Comportamento

Aluno autista foi rejeitado por escola: “Disseram que as vagas tinham acabado”

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Muito chateada com a situação, a mãe do menino usou as redes sociais para contar o ocorrido.



O estudo é um direito de todos nós, no entanto, para muitas pessoas, ele não é conseguido com a facilidade que deveria. Verônica Oliveira, uma influenciadora digital de São Paulo, usou o seu perfil no Instagram em fevereiro deste ano para contar um episódio muito desagradável que aconteceu quando foi matricular o filho de 12 anos, conhecido como “Panda”, na escola.

No vídeo, a mulher contou que uma escola na zona norte da cidade negou a matrícula ao seu filho, que é portador de autismo. Verônica mencionou que já tinha feito todo o processo de matrícula do pré-adolescente, entregado a lista de documentos e até quitado todas as mensalidades do ano.

No entanto, quando ela colocou na lista de saúde sobre a condição do filho, o colégio “magicamente” informou que as vagas tinham acabado.


Ao Universa, ela contou que, ao saber da recusa, ela e o filho começaram a chorar e que ela decidiu fazer o vídeo na frente da escola. Não é a primeira vez que isso acontece, segundo a mãe. Outra escola na mesma região da cidade havia se comportado da mesma maneira.

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Direitos autorais: reprodução Instagram/@faxinaboa.

Verônica, que compartilha com muito amor e carinho a rotina e as características únicas de Panda através das redes sociais, convive com diversas situações desagradáveis de preconceito e exclusão do filho.

Ela disse que, tempo atrás, um médico gritou com o menino durante uma consulta, e que se fosse se desgastar toda vez que algo similar acontece, viveria processando pessoas. No entanto, desabafa dizendo que essa é uma realidade muito cansativa e que se sente impotente.


A mãe diz que vive todo o tempo em modo de combate para defender Panda de possíveis situações desconfortáveis. Ela disse que não tem tempo para ficar tranquila, mesmo quando sai para ir fazer uma compra simples no mercado.

A escola que rejeitou a matrícula do menino entrou em contato com Verônica depois de o vídeo viralizar, desculpando-se e afirmando que tinha sido uma falha administrativa. No entanto, ela afirmou ter a certeza de que só a procuraram por conta da repercussão do seu vídeo.

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Direitos autorais: reprodução Instagram/@faxinaboa.

Essa é uma realidade muito triste e cansativa, não apenas para os pais, que estão à frente de todos os processos e sofrem com a impossibilidade de mudar os atos preconceituosos das pessoas, mas especialmente para as crianças, que crescem com o sentimento de inadequação e rejeição, o que lhes pode causar sérios prejuízos.


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