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África vence luta contra poliomielite. Milhões de crianças poderão crescer com saúde!

Que ótima notícia! A África, que lutava havia anos contra a pólio, finalmente conquistou esta vitória!



A poliomielite, ou simplesmente “pólio”, nada mais é do que a paralisia infantil. A doença é viral e afeta os nervos de crianças e adultos, o que pode levar à paralisia parcial ou total.

Ela é contraída através da água e alimentos contaminados ou do contato com uma pessoa infectada. Por mais de 30 anos, o mundo todo vem lutando pela erradicação da doença e, depois da vitória da África, restam apenas dois países com casos, Afeganistão e Paquistão.

Há quatro anos não há casos registrados de pólio no continente e, por conta disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou em agosto deste ano que a África está “livre do poliovírus selvagem”. Essa notícia é um grande marco e traz a esperança de que essa se torne a segunda doença humana a ser erradicada no mundo, depois da varíola, que teve seu fim em 1979.

Para que a África alcançasse essa conquista, foi necessária uma combinação de esforços públicos e privados, além de campanhas de vacinação em massa, muitas vezes em lugares habitados por grupos terroristas, segundo o El País.


Ainda de acordo com o portal de notícias, a ONU declarou, em comunicado, que graças aos governos, profissionais de saúde e comunidades, mais de 1,8 milhão de crianças foram salvas. Os pequenos costumam ser os mais afetados pela doença, em especial os menores de 5 anos, pois não têm o sistema imunológico totalmente desenvolvido.

Até então, já foram gastos aproximadamente 19 bilhões de dólares para erradicar a doença, e mais dinheiro será gasto até que os dois países restantes também conquistem o status de livres da poliomielite.

O El País apurou que o Paquistão declarou 58 casos em 2020, enquanto o Afeganistão declarou 29.


As pessoas envolvidas nas campanhas de vacinação na Nigéria precisaram lidar com desconfiança por parte da população e de líderes religiosos e sociais das comunidades. Também encararam os grupos extremistas, muito violentos e que acabaram por dificultar a vacinação de muitas crianças, além de provocar a morte de profissionais de saúde.

No entanto, apesar da longa jornada e de todos os sacrifícios necessários, o país conseguiu alcançar o seu objetivo, que contou com o apoio de filantropos.

Cerca de 30 mil crianças continuam em perigo por viver em áreas de difícil acesso e dominadas por terroristas, mas esse número é considerado baixo para gerar uma epidemia, segundo os especialistas.

A luta contra o vírus continuará, mas essa vitória já trouxe muita esperança, especialmente para as crianças!

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