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A vida também é feita de “nãos”. Entender isso é questão de maturidade!

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É preciso assimilar, deixar o ego de lado e ser humilde para conviver com ele. Pelo menos por um tempo. Ou talvez pela vida inteira.



O “não” é uma palavrinha danada, tanto para dar quanto para receber. “Nãos” são doídos, podem chegar como uma flecha e rasgar nosso peito. Eles nos confundem, mesmo sendo tão claros. Precisamos e queremos dar explicações pelo “não” estar ali na frase ou num simples e sonoro som.

Muitas vezes, fazemos rodeios, inventamos desculpas e não nos conformamos quando o recebemos. Ficamos confabulando, tentando decifrar a forma como ele chegou, o que vamos fazer com ele dali em diante.

“Nãos” existem. E mesmo que todos os dias corramos em busca dos “sins”, eles são realidade. Nós os provocamos ou eles surgem e não podemos mudar o desejo do “não” do outro.


Um dos “nãos” mais doídos é talvez o do relacionamento, quando chega ao fim. A pessoa com quem estamos pode não querer mais estar ao nosso lado, ou nós não desejamos mais sua companhia. E aí? Como enfrentar essa palavra?

Há quem o inconformismo não permite seguir adiante. A vida meio que paralisa, e fica ali, tentando encontrar motivos, tentando converter em “sim”, tentando e tentando….

O “não” foi culpa dos outros, de influências, de um engano, de um momento equivocado, de isso e daquilo. A pessoa não engole, não dissolve, não digere. Todos ao redor já entenderam que foi um fim, que não dá mais, porém, ela segue incompreensível.

Compreensão, na verdade, é algo necessário, quando os “nãos” chegam. Haverá momentos de dor, dúvida, de sentimento de fracasso, de repensar a vida.


É preciso assimilar, deixar o ego de lado e ser humilde para conviver com ele. Pelo menos por um tempo. Ou talvez pela vida inteira.

Há “nãos” dentro de você que ainda o perturbam, o incomodam, o deixam inseguro? Quem sabe eles ainda estão ali por causa da falta de clareza, da não aceitação… Nessas horas, é necessário discernimento, é importante praticar a tolerância porque, em algum momento, nós também fomos os provocadores dos fins.

O “não” ronda, pode estar ali, claro, gritante, objetivo. Ou então camuflado na indiferença, na distância, no afastamento. Ele precisa ser aceito, mesmo que lá na frente se transforme em “sim”.

Aprender a lidar com a teimosia, prestar atenção em outros pontos de vista, lidar melhor com os próprios caprichos, entender que nem sempre o “não” é uma rejeição, apenas os outros não desejam o mesmo que a gente, é evolução.


A questão não é receber ou deixar de receber um “não”, mas a forma como lidamos com a situação. Nossa reação fala muito sobre nosso nível de maturidade. É só prestar atenção.

 

Direitos autorais da imagem de capa: Shifaaz shamoon/Unsplash.


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