A terapia pet: o amor incondicional aos humanos!

O amor dos pets ajuda a liberar dopamina, que dá sensação de recompensa, e ocitocina, produtor do hormônio liberado quando estamos com quem amamos, e reduz o cortisol alto, assim nos sentimos calmos e benquistos.



O filósofo Arthur Schopenhauer reiterava que “a compaixão pelos animais está intimamente ligada à bondade de caráter, e quem é cruel com os animais não pode ser um bom homem”.

Para esse grande filósofo, tal sentimento é extensível aos seres sencientes, porque os indivíduos de bom coração não ajudam apenas os viventes humanos, mas os animais.

O termo senciência vem do latim “sentire”, que significa sentir. Assim, todos devem respeitar a sensibilidade dos animais, que são detentores de uma vida incorporada à dignidade de sua natureza.

Então, os seres humanos criaram normas para serem bem tratados que, pelo regramento natural, os pets têm o mesmo direito, ou seja, quem abandonar, maltratar e matar animais é um mau-caráter ou criminoso.


Freud, que era leitor de Schopenhauer, dizia que os cães amam seus amigos e mordem seus inimigos, diferentemente das pessoas, que são incapazes de sentir amor puro, posto que misturam ódio e afeto em suas relações. Ele ainda afirmava que os animais são aptos a sentir o caráter dos indivíduos e deixava o seu cão participar das sessões de terapia, pois seu chow-chow tinha um efeito calmante para seus pacientes.

Pesquisas recentes indicam que fazer carinho em um cachorro nos acalma e pode reduzir o estresse.

O inglês Rupert Sheldrake comprovou em seu livro que os cães eram tratados como coterapeutas na Grécia Antiga, por isso “Asklépios” era uma divindade de cura entre os gregos, que costumava manifestar-se por meio de cães sagrados.


No Egito Antigo, os gatos eram respeitados ou venerados, e existem diversos desenhos nas pirâmides, escritos e estátuas em adoração à deusa Bastet, uma mulher com a cabeça de felino, que simbolizava a fecundidade, o amor materno e a proteção dos lares.

Hoje, uma série de pesquisas científicas e trabalhos acadêmicos em hospitais e clínicas geriátricas confirmam que pacientes que têm animais de estimação sentem-se menos solitários, ansiosos e deprimidos, uma vez que cães e gatos são mais utilizados em terapias assistidas por animais.

Aliás, está provado que os pets nos aceitam, incondicionalmente, como somos. O amor deles por nós ajuda a liberar a dopamina, que dá sensação de recompensa no cérebro, e a ocitocina, que produz o hormônio que é liberado quando estamos próximos de quem gostamos e também diminui o cortisol alto, desse modo nos sentimos calmos e benquistos.

Essa ligação dos animais com os humanos, principalmente, os cães, é de cem mil anos de convivência e com os gatos é de cinco mil anos. Portanto, é uma conexão que acontece de forma espiritual, afetiva e terapêutica, o que permite aos pets lerem a nossa mente e o nosso coração por meio dos pequenos gestos do cotidiano, e os tutores sabem disso.

Por fim, a ligação entre tutores e seus animais de estimação transcende o mero companheirismo, sendo que eles cuidam dos seus protetores, ajudando a tratar seus sofrimentos ou amenizar seus problemas.

Além disso, os pets são aliados na recuperação de pacientes hospitalizados ou acamados em casa, pois oferecem aos humanos o amor incondicional!

 

Direitos autorais da imagem de capa: Humphrey Muleba/Pexels.

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