Bem-Estar e Saúde

Alergia a sexo, a doença rara que causou até paralisia em jovem

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Chloe, de apenas 18 anos, falou abertamente sobre a condição que lhe provoca apenas dor, sem nenhum tipo de prazer ao fazer sexo.

Quando uma irritação ou alergia a determinado componente ou alimento se manifesta, pacientes costumam apresentar coceira, vermelhidão, urticária, erupções cutâneas, inflamação, diarreia, vômito e até choque anafilático. Os riscos de inflamar as vias aéreas, interrompendo a passagem de ar, pode se tornar um fator preocupante, principalmente quando as reações do corpo são extremas.

Para Chloe Lowery, de 18 anos, descobrir que tinha alergia a sexo foi como um choque. Segundo reportagem do New York Post, a universitária do Colorado, nos Estados Unidos, soube que tinha alergia ao sêmen quando se envolveu na sua terceira relação sexual, fazendo-a sentir uma “dor excruciante” toda vez que tem contato com o líquido. Conforme revela, a descoberta aconteceu apenas quando sua vida sexual se tornou ativa, principalmente quando entra em contato com o sêmen.

A acadêmica, que sonha em ser professora, sofre alergia especificamente ao líquido que acompanha os espermatozoides, chamado de plasma seminal. O mínimo contato pode desencadear reações extremas, que incluem vermelhidão e sensação de “queimação”, sendo que o sexo oral é extremamente perigoso. Chloe conta que, em uma ocasião, seu rosto ficou paralisado por cerca de três horas depois que os fluidos seminais tocaram boa parte de sua boca. A paralisia facial foi temporária e dava a sensação de que tinha sido anestesiada pelo dentista, já que metade do seu rosto não respondia aos estímulos nervosos.

Foi apenas a partir da terceira experiência que Chloe notou que havia algo errado, quando percebeu que o plasma seminal tocou sua pele, que ficou vermelha. Mas como tinha o hábito de apresentar vermelhidão por qualquer motivo, acabou não dando tanta atenção na ocasião. Na experiência seguinte, foi quando ficou com metade do rosto sem expressar emoção ou movimentar, mesmo que levemente, a boca.

Desde então, as investidas sexuais precisam ser feitas com muita cautela. Chloe explica, por exemplo, que evita sexo oral para que acidente semelhante não aconteça, e que ficou perplexa quando descobriu que sua condição era uma rara alergia ao plasma seminal, que afeta uma a cada 40 mil pessoas.

A jovem conta que a reação no canal vaginal costuma ser semelhante, mas ao invés de paralisar e entorpecer a pele, passa a sensação de queimação e dor, como se houvesse “um milhão de agulhas de acupuntura” em sua pele. Outro fator que atrapalha muito o bem-estar é a inflamação total da região, e isso acontece todas as vezes, mesmo que o líquido seja pré-ejaculatório.

A gravidade da reação alérgica depende apenas da quantidade de líquido com que teve contato, e por quanto tempo, podendo variar de 15 minutos até uma hora. Para todos que se perguntam como ela consegue evitar os sintomas, basta saber que, desde então, tem aplicado as principais regras de boa prática sexual.

Todas as vezes que faz sexo, urina logo depois do ato, em busca da limpeza do canal. Os preservativos são extremamente necessários e, caso algum acidente aconteça, ela tem o hábito de aplicar gelo na região. A condição não afetou suas relações, e a maioria dos homens com quem se envolve acham a questão engraçada e não se importam em seguir à risca as determinações médicas.

A jovem explica que muitas pessoas ficam curiosas e perguntam sobre absolutamente tudo, como sensação, reação e tratamento. Chloe fica feliz em falar sobre suas experiências, principalmente para quem, em um primeiro momento, não acredita na existência dessa condição.

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