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Acaso ou destino?

 Vocês acreditam em destino? Bem, nem eu sei ao certo se acredito ou não, ou até que ponto não podemos (ou podemos) nos livrar de alguns acontecimentos, bons ou nem tanto: minha mãe contava sobre uma estória verídica, cuja reportagem na revista alemã Stern, ela guardava consigo para mostrar que não estava mentindo.



Acaso ou destino?

Um homem estava dormindo com sua mulher em casa, quando foi subitamente acordado por ela, um tanto nervosa ao dizer que ouvira barulhos no andar inferior da casa onde moravam. Pensando ser um ladrão, ele levantou-se sem fazer barulho e assim foi descendo as escadas.

Já na sala escura, ouviu um barulho que vinha em direção da janela. Sem ver muita coisa, deu um murro no escuro e acertou a vidraça da janela e cortou muito a mão. Não era um ladrão; tratava-se do gato do vizinho.

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Como o corte foi profundo e sua mulher não dirigia, chamaram a ambulância que o levou para o hospital. Lá, deram-lhe muitos pontos na mão ferida e fizeram um curativo, claro. Este senhor então, chamou um taxi para levá-lo de volta para casa. Nesse meio tempo, sua mulher ficou a limpar o tapete manchado de sangue com querosene. Já em casa e aliviado, resolveu ir ao banheiro. Acendeu um cigarro para relaxar e jogou o fósforo dentro do vaso, que explodiu em labaredas e quemou-lhe o traseiro feio.

Novamente a ambulância foi acionada e lá estava o homem no hospital 40 minutos depois, com a mão cortada e o traseiro muito queimado.


Medicado, foi levado pela ambulância de volta para casa, deitado de bruços na maca. Ao subir as escadas, um dos maqueiros contou ao outro – que havia acabado de chegar ao plantão – que aquela era a segunda vez que aquele o homem que carregavam dava entrada no hospital em menos de uma hora. Quando este recém chegado que ainda não sabia do caso, ouviu estarrecido toda a estória, deu-lhe um acesso de riso que lhe fez perder as forças e ele sem querer, claro, largou a maca, que rolou as escadas com o pobre homem em cima.

De volta ao hospital, sem sequer ter conseguido entrar em casa, resolveram interná-lo, pois agora tinha a mão cortada, a bunda queimada, um braço quebrado e várias escoriações pelo corpo.

Teria sido tudo mero acaso, ou estaria este home fadado pelo destino Era este homem pôr a não dormir em casa aquela noite?

Eu não tenho resposta para isso, contudo, já reparei ao longo da vida, que mesmo dos eventos desagradáveis e banais que tentamos nos desviar no dia-a-dia, as vezes pensamos que conseguimos, no entanto, lá adiante nos vemos no “ponto de partida” daquilo que tentamos evitar.

Há pouco tempo me aconteceu a primeira parte da estória do pobre homem que acabou por dormir no hospital: cortei feio a minha mão direita lavando um copo na pia. Meu dedo indicador ficou dormente porque cortei nervos também. Parece que a dormência nesse dedo vai ficar por um bom tempo. Foram 8 pontos passei um bom tempo catando milho no teclado. Lembro que naquela noite resolvi não fazer mais nada e fui me deitar. Lembrei dessa estória e quietinha na cama permaneci. Talvez para não dar chance ao acaso ou ao destino…

Afinal, como a vida é uma metáfora de uma caixinha de bombons, onde nunca sabemos qual será o sabor daquele que vamos pegar, as vezes o melhor a fazer é dar uma pausa, respirar fundo e deixar que a maré decida o que ela nos deseja presentear.

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Texto escrito com exclusividade para o site O Segredo. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.




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