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Aluno de psicologia decide viver em Kombi em frente à faculdade: ‘liberdade incrível’

Aluno de psicologia decide viver em Kombi em frente a faculdade

O jovem estudante de psicologia Matheus Parize, de 20 anos, decidiu pensar “fora da caixa” e levar um estilo de vida bem diferente da maioria das pessoas. Ele está morando junto com seu cachorro, o Zeca, dentro de uma Kombi, em frente à faculdade onde estuda, no bairro Boqueirão, em Santos, no litoral de São Paulo.

Em entrevista,, ele contou que sempre teve o sonho de comprar um motorhome para morar. “Esse estilo de vida sempre me atraiu muito. Sempre tive o sonho, e juntei dinheiro para comprar”.

A kombi, que foi apelidada de Joelma, fica estacionada durante a semana em frente à faculdade onde Matheus estuda psicologia, mas roda por outros lugares durante o fim de semana. Segundo o estudante, morar em frente ao local onde estuda representa uma economia, pois assim ele não precisar ir e voltar todo dia para Praia Grande, cidade onde seus pais vivem. “Querendo ou não, [o trânsito] estressa e acaba interferindo na qualidade de vida”, analisa.

O rapaz expliou ainda que estabeleceu a questão da segurança é uma preocupação sua. Por isso, ele prefere estacionar a Kombi em locais com câmeras de monitoramento e guaritas.

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Direitos autorais: Reprodução.

“Quando decidi ficar na porta da faculdade, foi justamente por estar sempre no local de estudo, e aí consigo ir para a biblioteca e para a faculdade o tempo que eu quiser, por mais que a maior parte do tempo eu fique dentro dela com o Zeca”, diz.

Matheus contou que, enquanto estava de férias da faculdade, aproveitou para ‘morar’ cada dia em um lugar, viajando a cidades entre o litoral Norte e Sul. “Você pode viajar para onde quiser e levar sua casa com você”.

A kombi de Matheus conta com toda a estrutura de uma casa convencional, o que inclui isolamento térmico, climatizador, chuveiro, caixa d’água, fogão, geladeira e um sofá que vira cama.

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Direitos autorais: Reprodução.

Segundo Parize, todos acreditam que a Kombi é antiga, mas é o último modelo que saiu. “É a mesma manutenção que o dono de um carro 2014 tem. Não tenho dor de cabeça com ela, até porque acabo andando pouco, e por enquanto, a manutenção é preventiva”.

A família de Matheus se preocupa com o seu estilo de vida, mas ele explica que conversa bastante com os pais, e eles ficam tranquilos por saberem que é o que ele gosta. “Eles também têm um planejamento de comprar um motorhome. Era um sonho de anos, por que eu esperaria para realizá-lo?”.

Sobre a segurança de viver na rua, Parize defende que, se parar para pensar, acaba sendo o mesmo risco em relação a morar em uma casa. “Você está estacionado ali na rua, só que em uma estrutura de cimento, e não de lata como é a Kombi, então, é bem proporcional”.

O jovem considera a kobi e o seu cão Zeca parte de sua família. Segundo Matheus, algumas pessoas, inclusive, se preocupam com o bem-estar do animal, que é muito bem cuidado pelo estudante.

“Bastante gente comenta, preocupada, dizendo que o cachorro fica ‘fritando’ na Kombi. Fiquem tranquilos, ela tem isolamento térmico, e o climatizador fica ligado o tempo todo para o Zeca, que fica dormindo enquanto vou para a aula. Ele também tem água e ração à vontade, e quando volto da aula, ele olha para mim com cara de sono e bocejando. Tem as condições necessárias para ficar lá dentro, e está acostumado”, diz.

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