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“admirável mundo novo!” presença digital constante e desconexão total da própria essência

Muito tempo gasto na aquisição de títulos e nenhum na reformulação de si mesmo. Assim, segue a vida e nosso admirável “mundo novo”!

Atualmente vivemos em um cenário completamente conectado à tecnologia, pouco a pouco nos acostumamos a resolvermos tudo com um simples click, e de repente percebemos que a vida se tornou virtual. Desconectados de nossa essência, resumimos relações a botões de “curtir”, “amei” e compartilhamentos, sem percebermos que o essencial vai perdendo o significado diante de tantas superficialidades.



Maravilhas do mundo moderno?!

A internet foi, sem dúvida, uma das maiores invenções desta Era, uma ferramenta fantástica, mudou comportamentos, estabeleceu uma nova cultura impactando significativamente nossas relações sociais e pessoais.  Por outro lado, é utilizada por muitos como fuga da própria realidade gerada pela insatisfação consigo mesmo. Convenhamos, é tão mais fácil e prático criar uma “vida” paralela através de perfis nas redes sociais e alimentar com belas imagens e frases feitas, personas que poucos possuem a coragem de SER e que muitos anseiam ardentemente.

É mais fácil viver na fantasia do que promover a mudança comportamental necessária. 

É mais fácil criticarmos o mundo e suas superficialidades ou a sociedade e suas hipocrisias, quando na verdade são apenas espelhos do próprio descontentamento.


Trilhar o caminho do autoconhecimento demanda audácia para enfrentar os próprios demônios, confrontando nossas verdades, desconstruindo e desapegando-se das ilusões do ego.

Desnudar-se nada mais é que perder temporariamente aquilo que entendemos como IDENTIDADE, mas que na verdade é apenas um programa formatado pelo ambiente na qual estamos inseridos, crenças e valores estabelecidos. Sim, eu sei! É algo desconfortável, por vezes, desesperador!

“Desnudar-se, nada mais é que perder temporariamente aquilo que entendemos como IDENTIDADE”


Tudo bem! Entendo que muitos não possuem o conhecimento sobre como fazer isso.  Não é fácil transpor, transcender, reformular, ressignificar a velha crença de que “a vida como ela é” não tem encanto e nem o glamour das revistas de celebridades. Afinal, não é esta a necessidade e nem a imagem que as propagandas e a indústria do desenvolvimento humano oferecem, não é mesmo?

Na completa ausência de nossas mais íntimas necessidades, compramos valores, crenças e convicções alheias.

Perdemo-nos em discussões desconexas e frívolas, ignorando os fatos para disputarmos opiniões.

Dedos afiados, aliados à pressa em manifestarmos nossos pontos de vista, impulsivamente acusamos, julgamos e agredimos o outro. Ignorando e invalidando seu direito de expressão, confundimos liberdade com invasão de privacidade!

Diante de tamanha modernidade e evolução tecnológica, seguimos o caminho inverso formando paradoxos: muito barulho, pouco conteúdo! Fixamos padrões baseados em quantidade ignorando a qualidade.

Presença digital constante e desconexão total da própria essência. Alta capacidade para julgar o comportamento dos outros, nenhuma habilidade para avaliar a própria conduta!

Muito tempo gasto na aquisição de títulos e nenhum na reformulação de si mesmo. Assim, segue a vida e nosso admirável “mundo novo”. Mero reflexo das escolhas que fazemos e do quão conscientes estamos.


Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: 123rf / _loganban

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