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Aí você percebe que os sonhos não morrem, que você sabe renascer feito fênix e quer ter o direito de voar…

Aí você percebe que os sonhos não morrem site

Um dia você chora, um dia você ri. Um dia você acorda e diz: Nossa, que idiotice foi aquela que eu fiz?!



Aí você se recobra, busca aquele instante que já passou, mas que deixou aquele cheiro na memória fotográfica, nas páginas do dicionário marcados com batom.

No sorriso meio bobo, na consciência de que não existe mais, mas um dia atravessou mais que tudo, invadiu e mudou o rumo da vida, fazendo o coração por vezes sacudir, por vezes dançar, por vezes abraçar aquele tom mais ameno em dias conflituosos.

Um dia você acorda e percebe que o tempo passou e que muita coisa foi se moldando assim como tantas outra foram sendo deixadas para lá na cadência do tempo.


Um dia você se assume, no outro quer sumir. No outro não pensa em nada e acha que o silêncio é seu melhor amigo e cúmplice da vida. Que desculpas, muitas vezes, não demonstram sinceridade e que o que você gostaria de verdade é que ninguém o(a) maltratasse mais.

Um dia você vai lá e tenta colocar aquilo que empurra para fora. Muitas vezes bate à porta e não quer mais saber de tudo que machucou porque sua dose de sofrimento transbordou e você precisa esvaziar, comprar uma nova passagem e seguir sabe-se lá para onde, mesmo sabendo que Deus é quem determina seu destino.

Um dia você derruba aquele muro, atravessa aquela ponte e torce para não se desiludir novamente e sente um frio na espinha, como se a vida estivesse gerando outro sonho para você nascer de novo e perceber que sonhos não morrem, porque estão em constante movimento dentro do íntimo.  Que podem adormecer, mas que, de algum jeito, eles voltarão à tona, assim como toda a vontade de viver.

Um dia você se pergunta mil vezes a mesma coisa, acha que nada dá certo e se encolhe em um canto, como quem não quer mais se salvar.


Mas você se salva, você navega, você aceita de novo os desafios da vida porque você é o que decidiu ser e o que decidiu escolher em um final de tarde ou em meio a uma noite mal dormida.

Aí você agradece, você se arruma e esquece o lamento, esquece as sobras de amor, a ingenuidade passageira e anota o dia em que resolveu dar um basta.

E volta. Volta sem certezas e nem sempre tão pronta, mas buscando aquilo que falta, o que exerce certo fascínio ao olhar.

Aí você percebe que os sonhos não morrem porque você sabe renascer feito fênix e quer ter o direito de voar. Porque voar, pode. Pode dentro de tudo aquilo que você ainda merece conquistar.


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Direitos autorais da imagem de capa: fjjimenez / 123RF Imagens

Sou um livro de cabeceira, sou oração no meio da noite, sou mais reflexão e silêncio.

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