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Agradecer por agradecer, porque a vida sem gratidão torna-se vazia!

Você já agradeceu hoje?!



Dos 365 (por vezes 366) dias do ano, não escondo que um dos mais importantes para mim é o dia em que celebro a vida. O dia em que gosto de olhar para trás e ver os passos já caminhados, tomar fôlego e iniciar novamente a caminhada.

É um ano novo inteiramente meu.

E quando esse dia chega, eu me dou conta, que muitos dos meus sonhos não se realizaram, não porque tenha desistido deles, mas, simplesmente porque eu já não sou mais a pessoa que os sonhou.


Quando era menina, acho que sonhava minha vida talvez diferente do que ela é hoje, meus olhos de criança viam o mundo de outra forma. A minha criança ainda está aqui, jamais posso deixá-la morrer, mas aprendi que com o passar do tempo o nosso coração sempre nos leva ao caminho certo, ainda que, por vezes, não saibamos disso.

E nos meus incontáveis dias, desde que por aqui cheguei, mudei, transformei-me, reinventei-me, aprendi e como diz a música, tornei-me uma metamorfose ambulante. A pessoa que sou hoje é diferente da de ontem e diferente da de amanhã.

Não, não sou bipolar, nem uma dessas que muda de opinião a toda hora.

Mas aprendi com a natureza que, por necessidade, precisamos trocar as folhas para que nossas raízes sejam cada vez mais profundas. Ou seja, tenho caráter, personalidade e características que são inconfundíveis e elas estarão sempre aqui, mas tenho permitido a mim mesma, aprender a viver e ver o mundo às vezes de outra forma; eu me permito mudar. Minhas raízes vieram dos meus pais, minha família, eles, que um dia conceberam-me e fizeram-me menina e a mulher que sou.


Mas percebi que não sou apenas isso ou aquilo, sou um misto. É difícil descrever quem somos, porque de certa forma isto é rotular e, por vezes, parece que se você é X não pode ser Y; as pessoas ainda não se deram conta de que temos características que não são opostas, mas que se complementam para que possamos manter o equilíbrio na jornada nossa de todo dia.

Acho que esta lição tenho aprendido direitinho, percebo nas mensagens dos amigos  e familiares quando no dia em que celebro a vida resolvem me descrever: Da “patricinha” que ama salto alto, rosa e coisas de oncinha, até a pessoa que usa  sapatilha e sai correndo toda estabanada, que ama fazer faxina e vive descabelada em casa, a pessoa que tem problemas em estacionar o carro e por vezes um pé pesado na estrada, que canta sozinha, que é desastrada e vive com hematomas pelo corpo, que é colo, abrigo e ouvido daqueles que ama, do sorriso que encanta, e a ‘mãe’ da turma já que está sempre levando comida, roupa, preocupada com o bem de cada um daqueles que estão juntos com ela, que baba pelas afilhadas que tem, que vibra pela conquista de cada um dos amigos e fica ao lado deles quando os dias ruins chegam, da pessoa que faz piada de si mesma, que por vezes é irônica, que quando bebe um pouco demais tem uma cara de pau do tamanho do mundo e ri por toda e qualquer coisa, que fala e fala muito, mas fala  o que pensa, que é decidida (tudo bem, às vezes demora um pouco pra decidir) e determinada e vai em busca de cada um dos seus sonhos, que é segura e por vezes até pode parecer fria, mas que tem um coração do tamanho do mundo, que sente demais e se derrete quando vê uma cena daquelas que é singular, que vive vendo filmes de romance, daqueles que se chora do começo ao fim, que se encanta pelas coisas simples da vida, e que acredita na força do amor, e não mede esforços para estar do lado daqueles que ama e ver cada um deles bem.

Como é bom nos ver pelos olhos daqueles que tanto nos são caros, como é bom ver o meu mundo pelos olhos deles! Porque quando me olho no espelho, por vezes me vejo com olhar distorcido, mas, aqueles que me amam me veem de uma forma tal que me fazem perceber o quanto minha vida tem sentido.

Como é bom ver que, apesar de mulher, não perdi meu espírito de menina, ainda tenho meu jeito meio moleque, em contrapartida a um coração de patricinha, ainda amo andar bem vestida mas não vou contar tempo em correr pra rua e me deliciar num banho daqueles de chuva que antes de chegar ao corpo já lavou nossa alma. Como é bom ser esta metamorfose, como é bom viver a vida em sua totalidade e amar, sentir-se amada, como é bom ter pessoas ao nosso lado, poucas, mas as que realmente tornam a vida diferente. Como é podem poder celebrar e agradecer.


Agradecer pela vida, a família, a saúde, o trabalho, as conquistas, agradecer por todas as pessoas que já passaram por mim e, principalmente, por aqueles que ficaram que torcem por mim e que dão sabor e sentido aos meus dias, pelos sonhos que se realizaram e por aqueles que precisei deixar para trás, por todas as conquistas e derrotas, por todos os acontecimentos da minha vida, por ser quem sou, esse misto de tantas coisas.

Agradecer por agradecer, porque a vida sem gratidão torna-se vazia!

Você já agradeceu hoje?!

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Direitos autorais da imagem de capa: mheim301165 / 123RF Imagens

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