A velha lanterninha chamada amor…

Amor, o sentimento mais controverso da história da humanidade. O amor que cura, revitaliza e alegra. Que adoece, vitimiza e mata. Tudo gira em torno dele, não? Não foi assim que eu e você aprendemos?

Desde a infância, hoje tão longínqua, não era o amor objeto direto de diversas histórias e estórias?



Essa pequena palavra, união de quatro letras, foi sempre a busca da glória, da paz e da felicidade.

Nos seus “felizes para sempre” não havia amor?! Não era o amor que vencia?! Um casal nostálgico e sorridente celebrando a vitória, a união, a vida! Comigo foi assim e com vocês? Terão coragem de desmentir?

Crescemos um pouco e eis que a adolescência, a puberdade, as descobertas nos encontram. E quem estava lá, presente em cada momento dessa grande viagem chamada viver, representado no aconchegante colo de mãe, no fraterno abraço de amigos, na menina incrível da escola, na primeira namorada, na colega de trabalho, no colega de trabalho, no colega de escola, no cachorro, no físico, no metafísico, enfim, se não o amor, quem legitimou os maiores prazeres de nossas vidas?


Esteja o homem onde estiver, atirado na mais suja e decadente das calçadas, seja a fome sua companheira diária, as frustrações sua eterna vizinha e a dor uma velha amiga que frequentemente o visita, o amor ainda está ali. Sem o amor mulher alguma do mundo ousaria abrir os olhos e sentir o calor do sol em suas doces pálpebras.

Mas claro, eu sei, reconheço, não é fácil em plena modernidade, na era digital, onde tudo parece ao mesmo tempo tão próximo e distante, verdadeiro e falso, único e banal semear a semente lirista dos mais lindos, puros e enlouquecedores sentimentos.

O sentir está em baixa, o ser ou querer ser virou busca incessante, somos uma geração que muito faz e pouco sente, lentamente morremos em nossos próprios muros de egocentrismos e superficialidades.


Mas calma, muita calma nessa hora! Entre minhas certezas, o amar ocupa posição privilegiada. Existem questões que nunca saem de moda, o amor é a maior delas.

Aquele seu amigo que o critica, nega, condena, este é como uma ave que abdica de suas asas, mas as mantém ali, junto ao corpo, sabe que logo o inverno acaba e nasce a mais linda das primaveras, o mais lindo dos amores, que mesmo distantes preservam-se no seu imaginário e na sua alma.

E então o passarinho voa e assim sente o vento, o sol e o mundo aos seus pés, e o nosso pobre amigo deitado na suja calçada o enxerga voando, e ele é brilhante, rápido e intenso, sua cor é azul e o céu também.  E de repente, como num passe de mágica todos os pássaros são coloridos, as asas alçam voo e o sol já não parece tão distante.

Como disse a uma amiga durante uma conversa, o amor é aquela lanterninha velha e um pouco gasta que guardamos no fundo da estante para, em momentos de mais absoluta escuridão, juntarmos nossas pilhas e o acendermos.

Assim faz-se a luz e os passarinhos finalmente podem cantar felizes ao voar.


Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: angelnt / 123RF Imagens

Baixe o aplicativo do site O Segredo e acompanhe tudo de pertinho. Android ou IOS.

Texto escrito com exclusividade para o site O Segredo. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.




Deixe seu comentário

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.