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“Adultização” da criança: entenda por que é preciso evitar

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Você já prestou a atenção se os seus filhos, ou as crianças com as quais convive, estão se comportando de acordo com a idade deles?



Na sua casa, como a infância é preservada? Você tem se preocupado com isso?

Ou, às vezes, percebe que tudo anda apressado para que eles logo fiquem adultos?

Para entender melhor o que é essa “adultização” das crianças, confira a entrevista com a Ir. Veroni Medeiros, educadora e assistente técnica da coordenação nacional da Pastoral da Criança.


O que é essa “adultização” na infância?

É o processo de querer acelerar o desenvolvimento das crianças para que se tornem logo adultas. É importante situar aqui que a “adultização” provoca perda da infância, da socialização, da coletividade e do mais importante, a fase do brincar livremente.

Como os pais permitem que aconteça essa “adultização”?

Há uma falsa ideia de que toda menina ou todo menino precisam ser grandes: participar de concursos competitivos, dançar, cantar músicas de adultos. Em algumas situações, os pais vestem as crianças com os estilos dos adultos.


Em especial, as meninas pintam e alisam os cabelos; usam maquiagens; colocam próteses para aumentar os dentes, os cílios; usam unhas postiças, saltos muito altos, num estilo Barbie, com intuito de exaltar a beleza. O papel dos pais é proteger a infância e garantir que as crianças possam viver felizes cada fase do seu desenvolvimento.

Quais são os prejuízos para a criança quando ela é tratada como um adulto?
O estilo adulto impede que a criança desenvolva suas oportunidades de brincar e viver feliz cada dia. A “adultização” na infância pode causar baixa autoestima, carências, fechamentos, birras.

Pode, também, adiantar a maturação afetiva e sexual da criança. Outro agravante é o exibicionismo. O acesso às novas tecnologias e aos celulares de última geração oferecem status; mas não comunicam relação interpessoal.


Cada coisa tem seu tempo, vamos respeitar a infância

O dia a dia das crianças, muitas vezes, vem acompanhado de valores e expressões culturais que nem sempre correspondem à expectativa de uma verdadeira infância. Nossa sociedade valoriza a beleza, a moda e a fama provenientes de filmes, de telenovelas, das propagandas e da supervalorização dos programas apresentados pela mídia. Diante desses fatos, que afetam as crianças, é preciso rever continuamente nossas atitudes e como educá-las com amor.

As crianças, embora estejam imersas nos comportamentos, nas linguagens, nas relações e nos universos do mundo dos adultos, elas anseiam pelo brinquedo, pelos jogos infantis e pelas oportunidades de conviverem e brincarem com outras crianças.

O fato de querer ser adulto antes da hora, compromete a identidade de ser criança e, consequentemente, pode levar a uma vida adulta mais tímida. Nesta relação precoce com o adulto, o ser criança se “adultiza”, confundindo os limites que diferenciam uma fase da outra.


É muito importante deixar as crianças viverem a infância na sua totalidade. A rotina da criança é para viver a infância e brincar em plenitude. Para a criança, brincar é uma necessidade, pois essa atividade é muito importante para seu desenvolvimento.

Para os pequenos, os pais são a grande referência. As famílias, os pais, precisam criar, procurar e aproveitar espaços e momentos seguros, para que as crianças possam brincar mais em casa e na comunidade. Assim estamos promovendo vida em abundância para nossas crianças.

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