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Abandonei o medo de ficar sozinha.

Abandonei o medo de ficar sozinha. 1

Abandonei o medo de ficar sozinha.



Tive uma infância tradicional, pai, mãe, um casal de irmãos, avós e muita história para contar.

Não sei em qual momento dessa construção aprendi a crença limitante que carregaria comigo como verdade absoluta por muitos anos.

Preciso ser forte!


Mantinha um sorriso do rosto e um olhar de confiança. Ocupava meu tempo ajudando todo mundo o tempo todo na esperança da minha dor não ser notada. Deixar transparecer minha dor seria precisar de amparo, seria reconhecer que não estou dando conta do recado.

O universo enviou muitos sinais para que eu pudesse perceber que o caminho do medo e da escassez com o qual eu havia me conectado não era o único possível.

A escolha por uma nova estrada aconteceu quando cheguei ao fundo do poço e olhar para a minha felicidade foi única opção existente. Através dessa ferida percebi que precisava sair de certas situações e deixar para trás o medo de decepcionar pessoas.

Abandonei o sentimento de culpa e agradeci pelo presente que estava recebendo. Não importava onde eu seria capaz de chegar, eu só precisava olhar em uma nova direção e ser capaz de dar o primeiro passo. Só precisava buscar o que realmente transbordava no meu coração.


Renunciar a dor conhecida e mudar a direção do meu Navio não foi fácil. Afinal as pessoas precisavam me amar por outro motivo, não mais por ser perfeitinha. Eu senti que nesse processo eu poderia ser abandonada por peças fundamentais do meu jogo de Xadrez. Não me importei tinha certeza que eu não me abandonaria novamente.

Comecei a testar o universo e como um milagre ele mais do que de depressa apontou um novo caminho. Sem precisar mais da minha mascará fui demonstrando minhas fragilidades e para minha surpresa através delas recebi o amor que eu precisava. Minha vulnerabilidade pela primeira vez fez as pessoas me apoiarem.

Foi então que percebi que tudo que passei me trouxe até o momento presente para que eu pudesse me resgatar! Houve muitos desafios, porém benção também só precisaria escolher em qual direção olhar.

Poderia olhar como um milagre cheio de possibilidade onde era possível viver sem julgamento ou me culpar pelas escolhas feitas e resistir às mudanças.


Através dessa ferida percebi que precisava sair de certas situações e deixar para trás o medo de decepcionar pessoas.

Escolhi a primeira opção e mergulhei profundamente em mim, permitindo ser realmente forte ao demonstrar minhas fraquezas. Ao autorizar o outro a entrar na minha vulnerabilidade demonstro que não sou perfeita e me possibilito uma nova conexão. Conexão essa que acontece a partir do inesperado, da falta de controle. Foi nesse encontro real com o outro que  percebi quem eu realmente sou e quem eu realmente posso ser, afinal a vida acontece através de mim e não por mim.

Conexão essa que gerou um sentimento de pertencimento, pois o outro já se sentiu nesse lugar também.

Sem máscaras, sem defesas me permitindo sentir o universo de forma não linear. Sendo autorresponsável pela maior versão do meu potencial humano. Empoderando-me das minhas feridas e do meu processo de cura.


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Direitos autorais da imagem de capa: grinvalds / 123RF Imagens

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