Comportamento

Abusada pela mãe, maridos, produtores e obrigada a fazer abortos: a triste vida de Judy Garland

Capa Abusada pela mae maridos produtores e obrigada a fazer abortos a triste vida de Judy Garland

A atriz atingiu o estrelato com filmes clássicos, como o Mágico de Oz, contudo, poucos sabem das atrocidades que aconteciam nos bastidores.



Judy Garland deveria ter sido uma mulher rica no fim da sua vida, afinal, estrelou “O Mágico de Oz”, um dos filmes mais culturalmente importantes e bem-sucedidos de todos os tempos.

A imagem de Garland, de 16 anos, como a maravilhada Dorothy Gale, pela qual ela ganhou um Oscar, era um símbolo de Hollywood. Só que viver como um símbolo era corrosivo.

No fim dos anos 1960, quando tinha 40 anos, ela estava desamparada, quase sem casa, e devia milhares de impostos atrasados​. Ela se sustentou ganhando US$ 100 por noite, cantando em bares. Era suicida e tinha uma série de doenças, nada do que você esperaria de uma estrela!


Sua vida como um subproduto da máquina de Hollywood foi difícil, como ela mesma disse em 1967, durante uma entrevista. Ela perguntou se o jornalista sabia quão difícil era ser ela e conviver consigo mesma. Ela disse que sua vida foi cruel, mas foi forçada a viver daquela forma. Um filme foi lançado em sua homenagem e relatou a causa da sua morte: uma overdose de barbitúricos, quando tinha 47 anos.

A trágica história da atriz começa na infância, quando ainda nem usava seu nome artístico e ainda atendia pelo nome de Frances Ethel Gumm. Depois que seu pai se envolveu com rapazes, a família se mudou para a Califórnia para fugir do escândalo, e a mãe Ethel estava obstinada em transformar as três filhas em estrelas.

Ethel foi a primeira pessoa a submeter Frances, de 10 anos, a uma dieta de pílulas. Em 1934, Frances deu a si mesma o novo nome de “Judy” em homenagem a uma canção popular. De todas as irmãs, Judy se destacou por suas extraordinárias habilidades para cantar.

Em 1935, quando tinha 13 anos, ela foi contratada pelo chefe do maior e mais prestigioso estúdio de cinema de Hollywood, a MGM. Garland ganhava US$ 100 por semana, um lucro inesperado para a época.


Mas ela estava a mundos de distância de seu antigo eu. De acordo com a Refinery 29, a atriz disse em entrevistas que atores vivem em uma espécie de mundo duplo, já que poucos mantêm o nome de batismo. Ela não associava mais o nome Frances Gumm a si. Judy Garland, como se reconhecia, nascera quando ela tinha 12 anos.

Logo depois de assinar o contrato, seu pai morreu. Ela foi deixada sob os cuidados de sua mãe, a quem Garland, mais tarde, chamou de “a verdadeira Bruxa Má do Oeste”.

Sempre escalada como a garota boa, Garland costumava fazer dois ou três filmes de uma vez. Três horas de aula matinal, seguidas por um ensaio de canto e um dia de filmagem – às vezes, essas maratonas não terminavam antes das 5 da manhã. Ela era sustentada por uma dieta de pílulas, das quais já era dependente aos 15 anos.

Em 1939, quando tinha 16 anos, teve sua grande chance como Dorothy, em “O mágico de Oz”. Mas, para isso, o estúdio queria que ela perdesse peso. Foi estipulada para a atriz uma dieta diária de canja de galinha, café puro, 80 cigarros, pílulas dietéticas e anfetaminas.


A imagem de Dorothy acompanhou Garland ao longo de sua carreira. Enquanto amadurecia, a atriz expressou que sentia parte da audiência irritada com ela por não ser mais tão jovem nem se vestir como Dorothy.

Garland foi perseguida por alguns dos homens mais poderosos de Hollywood. De acordo com informações de sua biografia, ela era frequentemente abordada para sexo na adolescência. Dizem que Louis B. Meyer, um grande empresário da época, apalpou-a em seu escritório. Enquanto ela cantava, ele colocou a mão em seu seio.

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Direitos autorais: reprodução Instagram/@officiallizaminnelli.

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O primeiro casamento de Garland foi essencialmente uma tentativa de liberdade. Em 1941, casou-se com o compositor David Rose, contra a vontade de sua mãe e da MGM.

Em 1945, ela se casou com o diretor Vincente Minnelli. Eles tiveram uma filha, Liza, que também se tornou atriz, mas se divorciaram em 1951, porque o marido estava tendo um caso com um homem. Garland teve dois filhos com o próximo marido, Sidney Luft. Seu quarto marido era um ator gay. Divorciaram-se depois de ser abusada por ele.

Garland conheceu o último marido, Mickey Deans, quando ele estava lhe entregando estimulantes. Casaram-se apenas três meses antes de ela morrer. Quando ela engravidou, aos 19 anos, seu marido e sua mãe a pressionaram a fazer um aborto, insistindo que um filho arruinaria sua imagem de ingênua.

Essa prática não era incomum. Outras atrizes da época também relataram ter passado por situações semelhantes, como Bette Davis. Luft, o terceiro marido de Judy, também exigiu que ela fizesse um aborto. A saúde de Garland se deteriorou ao longo de sua vida.


A lista de doenças em seu obituário dizia: hepatite, exaustão, doenças renais, crises nervosas, reações quase fatais a medicamentos, sobrepeso, baixo peso e lesões sofridas em quedas.

Seu vício em drogas havia impedido sua carreira antes. Durante as filmagens de um longa em 1948, ela perdeu dias de trabalho e gritava pensamentos paranoicos. E foi a situações desconfortáveis como essa que se resumiram suas apresentações em Londres (Inglaterra), antes de morrer.

“Eu não estou pedindo dinheiro, nada. Estou pedindo para cuidar do meu filho”

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