Relacionamentos

Afinal, é verdade que os homens preferem as mulheres submissas às independentes?

4 capa site Afinal e verdade que os homens preferem as mulheres submissas as independentes

Quando saímos com alguém, sabemos o que mais nos agrada e o que poderia ser melhorado. Mas será que isso é possível mensurar antes mesmo de conhecer alguém?



Os relacionamentos amorosos são complexos e envolvem tantos detalhes e nuances quanto se possa imaginar. Cada casal possui a própria dinâmica, sua forma de encarar o mundo e sua rotina. Nem sempre a forma como um vive corresponde ao que o outro acredita ser correto, mas isso não deve influenciar em como se deve aproveitar um amor.

Nos relacionamentos heterossexuais, é comum estereótipos se destacarem antes mesmo que um romance se inicie. A ideia de que as mulheres possuem qualidades maternas, são submissas e aguardam um marido capaz de guiar a relação é reproduzida em muitos círculos.

Assim como a ideia de que os homens possuem qualidades mais brutas, de liderança e pouca afinidade com os afazeres domésticos também se sobressai. Mas, afinal, é verdade que os homens preferem as mulheres submissas às independentes?


Como herança colonial, reproduzimos uma série de padrões impostos pela população europeia, incluindo preferências físicas e até mesmo a maneira como agimos. A escravidão e forma racista como os brancos lidam com os negros até hoje também impactam na nossa estrutura social, por isso, quando nos deparamos com máximas ou padrões sociais, precisamos nos perguntar se isso é mesmo verdade ou se estamos apenas reproduzindo o que nos disseram ser verídico?

Realmente é quase impossível determinar se existe uma preferência entre mulheres submissas ou independentes, mas é fácil enxergar qual seria facilmente a escolha, caso não precisasse existir nenhum tipo de reflexão. Você prefere ter alguém em quem possa mandar, quem administre sua casa, crie seus filhos e ainda te ame, tudo isso sem precisar pagar nada, ou prefere dividir as funções?

Obviamente qualquer um, em sã consciência, escolheria a primeira opção. A independência feminina não é fácil de aguentar, principalmente quando esse público percebe que não deve mais satisfações a ninguém. Existe revolta masculina, mas muitos grupos de mulheres estão tomando consciência de que a submissão pode ser um sinal de violência psicológica, de medo.

Existem casais que, por livre e espontânea vontade, preferem reproduzir esses padrões. Talvez porque tenham aprendido assim desde pequenos e não sabem como mudar isso. Talvez porque acreditam que essa seja a “ordem natural” das coisas, invocando uma espécie de normalidade na estrutura social.


A grande verdade é que o tecido social está sempre sendo tensionado, justamente porque as minorias fazem a força necessária e possível na própria geração para que consigam os mesmos privilégios que as pessoas que ficam no topo da pirâmide. Por isso, o que está dentro de um padrão hoje não necessariamente estará amanhã, e são justamente os movimentos e ações do presente que geram essa mudança.

É por isso que um padrão de beleza dos anos 1950 não se aplica na estrutura atual, com os milhares de avanços médicos, farmacêuticos e cosmetológicos. Se a magreza excessiva, por exemplo, é constantemente questionada, é porque hoje possuímos estudos capazes de destruir crenças de outras décadas.

A verdade é que, quando o assunto é relacionamento, apenas você vai saber o que é melhor para si mesmo. Não existem regras para o amor, contanto que exista responsabilidade emocional de ambos os lados e nenhum tipo de violência, nem mesmo as mais sutis. Se os homens preferem ou não mulheres submissas, depende de inúmeros fatores, e isso não necessariamente tem a ver com uma exigência ou uma estrutura morfológica imutável, apenas significa que é assim que eles respondem à estrutura social.

Mas vale a pena perguntar: do que eu gosto? E partir daí para encontrar um possível romance, já descartando o que está fora dos seus critérios. Se você é alguém que adora a paz de uma rotina tranquila, vai sofrer muito se entrar de cabeça num namoro com uma pessoa que sai de segunda a segunda, não é verdade? Respeitar a nós e aos outros é o princípio de relações saudáveis.


Filho tatuou o último recado deixado pelo pai antes de sua morte: “Sinto sua falta”

Artigo Anterior

“Meninas, encontrem um homem que priorize a família”. O conselho de uma esposa e mãe sábia

Próximo artigo

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.