Comportamento

Médico se recusa a usar máscara em posto de saúde e agride mulher depois de ser filmado

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A tatuadora Lia Costa estava no posto de saúde, acompanhando uma conhecida, que precisava de atendimento, e relata agressão do médico que atendia no local.



No município de Piracaia, interior de São Paulo, a tatuadora Lia Costa acusa um médico de negar atendimento a uma criança e depois agredi-la. Ela pediu ao profissional que colocasse a máscara de proteção contra o novo coronavírus, ele se recusou e ficou descontrolado, quando percebeu que ela pegou o celular para registrar a situação.

O caso aconteceu no Centro de Saúde II José F. Rosas, e Lia compartilhou o registro em sua rede social. Nas imagens, ela aparece dizendo que o médico se recusa a usar a máscara de proteção, em seguida, ele se aproxima e diz que a processaria, caso usasse sua imagem. Segundo reportagem do UOL, de outro ângulo, é possível ver que ele retira o celular da mão da tatuadora e pede que chamem a segurança, já que “a mocinha estava muito nervosa”.

Lia conta que foi até o posto de saúde para acompanhar uma conhecida que precisava de atendimento para ela e os filhos. Elas ficaram cerca de uma hora no local, e perceberam que havia um homem que circulava pelo ambiente com uma camiseta preta e sem fazer uso da máscara de proteção.


Quando foram chamadas, ele perguntou a Lia quem seria atendido. Ela apontou a criança e ele imediatamente perguntou se ela o estava fazendo de palhaço, já que não atende crianças.

A tatuadora disse que devia ter existido algum engano, mas que, então, ele poderia atender a mãe. O médico disse que não era idiota e que não atenderia ninguém, foi nesse momento que ela disse que ele estava sem máscara dentro de um posto de saúde.

Lia pegou o celular para registrar a ocasião, e o médico perguntou quem ela era, ao que respondeu ser acompanhante da família. Ele ameaçou tomar seu celular, caso ela continuasse a gravação. De acordo com a tatuadora, ele a agrediu com muita violência, tomou seu celular e ficou com ele durante 15 minutos. Ninguém apareceu para interromper a discussão.

Ela afirma que a agressão a deixou com a mão e ombro machucados, e pergunta por qual motivo um psiquiatra agride alguém depois que lhe pedem para usar máscara em uma unidade de saúde? No Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) não há nenhum registro do médico em alguma especialidade, o que mostra que ele é formado em medicina, mas não psiquiatra.


Lia afirma que a cidade onde mora é pequena e acredita que correu muitos riscos por ter se desentendido com o médico. Ela pediu escolta da polícia, quando registrou seu boletim de ocorrência, mas foi negada. Além disso, diz que pediu medida protetiva contra ele, mas a polícia lhe recusou.

 

Publicado por Prefeitura de Piracaia em Quarta-feira, 10 de março de 2021


A Prefeitura de Piracaia declarou que já tem ciência do caso e que, no momento, está apurando as circunstâncias. As partes foram ouvidas pela polícia, mas o médico ainda não se pronunciou publicamente sobre o ocorrido.

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