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A síndrome do dedo podre:

Dessa vez ia ser diferente. Era apenas mais um encontro com um cara legal. Mas prometi que seria diferente. Nada de cair nas “conversinhas” de sempre. Nada de se iludir. Afinal de contas, ele parecia diferente. Atencioso. Carinhoso. Agora era pra valer.



Mas não foi bem assim. De novo. E tive certeza que o problema estava comigo. Não eram os homens os errados, era eu. A única resposta que cheguei depois de mais uma pequena história de um relacionamento curto e desastroso.

A incrível capacidade de atrair os mesmos caras perfeitamente cafajestes era só minha. Sempre a mesma coisa, a mesma conversa, as mesmas atitudes e o mesmo sofrimento. Atitudes iguais não podem dar resultados diferentes, essa é a verdade.

Esta se identificando amiga? Vem comigo e vamos conversar.


Todas nós queremos encontrar alguém, isso é fato. Mas acredito que o desespero de estar sempre nessa busca acaba causando certa tendência em insistirmos em caras que não chegam a ser um décimo do que realmente sonhamos. E pior que isso, acabamos entrando em dois ciclos viciosos totalmente diferentes causados por uma única pessoa.

O primeiro que consiste em conhecer alguém, ter um encontro, ser tudo maravilhoso e ir pra casa nas nuvens. E o segundo ciclo, aquele que vem com a frustração dos dias seguintes, das desculpas esfarrapas do cara, da revolta que sentimos e do sofrimento de mais uma decepção amorosa (digamos assim). E sabe o sentimento que vem depois? Ficamos com raiva.

Raiva dele, raiva de ter saído com ele, raiva de ter caído na conversinha dele, raiva dele ter sumido, raiva da gente, raiva da vida, raiva dos homens, raiva do amor, ufa! Raiva de tudo e de todos! Mas vou te falar que se raiva resolvesse alguma coisa, todas as minhas crises eufóricas teriam me tirado de muita encrenca já. Mas não é assim.

E talvez você não acredite, mas a culpa disso não é de todos os homens que passaram pela sua e pela minha vida. Por mais triste que seja, aí vai uma verdade que aprendi na dor: a causa de tantos encontros desastrosos e de sempre estarmos nos envolvendo com os mesmos tipos de homens é da nossa carência excessiva e nosso desespero.


Você pode ser a mulher mais linda do mundo, a mais bem resolvida profissionalmente, estar impecável com sua roupa, cabelo e unhas, mas se sua carência for grande demais, ela vai superar tudo isso e dominar você. E, acredite, quando isso acontece parece que nos tornamos um verdadeiro imã para os cafajestes de plantão.

Viramos uma combinação perfeita para o desastre e conseguimos mais uma história para desabafar com as amigas e um nome para riscarmos da nossa listinha de um possível amor.

Por isso, amiga, entenda de uma vez por todas que por mais que você queria muito encontrar alguém, nada vale mais a pena do que você. Antes de ter um relacionamento de verdade, você precisar ser alguém de verdade. Desespero só faz a gente enxergar beleza e perfeição aonde não tem. E com isso, qualquer conversinha no primeiro encontro pode nos fazer suspirar pelos quatro cantos.

Podemos nos iludir profundamente com promessas vazias. E temos a tendência de nos entregar de corpo e alma com qualquer demonstração pequena de carinho. Ficamos ridiculamente encantadas por nada. Colocamos intensidade aonde não tem e damos desculpas a todo o momento para não admitirmos que estamos numa fria, de novo.


Culpar os outros, a vida e o amor, não adianta. É preciso, antes de qualquer coisa, se amar. Saber o que se quer e não aceitar menos que isso. Ter coragem de dizer um belo NÃO para aquele cara que já deu sinais de que não presta. (porque no fundo, sabemos quando o cara não quer nada com a gente). Ter a consciência de que para toda ação existe uma reação sim e que isso se aplica para os homens também.

Ter a maturidade de saber que não existe apenas aquele cara – que te machucou – no mundo, e ele não ter ficado na sua vida pode ter sido um verdadeiro livramento. E, por fim, lembre-se que você sempre atrai o que transmite. A famosa lei da atração. Ou seja, ficar pensando a todo momento que você só atrai os homens mais cafajestes do mundo só vai contribuir para que isso aconteça, sempre. Pensamentos negativos tendem a virar realidades mais negativas ainda. Sendo assim use isso a seu favor. Mentalize coisas positivas a todo momento e esqueça essa ideia fixa de que a síndrome do dedo podre te pertence.

E só então, quando estiver mais segura dos seus sentimentos, mais firme em controlar seu desespero e cheia de positividade sobre a vida e você, vai perceber como os homens (de verdade) vão começar a se interessar pela mulher que é. As coisas tendem a fluir melhor quando aprendemos a relaxar.

E, enquanto isso não acontece, minha amiga, tenha em mente uma única coisa: antes estar só do que mal acompanhada. Quando se tornar sua melhor companhia, alguém sensacional vai querer ficar ao seu lado, não apenas por uma noite e sim uma vida inteira.


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Por: Jessica Olivo – Via: Superela

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