acabar se desgastando ao longo dos anos, fazendo com que o próprio amor seja colocado em xeque. Assim, buscar quem pense de maneira semelhante, ou pelo menos aproximada, pode ser uma melhor forma de construir casamentos duradouros.

A evolução da vida amorosa deve acompanhar a da vida profissional, e vice-versa. Não devemos deixar um lado abandonado e muito menos o outro, sempre buscando equilíbrio e nutrindo os afetos. A evolução deve ser perseguida pelos dois, e essa é uma das melhores maneiras de fugir da rotina: traçando planos e criando objetivos em curto e longo prazos.

É importante, além de tudo que foi mencionado, nutrir responsabilidade emocional tanto por si mesmo quanto por quem está ao seu lado. Não dê tudo de si, caso note que seus sentimentos não são retribuídos, caso a pessoa se coloque em um pedestal e insista em ser sempre a protagonista e queira para si todos os holofotes.

Cansa mendigar atenção, assim como cansa esperar algum tipo de reconhecimento. Em inúmeros momentos, percebemos que nossas conquistas, nossos esforços, tudo o que nos diz respeito, nunca consegue chegar aos pés do que o outro faz, porque ele se coloca como mais importante, e nós acabamos aceitando.

A grande chave capaz de garantir que a porta do casamento romântico se abra se chama comunicação. É impossível desejar algo duradouro se o diálogo não é exercido da maneira correta. E, sim, existe um jeito certo de falar com as pessoas, um jeito menos ofensivo e menos grosseiro, incapaz de ferir seus sentimentos.

Por isso, a pergunta que você deve se fazer talvez não seja: essa pessoa é capaz de me amar a vida inteira? Isso porque ela já tem resposta, se o amor for baseado no respeito, na confiança e na responsabilidade emocional, então certamente ela amará você a vida toda, mas não da maneira como espera.

As pessoas mudam, as configurações de vida mudam, e compreender isso é encarar o amor de forma madura. Não vivemos contos de fadas, precisamos compreender que o respeito é mútuo e nem sempre os indivíduos vão nos amar como esperamos. Caso isso incomode, talvez seja o momento para se perguntar o que você deseja no amor, afinal.

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