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“Ah, nossa felicidade depende de coisas tão pequenas”!

Essa tal felicidade…

Recordo-me perfeitamente, quando ainda na Faculdade de Fonoaudiologia, meus professores de Psicologia Bernardo e Beth S., perguntavam:


“- Ter ou Ser Feliz?”

Uma pergunta tão fácil, mas, ao mesmo tempo desinquietante, e, tenho certeza, que perdurará pelo tempo sem ter sua resposta definitiva: é um enigma que desde sempre inquieta a humanidade.

Alguns estudiosos sobre o assunto, como por exemplo, o professor de Psicologia da Universidade de Harvard, nos EUA, define a Felicidade como uma sensação de bem-estar, ou seja, não há palavras para definir o que, mas sabe-se dizer quando vemos o que a provocou. Simples? É, é simples, pois é o que nos faz bem.


É válido deixar claro que a felicidade não é uma sensação eterna. Não é. Ela é infinita e abundante no Universo e está disponível para todos que desejam acessá-la, alcançá-la.

No entanto, às vezes em nosso dia a dia, deixamos escapar pequenas felicidades que nos levaria a um estado de êxtase, iguaizinhos àqueles que atingimos nos momento de extremo prazer.

Claro, não ficamos com essa sensação de prazer estampada na face forever… Estar e Ser feliz ou triste é um ir e vir pela mesma via (vida). Apesar de difíceis, os processos de infelicidade que vivenciamos estes também funcionam como um momento para amadurecer, pensar e repensar as atitudes, os atos, os sentimentos, e rever os projetos, o que querer de fato fazer.

Penso que não há respostas concretas, mas há pistas do que ir de encontro a essa tal felicidade.


O filósofo grego Aristóteles afirmava, há mais de dois mil anos, que a felicidade se atinge pelo exercício da virtude e não da posse. (SER)

Já numa data de nosso tempo, o psicólogo israelita Daniel Kahneman, da Universidade Princeton, nos Estados Unidos, afirma que passamos a julgar nossa felicidade não pela situação do momento, mas pela perspectiva de melhorar de vida no futuro. (TER)

Um exemplo de nosso cotidiano para facilitar o raciocínio: o sonho (projeto) de uma família de classe média é ter a casa própria, um carro e pelo menos um filho formado na universidade. Quando alcançado o ‘sonho’, essa família partirá em busca de outras satisfações.

A felicidade não é permanente porque não dá para estar bem o tempo todo, mas também não precisa ser uma eterna projeção, um Estado Búdhico (completude total e ausência de Ego) vivenciado na Terra; impossível.

Mas para ser mais feliz e minimizar os períodos de êxtase da vida podemos aprender a:

  • Viver aqui e agora o momento;
  • Valorize o aspecto positivo;
  • Redescobrir a sua própria inocência, pureza de coração;
  • Conceder-se pequenos prazeres;
  • Deixar agir o seu instinto (intuição);
  • Fotografar seus momentos felizes;
  • Respirar profundamente, fazer exercícios e cuidar da saúde;
  • Usar e Ser criativo;
  • Deixar fluir e se guiar por sua energia interna (Eu Interior);
  • Ousar!

A alegria de viver é compreender que dentro de nós, há uma inteligência enorme, simples, natural que sabe sempre o que fazer e onde nos levar. Trata-se de não bloqueá-la, mas sim, deixá-la fluir, para que nos indique o caminho.

Ao ouvir e acolher com carinho e respeito, tudo o que surge em nós, como a tristeza, alegria, raiva, medo, percepções bonitas ou feias, sem preconceitos, sem bloqueios e sem nos opor, descobriremos o contato com o nosso espaço interior, com a nossa essência.

Observar os incômodos e as inquietudes que invadem o nosso espaço interior e acolher tudo o que é nosso, o que gostamos e o que não gostamos é a via mestra para estarmos bem conosco: criamos mais espaços para os pequenos êxtases diários e minimizamos às êxtases vivenciais.

Aceitar-nos é deixarmos guiar por nossa essência e abrir-se para a vida para a realidade sem guerras interiores.

“Felicidade não é o que acontece na nossa vida, mas como nós elaboramos esses acontecimentos. A diferença entre o sábio e o ignorante é que o primeiro sabe aproveitar suas dificuldades para evoluir, enquanto o segundo se sente vítima de seus problemas” – Roberto Shinyashiki.

“(…) A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar (…)” – A Felicidade – Tom Jobim.

“A felicidade não é algo que sucede, nem parece depender dos acontecimentos externos, mas mais de como os interpretamos (…) as pessoas que sabem controlar a sua experiência interna são capazes de determinar a qualidade das suas vidas.” – Mihaly Csikszentmihaly.

“A porta da felicidade abre só para o exterior; quem a força em sentido contrário acaba por fechá-la ainda mais.” – Soren Kierkegaard.

“Ah, nossa felicidade depende de coisas tão pequenas”! – Oscar Wilde em “O Rouxinol e a Rosa”.





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