Abençoados sejam os amores distantes…



Responda-me com sinceridade: Você acha mesmo que a distância pode sustentar um sentimento a ponto de manter aceso o amor? Ou acha que a saudade pode causar o esquecimento?

Dizem que quando o amor é de verdade ele se torna forte o suficiente para fazer com que a distância se torne uma aliada. E que, do ponto de vista de um apaixonado, passa a ser um detalhe insignificante. É claro que gostaríamos sempre de adormecer e, sim, acordar todos os dias, junto à pessoa que amamos, mas a alegria que sentimos em saber que, em algum lugar, existe alguém louco o suficiente para aguentar a tristeza de não estar ao nosso lado a cada manhã, alguém que suporta a saudade que, às vezes, faz chorar, mas com a certeza de que distância nenhuma vai fazer com que o amor diminua, faz com que tenhamos coragem para suportar a dor. Sim, porque a distância separa os nossos olhares, mas une os nossos corações.

Quando falamos de amor, falamos de um sentimento excepcional, que supera todas as diferenças, e que traz à tona aquilo que existe dentro da gente, um sentimento que resiste ao próprio tempo.

Falamos de um sentimento abençoado, que se fortalece com a distância e faz com que aquilo que é que traz saudade, seja apenas uma renúncia para que possamos viver dias de felicidade.

É um sentimento do qual é difícil fugir, e quando se trata realmente de amor, digo, com certeza, que é impossível esquecer!

Talvez não exista amor à primeira vista, mas acredito na inspiração que o amor traz. E viver essa inspiração parece até cena de um filme, baseado naquilo que vivemos como uma história. Depois do carinho, das flores, do chocolate, vêm as palavras carinhosas, floridas e adocicadas, terminando, muitas vezes, num “eu só quero você”. Mas aí vem o momento da separação. E então, com ambos distantes vem a saudade. As lágrimas vêm, ouvindo as músicas preferidas, vendo as fotografias ou lendo uma cartinha de amor. E como é precioso um telefonema com as palavras: “só liguei para ouvir tua voz”. E nos entristecemos por não ver aquele sorriso, por não ouvir uma gargalhada apaixonante. Pensamos então, que vamos morrer de saudades, ou que vamos perder o juízo, mas nos lembramos das juras de amor, e por um momento pensamos em pular de alegria, pela certeza de um amor, que mesmo distante, nos faz ser pessoas especiais.

Chegamos então à conclusão de que já fizemos nesse tempo, um amor eterno. Já choramos e sorrimos o quanto podíamos. Agora o que queremos mesmo, é proteger esse amor, e não permitir que morra o desejo de mantê-lo, mesmo que, longe dos olhos, bem juntinho ao coração.



Para que uma gota desse amor abençoado venha a transbordar como um rio que leve a tristeza e traga a alegria num tempo determinado.

E assim, todas as lamentações da saudade, saudade da praia, do céu estrelado, das risadas ao vento, das flores pelo caminho, da voz presente, e de tudo que traz lembranças, estarão eternizadas na ausência momentânea da pessoa amada.

E serão, com certeza, um presente para um amor que está distante.


Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: kegfire / 123RF Imagens






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