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Amar é para gente grande e para os dispostos!

Aceitar ou pular fora? Qual é a sua primeira reação?



No início são tudo flores, tem a química, tem a paixão, e a paixão cega, deixa-nos iludidos, mas nenhuma ilusão dura para sempre. Antes só víamos qualidades, mas, depois, algumas qualidades passam a ser defeitos, e os outros defeitos começam a se sobressair mais do que as qualidades.

O que fazer? Será que devo aceitar ou pular fora desse barco furado?

A maioria com certeza prefere pular fora, partir para o outra, mas, será que realmente partir para outra é a solução?


Não será que estamos apenas remediando um problema que muitas vezes está em nós? Se não nos questionarmos vamos apenas pular de barco e o furo vai continuar lá, até que tenhamos aprendido a lição. Precisamos questionar se os defeitos são realmente defeitos. O que está por detrás disso tudo? Será que não vi isso antes? Será que os defeitos do outro também não estão em mim? O outro, será que não está me mostrando apenas um reflexo meu?

Porque amar na alegria é fácil, é bom, mas e nas piores horas? Quem consegue tolerar o outro no seu pior? Será que você consegue estar com você no seu pior? Você consegue se aturar?

E é nessas horas que vemos o quanto nós realmente amamos o outro, o quanto de empatia temos pelo próximo. É nessas horas que vemos o quanto de expectativas criamos em torno do outro, o quanto projetamos no outro qualidades que ele ainda não possui, o quanto nós deixamos nos iludir.


Amar as qualidades do outro é fácil, lidar com os defeitos é que torna o aprendizado maior. É entender que nem sempre o outro terá a mesma opinião. E o maior de todos os aprendizados: aprender a perdoar. Porque todos nós falhamos e, mesmo que o outro não queira, vai nos magoar, vamos errar com o outro também.

Nem tudo são flores, temos o nosso ego e o outro também. Tudo tem o seu oposto, sempre os existirão os dois lados da moeda. O que realmente faz dar certo é o grau de consciência em que ambos se encontram, o quanto nós nos conhecemos, o quanto aprendemos a trabalhar as nossas projeções, as nossas carências, o quanto aprendemos a acolher a nossa sombra. E esse aprendizado é só para os fortes, para os que realmente querem fazer dar certo, querem aprender um com o outro.

Amar é para gente grande e para os dispostos. Nenhum relacionamento será perfeito, afinal, são duas pessoas diferentes, sempre existirá algum atrito, alguma diferença.


Mas, se ambos estiverem dispostos, poderão superar esses obstáculos, aprender um com o outro, crescer, evoluir juntos a sua consciência.

Quando ambos estão dispostos, as diferenças podem ser trabalhadas, podem ser transformadas. Porque o defeito, muitas vezes, é só uma qualidade que ainda não foi totalmente desenvolvida.

Tudo depende do quanto estamos focados no afeto, o quanto estamos focados em ser feliz, o quanto estamos focados em expandir a nossa luz.


Nem sempre é simples, nem sempre é tão prático. Mas Deus ajuda, concilia, mostra o caminho…

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