Agir com delicadeza lapida almas brutas…

Todos conhecemos pessoas amargas, que parecem estar sempre com o semblante franzido, enrijecidas, encolhidas. São pessoas tristes, almas brutas, incapazes de agir naturalmente frente a uma atitude generosa. Elas se assustam, é possível ver em seus olhos o espanto por serem surpreendidas de maneira amável.



Vestem-se com suas armaduras e blindam-se de qualquer afago, posto que causa estranheza a elas o inverso do que manifestam em seu dia a dia.

Agir com delicadeza lapida almas brutas…

Estar ao lado de uma pessoa amarga, não pode nos impedir de sermos doces. Em muitos casos, é o que se faz preciso para que ela desabroche, deixe as pétalas do desamor caírem ao chão, para reflorescer e exalar o perfume da essência pura, que está guardada bem em seu íntimo, mas que poucos conseguem ver.

O que não podemos, jamais, é retribuir este azedume e aspereza com pesos da mesma medida. Se assim o fizermos, já estamos contaminados. Como explica Marcia Klem, “a ausência de amor torna a pessoa egoísta, amarga, maldizente e invejosa, fazendo assim com que aos poucos, afaste os poucos que lhe restam, sentenciando-se a solidão”.


Que tenhamos paciência e sabedoria para saber que não podemos exigir dessas pessoas que nos retribuam e que nos doem aquilo que elas não têm: o amor, a candura, a meiguice, a gentileza. São como pedras brutas, precisam ser lapidadas e polidas para que sua beleza se revele. Porém, muitas vezes, não temos destreza de esperar. O nosso tempo não é o mesmo delas.

“A gentileza está dentro de cada um de nós e, por muito pouco, pode se manifestar ao mundo”.

Antonilde Garreto complementa explicando que “não há pessoa tão má que não tenha algo de bom. É como o café, mesmo com toda acidez e amargor, contém um pouco de doçura.” E eu, me pego a acreditar veementemente nisso.

Sei que não serei responsável por transformar a água em vinho e nem o pó em ouro. Mas, quem sabe, com pequenas atitudes, oriundas do fundo da minha alma, seja possível fazer brotar num rosto amargurado, um simples sorriso. Caso eu consiga, semear a bondade e gentileza num terreno de espinhos, já terei ganho meu dia por fazer do dia alheio, de quem só esperava patadas e solavancos, mais especial.


Gentileza gera gentileza. É uma espécie de remédio, que cura o pior veneno, até mesmo a alma mais bruta. E, como se diz popularmente: “A gentileza está dentro de cada um de nós e, por muito pouco, pode se manifestar ao mundo”.

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