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Amantes de Hasanlu: “beijo” de 2.800 anos imortalizado em esqueletos prova que nem a morte supera o amor!

Foto: Reprodução
capa Amantes de Hasanlu beijo de 2800 anos imortalizado em esqueletos prova que nem a morte supera o amor

A imagem rodou o mundo e provou que o amor verdadeiro não morre mesmo diante da morte!

Você já parou para pensar em tudo o que já aconteceu no mundo antes do seu nascimento? Quantas árvores deram frutos, quantas casas foram construídas, quantas estações passaram e quantos amores já foram vividos?

Para muitos de nós, pensar sobre o passado é retroceder e deixar de se organizar para o futuro. No entanto, quem entende o ciclo da vida enxerga o passado como um grande professor, que nos ensina a viver no presente e nos traz diversas lições que nos engrandecem, seja por palavras, imagens ou sons.

Os arqueólogos são pessoas que trabalham com o que já passou, e o seu trabalho, além de nos presentear com preciosas relíquias, também nos permite conectar com histórias de pessoas que viveram em tempos remotos e podem nos ensinar muito sobre a história do mundo.

Embora muitas coisas tenham mudado com o passar do tempo, pelas evidências encontradas por esses e outros profissionais, percebemos também que certas coisas permanecem, não importa quantos anos passem, e um exemplo disso são os sentimentos.

O casal de esqueleto conhecido como Hasanlu Lovers é uma prova de que o amor não pode ser superado nem pelo tempo nem pela morte.

A história dos dois amantes e do “beijo” de 2.800 anos

O Museu de Arqueologia e Antropologia da Universidade da Pensilvânia (EUA), comumente conhecido como Museu Penn, onde os esqueletos estão nos dias atuais, publicou um artigo em seu website contando um pouco da história dos dois amantes.

De acordo com suas informações, por volta de 800 a.C., o assentamento de Hasanlu, no Noroeste do Irã, foi atingido por uma força invasora ainda desconhecida, que causou sua completa destruição, matando os habitantes, além disso um incêndio queimou grande parte do local.

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Corpos encontrados em Hasanlu foram deixados onde foram mortos nas ruas e em edifícios. – Direitos autorais: Reprodução / Penn Museum

Os dois esqueletos mundialmente conhecidos pertencem a dois “amantes” que viviam na localidade, e foram encontrados juntos, em uma caixa de tijolos de barro e gesso, nas escavações de 1973.

Ambos têm alguma evidência do trauma que provocou sua morte, mas sem ferimentos definitivamente fatais. Estão posicionados um de frente para o outro, em uma aproximação que sugere um “beijo romântico”.
Os “amantes” estiveram em exposição no Penn Museum de meados da década de 1970 até meados da década de 1980.

Compreendendo um pouco mais sobre os esqueletos

HAS 73-5-799 (Sk 335)

Esse é o esqueleto que aparece do lado direito, deitado de barriga para cima e olhando o Sk 336. Acredita-se que os ossos sejam de um jovem adulto, entre 19 e 22 anos.

Esse esqueleto apresenta alguns dentes recentemente erupcionados e feições masculinas. Pelve claramente masculina em feições. Sua saúde era boa, sem doenças dentárias ou ferimentos antigos curados.

HAS 73-5-800 (Sk 336)

Esqueleto que está do lado esquerdo da imagem, voltado para o Sk 335, tem a mão direita tocando a face do Sk 335. A suposição é que se trata de um adulto com idade entre 30 e 35 anos. Há alguns sinais em seu esqueleto relacionados a alterações de idade ou atividade, como osteoartrite na coluna.

As características físicas para a estimativa do sexo são menos claras nesse indivíduo, mas no geral sugerem que se trata de um homem. Neste caso, o crânio é distintamente masculino, enquanto a pelve é mais mista em sua morfologia.

O comprimento dos ossos é semelhante aos do Sk 335, mas no geral esse esqueleto é menos robusto. Os dois esqueletos, acreditam os especialistas, eram de homens, ambos bastante saudáveis ​​e no auge da vida.

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Direitos autorais: Reprodução / Penn Museum

O misticismo dos amantes de Hasanlu

Os pesquisadores ainda tentam entender como os amantes foram parar naquele local, se foram colocados lá por alguém ou se tentaram se esconder dos ataques por lá.

Além disso, não foram encontrados artefatos com eles, exceto uma laje de pedra sobre suas cabeças. Isso contrasta com outros esqueletos do local, que são mostrados claramente com adornos em seus corpos.
Por que ambos não tinham nada com eles? Será que suas posses lhes foram tomadas?

Outras interpretações sobre a relação entre os dois esqueletos

Embora a imagem de ambos seja associada a um casal romântico por muitas pessoas, a ideia de que eles eram parceiros não é a única possível.

Em nossa experiência humana, passamos por diversas situações que nos convidam a confortar aqueles que estão ao nosso redor. As duas pessoas que hoje têm seus ossos conhecidos e estudados estavam passando por um momento de medo e insegurança, e enfrentaram essa situação sozinhas, por isso podem ter demonstrado afeto uma pela outra como uma maneira de lidar com aquela realidade.

Os fatos da descoberta desses dois esqueletos são convincentes, mas não devemos descartar que existem diferentes maneiras de “ler” essa imagem.

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